RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Irrigação por gotejamento: três estratégias para economizar água e aumentar eficiência no campo

Publicados

AGRONEGÓCIO

Economia de água não significa queda de produtividade

A eficiência hídrica na agricultura é decisiva para garantir produtividade e rentabilidade. Sistemas de irrigação por gotejamento vêm se destacando por permitir aplicação precisa da água, reduzindo desperdícios e promovendo maior controle sobre o desenvolvimento das lavouras.

Segundo Elidio Torezani, a economia começa no planejamento do sistema. “O gotejamento é projetado para entregar à planta exatamente o que ela precisa, evitando excesso”, afirma.

Aplicação localizada aumenta aproveitamento da água

O primeiro passo para economizar com gotejamento é a aplicação próxima ao sistema radicular das plantas. Essa técnica reduz perdas por evaporação e evita molhar áreas improdutivas, aumentando o aproveitamento da água.

“Quando a água chega diretamente à raiz, o desperdício diminui significativamente”, explica Torezani.

Manejo ajustado evita irrigação excessiva

A segunda estratégia é o controle do tempo e da frequência de irrigação. Com o sistema, é possível adaptar as aplicações de acordo com tipo de solo, clima e estágio da cultura.

“O produtor deixa de irrigar por rotina e passa a irrigar com critério técnico, evitando aplicações acima do necessário”, destaca o especialista.

Integração com nutrientes melhora eficiência

A terceira forma de reduzir desperdício envolve a fertirrigação, ou seja, a aplicação de fertilizantes junto com a água. Esse método otimiza o uso dos insumos, melhora a absorção pelas plantas e reduz perdas no solo.

“Quando água e nutriente são aplicados de forma integrada, a planta responde melhor e o uso dos recursos se torna mais eficiente”, conclui Torezani.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Setor de irrigação impulsiona indústria e fortalece agronegócio brasileiro

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

Publicados

em

Por

A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

Leia Também:  Prejuízo da SLC Agrícola aumenta no 4º trimestre, mas empresa encerra 2025 com lucro de R$ 565 milhões
Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

Leia Também:  Protestos de agricultores pressionam França às vésperas de decisão da UE sobre o acordo

Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA