AGRONEGÓCIO
Manejo integrado na cana-planta pode elevar produtividade em até 10 t/ha e aumentar rendimento de açúcar, apontam estudos
AGRONEGÓCIO
Integração de tecnologias impulsiona produtividade e qualidade da cana-planta
Resultados de ensaios agronômicos realizados em áreas experimentais e canaviais comerciais nos estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais indicam que o manejo integrado de tecnologias nutricionais, biológicas e fisiológicas pode elevar significativamente o desempenho da cana-planta.
Na comparação com áreas sob manejo convencional, os estudos registraram:
- Aumento médio de até 10 toneladas de cana por hectare (t/ha)
- Incremento de até 20% no °Brix, indicador de qualidade industrial
- Elevação de até 18% no TAH (Toneladas de Açúcar por Hectare)
Os dados reforçam o impacto direto da tecnologia no potencial produtivo e no retorno econômico da cultura.
Desenvolvimento fisiológico mais robusto fortalece o canavial
Além da produtividade final, os estudos apontaram ganhos expressivos no desenvolvimento inicial das plantas, fundamentais para a formação de lavouras mais produtivas e duradouras.
Foram observados:
- Aumento de até 35% no volume radicular
- Crescimento de 26% no número de perfilhos
- Elevação de 11% no estande de plantas estabelecidas
- Acréscimo médio de 9% na altura das plantas
Segundo os pesquisadores, esses indicadores refletem maior capacidade de absorção de água e nutrientes, além de melhor uniformidade do canavial, o que contribui para maior longevidade da lavoura e redução da necessidade de reformas — um dos custos mais elevados da atividade.
Estudos conduzidos pela Agrocete ampliam base científica na cana-de-açúcar
Os ensaios foram conduzidos pela Agrocete, multinacional brasileira com mais de 45 anos de atuação no agronegócio. A empresa, tradicionalmente forte nas culturas de grãos no Sul e Centro-Oeste, vem ampliando sua presença no setor sucroenergético, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste.
As pesquisas foram realizadas em municípios como:
- Porteirão (GO)
- Taquarussu (MS)
- Uberlândia (MG)
- Ariranha, Elisário, Embaúba e Guararapes (SP)
O objetivo foi avaliar o efeito do manejo integrado de tecnologias ao longo do ciclo da cultura, dentro do conceito denominado pela empresa como Construção da Produtividade.
Manejo integrado substitui recomendações isoladas e eleva eficiência
O modelo de “Construção da Produtividade” é baseado em mais de 330 estudos científicos, realizados em parceria com cerca de 90 instituições de pesquisa no Brasil. A estratégia prioriza a integração de tecnologias em vez da aplicação isolada de produtos.
Segundo o gerente de desenvolvimento de tecnologia de mercado da Agrocete, Luis Felipe Dresch, a cana-de-açúcar exige uma abordagem mais ampla por ser uma cultura semiperene.
“O produtor precisa pensar não apenas na produtividade da cana-planta, mas na longevidade do canavial, o que passa por uma base fisiológica sólida desde o início do ciclo”, explica.
Desafios climáticos e de manejo ainda limitam potencial produtivo
Os estudos também identificaram que fatores climáticos e operacionais seguem impactando o desempenho dos canaviais nas principais regiões produtoras.
Entre os principais desafios estão:
- Secas prolongadas e chuvas irregulares
- Altas temperaturas
- Preparo inadequado do solo
- Compactação e deficiência nutricional
- Uso de mudas de baixa qualidade
- Pressão de pragas e doenças
- Falta de monitoramento técnico
Essas condições podem reduzir a produtividade e antecipar a reforma do canavial, elevando custos de produção.
Caso comercial confirma ganhos de produtividade e qualidade industrial
Em uma área de 20 hectares em Guararapes (SP), a adoção do manejo integrado demonstrou maior resiliência da lavoura frente ao estresse climático.
Segundo o técnico agrícola e supervisor da Fazenda São Francisco, Luiz Pereira Costa, os resultados foram perceptíveis a campo.
“Enquanto os canaviais ao redor sofrem com a seca, a nossa cana está mais saudável e resistente. A diferença é visível e comprova a eficácia do manejo”, afirma.
