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Instabilidade política e fiscal nos EUA pressiona queda do dólar, aponta Barchart

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Pressões fiscais e políticas enfraquecem o dólar

O dólar norte-americano vem registrando queda nos últimos dias, influenciado por uma combinação de fatores econômicos e políticos. De acordo com análise de Rich Asplund, especialista da Barchart, os principais motivos estão relacionados aos riscos fiscais e à instabilidade política nos Estados Unidos.

Entre as preocupações destacadas estão a possível intervenção cambial conjunta entre EUA e Japão, a retirada de capital estrangeiro do país e o risco de uma nova paralisação parcial do governo americano.

Possível intervenção cambial EUA–Japão

Segundo Asplund, há especulações de que o governo norte-americano possa coordenar uma ação com o Japão para fortalecer o iene e enfraquecer o dólar. Essa possibilidade estaria alinhada à visão do presidente Donald Trump, que acredita que uma moeda americana mais fraca favorece as exportações do país, tornando os produtos dos EUA mais competitivos no mercado global.

Investidores estrangeiros retiram capital dos EUA

Outro fator que vem pressionando a moeda é a fuga de investidores estrangeiros dos Estados Unidos. O analista explica que o movimento está diretamente ligado à insegurança política e à percepção de risco crescente no país.

“As tensões geopolíticas e a desconfiança sobre as decisões do governo americano têm levado os mercados a adotarem uma postura mais cautelosa”, afirma Asplund. Ele cita, inclusive, a polêmica envolvendo a Groenlândia, que gerou incertezas mesmo após Trump afirmar que não pretende usar força militar para ampliar a presença americana na região.

Risco de nova paralisação do governo americano

A instabilidade política interna também segue no radar dos investidores. Asplund alerta que o risco de uma nova paralisação parcial do governo americano é mais um elemento que vem afetando a confiança dos mercados.

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Segundo o analista, senadores democratas ameaçam bloquear o financiamento do Departamento de Segurança Interna (ICE) após um incidente recente envolvendo um tiroteio em Minnesota. A medida provisória que mantém o governo funcionando expira nesta sexta-feira, o que aumenta a tensão entre os parlamentares.

Outras pressões sobre a moeda

Além dos fatores políticos, Asplund destaca que o dólar também sofre com o aumento do déficit orçamentário, gastos públicos excessivos e questionamentos sobre a independência do Federal Reserve (Fed).

A crescente polarização política nos Estados Unidos amplia as incertezas, dificultando a adoção de políticas econômicas consistentes e pressionando ainda mais a moeda americana no cenário global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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