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Maçã de Alcobaça fortalece presença no Brasil durante a Fruit Attraction São Paulo 2026

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Participação estratégica na Fruit Attraction São Paulo 2026

Entre os dias 24 e 26 de março, a Maçã de Alcobaça marcou presença na Fruit Attraction São Paulo 2026, uma das maiores feiras de frutas e hortaliças do Hemisfério Sul. Com cerca de 500 marcas expositoras e mais de 18 mil visitantes, o evento teve expectativa de movimentar entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão em negócios.

Nesta edição, a feira registrou aumento de 20% no número de compradores internacionais, reforçando seu papel como plataforma estratégica para exportações e expansão global de produtos premium.

Estande próprio aproxima marca de importadores e distribuidores

A Maçã de Alcobaça ocupou o estande G28, apresentando seu produto a profissionais do setor, incluindo importadores, distribuidores, varejistas e especialistas. Durante os três dias, o estande registrou intenso fluxo de visitantes, reuniões comerciais e prospecção de novos parceiros estratégicos.

O objetivo da participação foi consolidar a presença no mercado brasileiro e gerar oportunidades de negócio em um segmento consumidor cada vez mais atento à qualidade e à procedência dos alimentos.

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Produto certificado e de origem diferenciada

Produzida na região Oeste de Portugal, a Maçã de Alcobaça possui certificação IGP (Indicação Geográfica Protegida), concedida pela União Europeia, garantindo sua autenticidade.

O fruto se destaca pelo equilíbrio entre doçura e acidez, textura crocante e aroma fresco, resultado de fatores naturais como proximidade com o Oceano Atlântico, proteção das serras e forte incidência solar.

Além disso, o modelo de produção adotado prioriza práticas sustentáveis, com foco na biodiversidade e no equilíbrio ambiental.

Expansão internacional da marca portuguesa

A presença na Fruit Attraction São Paulo 2026 faz parte do plano de internacionalização da Associação dos Produtores de Maçã de Alcobaça, que busca ampliar a visibilidade e participação da marca em mercados estratégicos, como o brasileiro.

Mais do que exibir o produto, a feira serviu como plataforma de relacionamento global, posicionamento de marca e geração de negócios, reforçando o valor da Maçã de Alcobaça como produto de origem, qualidade e prestígio internacional.

Reforço no mercado brasileiro

A participação estratégica em eventos internacionais permite à Maçã de Alcobaça se consolidar entre consumidores brasileiros que buscam produtos diferenciados, certificados e de origem conhecida. O resultado é uma combinação de visibilidade da marca, fortalecimento do relacionamento comercial e incremento das oportunidades de exportação.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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