AGRONEGÓCIO
Lucro do CTC avança 19,5% no 3º trimestre e reforça liderança em biotecnologia para cana-de-açúcar
AGRONEGÓCIO
CTC registra alta expressiva no lucro e receita no 3º trimestre de 2026
O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), referência nacional em soluções de biotecnologia e genética para a cadeia da cana-de-açúcar, registrou lucro líquido de R$ 59,5 milhões no terceiro trimestre de 2026, um avanço de 19,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A receita líquida atingiu R$ 12,7 milhões, alta de 6,9%, enquanto o EBITDA somou R$ 61,1 milhões, crescimento de 5,3%, com margem de 50,2%. Os resultados reforçam o fortalecimento do modelo de negócios e a estratégia da companhia de priorizar pesquisa, inovação e eficiência operacional.
Resultados acumulados mostram desempenho consistente
Nos nove primeiros meses de 2026, o CTC apresentou desempenho ainda mais robusto. A receita líquida chegou a R$ 349,6 milhões, com alta de 13,1% frente ao mesmo período de 2025. O EBITDA totalizou R$ 178,2 milhões (+18,7%) e o lucro líquido somou R$ 176,5 milhões, avanço de 32,1%.
De acordo com Paulo Geraldo Polezi, diretor financeiro e de Relações com Investidores do CTC, o resultado reflete a consistência da estratégia corporativa.
“São números que demonstram capacidade de execução, disciplina estratégica e fortalecimento contínuo do nosso modelo de negócios”, afirmou.
A margem líquida cresceu 7,3 pontos percentuais (p.p.), alcançando 50,5%, enquanto a margem do EBITDA avançou 2,4 p.p., chegando a 51% no trimestre.
Investimentos em P&D impulsionam inovação genética
O CTC segue ampliando seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D). No período, o montante aplicado atingiu R$ 188,4 milhões, crescimento de 11,7% em relação ao ano anterior.
Os recursos foram direcionados a projetos de melhoramento genético, biotecnologia, sementes sintéticas e ao desenvolvimento de quatro novas variedades voltadas para a safra 2026/2027.
Além disso, o Capex somou R$ 82,2 milhões, um salto de 191,9%, impulsionado pelo avanço da planta demonstrativa de sementes sintéticas, que reforça o compromisso da empresa com tecnologias inovadoras e sustentáveis.
Caixa líquido cresce 45% e fortalece estrutura financeira
A posição de caixa líquido do CTC encerrou o trimestre em R$ 592,2 milhões, o que representa um aumento de 45,1% frente ao mesmo período do ano anterior.
Esse desempenho evidencia uma gestão financeira sólida, com capacidade para sustentar o ritmo de investimentos e garantir segurança operacional.
Expansão de mercado e liderança em variedades
O market share de plantio da companhia atingiu 31%, uma elevação de 5 p.p., consolidando ainda mais a posição competitiva do CTC no setor sucroenergético.
Segundo Paulo Polezi, 80% do plantio foi realizado com variedades mais recentes, e o número de novos usuários da tecnologia CTCAdvana1 chegou a 186 produtores.
“Isso demonstra a confiança do mercado em nossos produtos, que oferecem não apenas ganhos de rentabilidade, mas também soluções avançadas em genética, biotecnologia e manejo”, destacou o executivo.
Uma pesquisa do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) também apontou a variedade CTC9006 como líder na intenção de plantio no Centro-Sul para a atual safra, reforçando o protagonismo da companhia em inovação genética aplicada à cana-de-açúcar.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de pescado caem 54% e setor se preocupa com novo tarifaço
A possibilidade de os Estados Unidos ampliarem em 25% as tarifas sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano surge em um momento de retração das vendas externas da piscicultura. Dados do Departamento de Economia Rural (Deral) mostram que as exportações de pescados do Paraná caíram 54% no primeiro quadrimestre de 2026, totalizando cerca de 1,2 mil toneladas embarcadas.
O Paraná lidera a produção nacional de tilápia e concentra parte relevante das exportações brasileiras da espécie. Em 2025, o Brasil produziu cerca de 968 mil toneladas de peixes de cultivo, das quais aproximadamente 660 mil toneladas foram de tilápia, segundo dados da Peixe BR.
A tilápia respondeu por mais de 86% dos embarques paranaenses no período. Os Estados Unidos permanecem como principal destino do produto brasileiro, fator que aumenta a atenção do setor às discussões comerciais em andamento no mercado norte-americano.
O novo tarifaço dos EUA ainda está em fase de consulta pública e os produtos que poderão ser atingidos não foram oficialmente definidos. Mesmo assim, o tema já mobiliza exportadores de diferentes segmentos do agronegócio devido ao peso do mercado norte-americano nas vendas externas brasileiras.
A queda registrada no Paraná interrompe uma trajetória de expansão observada nos últimos anos, período em que o Estado consolidou sua posição como principal produtor nacional de tilápia e ampliou sua participação nas exportações de pescado.
Representantes da cadeia produtiva avaliam que a definição sobre as tarifas poderá influenciar o ritmo dos embarques nos próximos meses, especialmente em segmentos com forte concentração de vendas para os Estados Unidos.
Fonte: Pensar Agro
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