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IPCF encerra 2025 em alta de 1,18 e mostra resiliência do agronegócio diante da volatilidade global

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O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) registrou alta em dezembro, encerrando o mês em 1,31, frente aos 1,12 de novembro, segundo dados divulgados pela Mosaic. O avanço reflete a combinação entre a valorização do dólar, a desvalorização das commodities agrícolas e as oscilações nos preços dos fertilizantes.

A moeda americana subiu 2% no período, impulsionada pelas incertezas políticas globais e pelos indicadores econômicos domésticos, fatores que continuam influenciando diretamente o custo de importação de insumos agrícolas.

Commodities agrícolas recuam com avanço da colheita

As commodities agrícolas apresentaram retração média de 0,8% em dezembro, com destaque para as quedas da soja (-2,3%) e do algodão (-2%). A movimentação é explicada pela expectativa de uma safra robusta e pelo início da colheita nos estados do Paraná e Mato Grosso.

Enquanto isso, cana-de-açúcar e milho mantiveram estabilidade, embora o milho siga pressionado pela previsão positiva para a safrinha brasileira, que tende a ampliar a oferta do grão no mercado interno.

Fertilizantes têm leve recuo, mas alguns insumos sobem

Os fertilizantes registraram queda média de 0,3% no mês. O recuo foi puxado pela ureia (-2%), afetada pela baixa liquidez e estoques elevados.

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Por outro lado, alguns insumos apresentaram valorização: o superfosfato simples subiu 3,8% e o cloreto de potássio avançou 2,6%, sustentados pelo aumento da demanda e elevação dos custos produtivos.

Cenário global segue ajustado para fosfatados e enxofre

No mercado internacional, a cadeia de fosfatados continua ajustada devido à redução temporária das exportações da China, principal player do setor.

Além disso, o preço global do enxofre permanece firme, impulsionado pela demanda crescente da indústria de baterias e outros segmentos industriais. Esse movimento mantém atenção sobre os custos de produção dos fertilizantes fosfatados, embora de forma gradual e controlada pelo mercado.

Média anual de 2025 reflete estabilidade e adaptação do setor

No acumulado de 2025, o IPCF registrou média anual de 1,18, sinalizando estabilidade e resiliência do agronegócio brasileiro diante da volatilidade nos mercados internacionais.

Mesmo com os desafios impostos pelas flutuações cambiais e de preços, o setor manteve competitividade e capacidade de adaptação, consolidando o Brasil como um dos principais produtores agrícolas globais.

O que é o IPCF e como ele é calculado

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) é um indicador elaborado mensalmente pela Mosaic, que mede a relação entre os preços dos fertilizantes e das commodities agrícolas.

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O cálculo compara a média atual com uma base de 2017 — quanto menor o índice, mais favorável é a relação de troca para o produtor rural.

Entre as culturas consideradas no índice estão soja, milho, cana-de-açúcar (açúcar e etanol) e algodão.

Os preços de fertilizantes são apurados com base nos dados da CRU, consultoria internacional, enquanto as cotações das commodities utilizam médias do mercado brasileiro, com informações da Agência Estado e do CEPEA.

O índice também leva em conta o câmbio, considerando 70% do custo dos fertilizantes e 85% da receita das commodities agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico

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O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.

Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história

O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.

A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.

Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras

Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.

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A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.

Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento

A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.

Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.

Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas

Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.

O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.

Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.

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Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.

As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.

Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior

Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.

Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.

“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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