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Inteligência de aplicação agrícola aumenta produtividade e preserva a sanidade das lavouras, aponta estudo

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Um estudo do Instituto Goiano do Algodão (IGA) revelou que a prática da inteligência de aplicação pode elevar a produtividade da soja em até 1,15 sacos por hectare. Além da genética da semente, fatores ambientais como solo, clima e manejo fitossanitário são essenciais para alcançar o máximo potencial produtivo.

Solução Escudo: tecnologia a serviço do produtor

A Conceito Agrícola, empresa do Grupo Conceito, desenvolveu o serviço Solução Escudo, que oferece suporte tecnológico completo ao produtor durante toda a safra, garantindo melhores resultados na aplicação de defensivos e fertilizantes.

Detalhes da inteligência de aplicação

A tecnologia envolve a avaliação e calibragem rigorosa dos equipamentos de pulverização, fornecimento de bicos específicos, uso de papel hidrossensível para monitoramento contínuo da aplicação e ferramentas como scanners e termo-higro-anemômetros para medir vento, umidade e temperatura — fatores cruciais para o sucesso da pulverização.

Thiago Clemente, especialista em Tecnologia de Aplicação da Conceito Agrícola, explica que pequenas correções na taxa de aplicação, no posicionamento da barra do pulverizador ou nas condições ambientais podem impactar significativamente a eficiência. Para atingir o terço inferior das plantas, especialmente em culturas anuais como soja, milho, feijão e sorgo, são necessárias gotas menores e bem direcionadas.

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Desinfecção e cuidado com os equipamentos

Outro ponto importante da Solução Escudo é a desinfecção dos equipamentos após a aplicação de produtos pré-emergentes, utilizando escovas rotativas e produtos alcalinos para eliminar resíduos. “Apenas 20 gramas de resíduo podem comprometer até 1 hectare de soja”, alerta Thiago, reforçando a importância desse procedimento para a eficácia da aplicação.

Resultados comprovados pela pesquisa

O estudo do IGA mostrou que a Solução Escudo otimiza o posicionamento do espectro de gotas em cada fase vegetativa, graças ao uso de bicos de cerâmica e técnicas que reduzem a tensão superficial da calda, facilitando a emulsificação e diminuindo a formação de espuma e deriva — tudo isso sem alterar o pH final da calda de pulverização.

Depoimento do produtor Lucas Vicente Menegatti

Produtor de Rio Verde, Lucas utiliza o serviço há quatro anos e destaca a economia de insumos e o aumento do rendimento nas operações. “Antes, aplicávamos 100 litros por hectare, mas com a Solução Escudo conseguimos reduzir para 50 litros por hectare na dessecação, com limpeza completa e calibragem dos bicos feita por especialistas. Recomendo para todos os agricultores”, afirma.

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Benefícios ambientais e segurança no campo

A equipe especializada da Conceito Agrícola trabalha com equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados, reduzindo riscos de contaminação e promovendo o uso racional dos recursos naturais. Ao final de cada ciclo, um relatório com recomendações estratégicas é entregue ao produtor, focando sempre na sustentabilidade financeira e ambiental para a próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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