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Inscrições para a ExpoBrangus 2026 seguem abertas até 11 de maio no RS

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ExpoBrangus 2026 reforça protagonismo da genética bovina no Brasil

As inscrições para a ExpoBrangus 2026 seguem abertas até o dia 11 de maio. Considerada a maior mostra nacional da raça Brangus, a exposição será realizada entre 18 e 21 de maio, no Parque Agrícola e Pastoril de Uruguaiana (RS), reunindo criadores, técnicos e investidores do setor pecuário.

Para participar, os interessados devem enviar solicitação de acesso ao sistema de inscrições da Associação Brasileira de Brangus (ABB) pelo e-mail: [email protected].

Inscrições e categorias da exposição

A participação na ExpoBrangus 2026 garante vaga nos julgamentos de animais rústicos e de argola, além de integrar uma programação técnica e comercial voltada à pecuária de corte.

Os valores de inscrição são:

  • Trio de animais: R$ 500 (com direito a um animal reserva)
  • Animal individual (rústico ou argola): R$ 250 por exemplar
  • Confirmação de registro provisório: R$ 100 por animal (quando aplicável)

O modelo da exposição busca fortalecer a avaliação genética e comercial dos exemplares da raça Brangus no país.

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Mercado da carne aquece e valoriza genética bovina

O evento ocorre em um cenário positivo para a pecuária brasileira, com o mercado de carne vivendo um período de valorização ao longo do último ano. Esse movimento impacta diretamente a demanda por genética de qualidade, refletindo na valorização de animais em diferentes etapas da cadeia produtiva.

Segundo o presidente do Núcleo Brangus Sul, Gabriel Barros, o momento é favorável para a raça:

“Estamos em um momento de maior valorização dos animais de modo geral, desde a engorda até a terminação, o que também impacta a genética bovina”, afirma.

Brangus ganha destaque pela adaptação e qualidade de carne

A expectativa para a ExpoBrangus 2026 é elevada, especialmente após a consolidação da raça como uma das mais importantes para a produção de carne de qualidade no Brasil.

Gabriel Barros destaca ainda o impacto da realização do Mundial da raça no país e o fortalecimento dos eventos técnicos e comerciais:

“O Brangus tem grande desempenho em diferentes regiões do Brasil, entregando qualidade de carne. Observamos um público cada vez mais mobilizado, não apenas para levar animais, mas também para acompanhar as exposições”, explica.

Programação técnica e integração do setor

Além dos julgamentos, a ExpoBrangus contará com uma programação voltada à integração entre criadores e investidores. Um dos destaques tradicionais do evento é o “Asadito”, espaço de confraternização e degustação de carne Brangus.

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A feira também inclui leilões com genética selecionada, reforçando o caráter comercial e técnico da exposição, além de atividades realizadas dentro e fora do parque.

ExpoBrangus fortalece cadeia da carne e mercado de genética

A ExpoBrangus 2026 se consolida como um dos principais eventos da pecuária de corte no Brasil, reunindo seleção genética, negócios e troca de conhecimento técnico.

Com forte adesão de criadores e crescente valorização da raça, a feira reforça seu papel estratégico no desenvolvimento da pecuária nacional e na evolução da qualidade da carne produzida no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Seguro paramétrico no agro não pode ser tratado como solução imediata para problema estrutural, alerta especialista

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A ampliação do debate sobre seguro paramétrico, crédito rural e políticas públicas colocou a gestão de risco agropecuário no centro da agenda institucional do setor no Brasil. A avaliação é de Daniel Miquelluti, especialista em seguro paramétrico e cofundador da Picsel, ao analisar os rumos da discussão no país.

Segundo o especialista, o avanço é positivo, pois o sistema brasileiro de proteção ao produtor rural precisa evoluir diante da maior volatilidade climática e da crescente exposição a eventos extremos. No entanto, ele alerta para um risco recorrente: transformar uma ferramenta técnica em uma solução excessivamente ampla para problemas estruturais do agronegócio.

