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Jovem produtor de Seritinga inicia cultivo de morango com apoio do programa Futuro no Campo

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José Lucas Faria Corrêa, de 26 anos, está colhendo a primeira safra de morangos no sítio da família, em Seritinga, no Sul de Minas. Produtor de hortaliças, ele decidiu investir na produção agroecológica da fruta após ingressar no programa Futuro no Campo, da Emater-MG, com o objetivo de diversificar a produção, acessar novos mercados e aumentar a renda familiar.

Início da produção e expectativa de crescimento

A produção de morangos começou em maio de 2025, em uma área de 500 m². José Lucas acredita no potencial da nova cultura e vê no programa uma oportunidade de aprendizado e inovação:

“Com o Futuro no Campo, estou aprendendo muita coisa que não sabia. A Emater me mostrou que é possível trabalhar com orgânicos, basta saber o que está fazendo. Comecei a buscar conhecimento para plantar morangos”, destaca o jovem produtor.

Acompanhamento técnico e incentivos do programa

Desde 2021, José Lucas é acompanhado pela Emater-MG, fornecendo hortaliças às escolas por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Segundo a extensionista Milene da Silva Soares, o incentivo da Emater foi determinante para que o produtor experimentasse a nova cultura:

“O acompanhamento próximo da Emater com os jovens do Futuro no Campo motivou o produtor a investir em morangos, já que ele sempre trabalhou com hortaliças”, explica Milene.

Além do acompanhamento técnico contínuo, José Lucas participa de visitas técnicas para aprimorar seus conhecimentos sobre morango. Ele também receberá, por meio do programa, kits com ferramentas, sementes de hortaliças e sistema de irrigação. O produtor já planeja expandir a produção, incluir os morangos em feiras regionais e futuramente investir em processamento e certificação orgânica.

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Futuro no Campo: incentivo à juventude rural

O Futuro no Campo é uma iniciativa da Emater-MG voltada para a sucessão familiar rural e valorização da juventude no campo. O programa oferece acompanhamento técnico, capacitações práticas e incentivo à inovação, estimulando jovens de 16 a 29 anos a permanecerem na agricultura familiar, aumentando oportunidades de renda.

O programa é estruturado em três projetos principais: Jovens do Café, Jovens do Leite e Jovem Empreendedor Rural, com ações práticas em avicultura de postura, apicultura, fruticultura e olericultura.

Atualmente, 506 jovens participam do programa, selecionados por edital público com base em critérios sociais, produtivos e educacionais. Além da assistência técnica da Emater-MG, eles recebem capacitações presenciais e virtuais, além de kits para implantação das atividades. O investimento inicial do programa foi de R$ 1,9 milhão, com recursos próprios da Emater-MG.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

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A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

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O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

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Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

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