Seguro paramétrico avança, mas não substitui modelos tradicionais

O seguro paramétrico é baseado em índices previamente definidos — como volume de chuva, temperatura e níveis de estiagem — e permite pagamentos mais rápidos quando comparado aos modelos tradicionais, reduzindo a necessidade de perícias detalhadas.

Na avaliação de Miquelluti, essa característica torna o instrumento relevante em um cenário de aumento de custos de produção, restrição de crédito e maior frequência de eventos climáticos extremos.

Apesar disso, o especialista destaca que o debate perde consistência quando a proposta deixa de ser complementar e passa a ser vista como substituta dos modelos convencionais de seguro rural.

Risco agropecuário brasileiro é sistêmico e altamente correlacionado

O risco no agro brasileiro, segundo a análise, não pode ser tratado como individual ou isolado. Eventos como secas no Centro-Oeste, geadas no Sul ou excesso de chuvas em regiões produtivas atingem simultaneamente grandes áreas e diversas cadeias produtivas.

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Esse comportamento caracteriza um risco sistêmico, que impacta carteiras de crédito, seguradoras, resseguradoras e a própria capacidade de pagamento do produtor rural.

Nesse contexto, modelos simplificados de expansão do seguro paramétrico exigem cautela, especialmente quando vinculados a políticas públicas de crédito rural.

Um estudo técnico do Observatório do Crédito e Seguro Rural da Fundação Getulio Vargas alerta que a eventual adoção obrigatória de seguro paramétrico atrelado ao crédito subsidiado poderia provocar mudanças estruturais relevantes no sistema, com impactos fiscais, regulatórios, jurídicos e operacionais, além da necessidade de transição gradual e planejamento de longo prazo.

Risco de base pode comprometer confiança do produtor

Um dos principais desafios do modelo paramétrico é o chamado risco de base (basis risk), que ocorre quando o índice acionado não corresponde exatamente à perda real do produtor.

Isso pode gerar duas situações críticas: pagamento sem prejuízo efetivo ou ausência de indenização mesmo diante de perdas significativas.

Segundo especialistas, esse desalinhamento tende a comprometer a confiança dos produtores rurais, especialmente em um setor onde previsibilidade financeira é essencial para o planejamento da safra.

Limitações fiscais e pressão sobre o seguro rural no Brasil

Outro ponto de atenção está na sustentabilidade fiscal do sistema de seguro rural.

A Confederação Nacional das Seguradoras revisou suas projeções para 2026 e passou a estimar queda nominal de 3,9% no mercado de seguro rural, refletindo a redução de recursos destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural.

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O início do ano já mostrou retração de 12,2% na arrecadação do segmento, evidenciando fragilidades na previsibilidade orçamentária do setor.

Para analistas, a expansão de modelos paramétricos sem garantia de funding e governança adequada pode aumentar ainda mais a pressão sobre o sistema.

Política pública avança para modelos mais técnicos e baseados em dados

Apesar das críticas, o debate não é de rejeição à inovação, mas de aprimoramento da estrutura de gestão de risco no campo.

O avanço do Zoneamento Agrícola de Risco Climático representa uma mudança relevante na forma como políticas públicas são desenhadas, com maior uso de dados técnicos, critérios objetivos e integração entre manejo agrícola e risco climático.

O Ministério da Agricultura e Pecuária tem ampliado o programa, com expansão territorial e incentivos diferenciados para produtores que adotam melhores práticas de manejo do solo.

Seguro paramétrico deve ser complementar, não substituto

Na avaliação do especialista, o seguro paramétrico tende a ganhar espaço no Brasil, especialmente pela integração com crédito rural, resseguro e dados climáticos.

No entanto, seu uso deve ocorrer dentro de uma arquitetura mais ampla de proteção ao produtor, e não como solução isolada.

A combinação entre instrumentos tradicionais, inovação tecnológica e políticas públicas estruturadas é vista como o caminho mais consistente para fortalecer a gestão de risco no agro brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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