Na propriedade, os resultados incluíram:
- Aumento de 3,55 unidades de °Brix (+21,7%)
- Crescimento de colmos de 5,8 kg para 10,6 kg
- Aumento de 71% no número de colmos por metro linear
- Ganho médio de 7 t/ha na produtividade final
Estratégia atua em todas as fases do ciclo da cana
O modelo Construção da Produtividade divide o manejo em três pilares:
- Plantio, vigor e enraizamento
- Arranque e crescimento vegetativo
- Tecnologia de aplicação
A aplicação é estruturada em duas fases principais:
- 0 a 120 dias: estabelecimento da lavoura, foco em enraizamento, sanidade inicial e uniformidade
- 120 a 360 dias: manutenção do potencial produtivo e acúmulo de biomassa
Na fase inicial, são utilizadas soluções integradas de nutrição fisiológica, biotecnologia microbiana e controle biológico. Já na fase final, o foco está no enchimento dos colmos e acúmulo de açúcares, determinantes para o rendimento industrial.
Conclusão
Os resultados reforçam que o manejo integrado na cana-de-açúcar tem papel estratégico na elevação da produtividade, qualidade industrial e sustentabilidade econômica da cultura, consolidando-se como uma tendência para sistemas de produção mais eficientes e tecnificados no setor sucroenergético brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Manejo de pastagens antes da seca pode reduzir custos e garantir ganho de peso na pecuária
Manejo antecipado das pastagens é decisivo para enfrentar a seca
A aproximação da estação seca exige atenção redobrada dos pecuaristas no manejo das pastagens. Com a redução das chuvas, há queda na produção e na qualidade da forragem, o que impacta diretamente o desempenho dos rebanhos.
Esse período de transição é considerado estratégico, pois ainda permite a formação de reserva de pasto e ajustes no sistema produtivo para reduzir perdas ao longo dos meses de menor crescimento das plantas.
Oferta de forragem pode cair até 70% na seca
De acordo com o técnico em agricultura e vendedor externo da Nossa Lavoura, Robson Luiz Slivinski Dantas, o manejo adequado nesse momento é determinante para evitar prejuízos.
Segundo ele, a redução das chuvas desacelera o crescimento das pastagens e compromete sua qualidade nutricional.
“Um manejo adequado pode garantir uma oferta de matéria seca entre 2% e 3% do peso vivo dos animais, evitando déficits que comprometem o ganho de peso e geram perdas econômicas importantes”, explica.
Além da redução na oferta, a qualidade da forragem também cai significativamente, com aumento da fibra e redução de proteína e digestibilidade.
Falta de planejamento aumenta custos e degrada pastagens
Entre os principais erros cometidos por produtores nesse período estão:
- Superlotação das áreas
- Ausência de pastejo rotacionado
- Falta de adubação estratégica
- Não monitoramento da altura do pasto
Essas práticas aceleram a degradação das áreas e reduzem a capacidade de suporte.
“Quando o produtor não mede a oferta de pasto e mantém a lotação elevada, ele consome a reserva antes do período crítico. O resultado é aumento dos custos e menor produtividade”, alerta Dantas.
Ajuste de lotação é chave para preservar forragem
Uma das principais estratégias recomendadas é o ajuste gradual da taxa de lotação.
A redução planejada do número de animais por hectare ajuda a preservar a reserva de forragem para a seca.
“É possível preservar até 50% a mais de pasto quando a lotação é ajustada de forma estratégica”, afirma o especialista.
O manejo também deve priorizar áreas de descanso e organização do pastejo rotacionado.
Adubação no fim das águas ainda traz ganhos produtivos
Mesmo no fim do período chuvoso, a adubação pode contribuir para aumentar a produção de forragem.
A aplicação de nitrogênio, em áreas com bom potencial produtivo, pode elevar a produção entre 20% e 40%, favorecendo a formação de reservas.
Essa prática melhora o aproveitamento da área e ajuda a sustentar o rebanho durante a seca.
Planejamento garante desempenho e reduz perdas na seca
Com planejamento adequado, é possível manter ganhos de peso entre 0,5 kg/dia e 0,8 kg/dia, mesmo com suplementação mínima.
Segundo Dantas, a antecipação das decisões reduz impactos produtivos e reprodutivos no rebanho.
Quando não há planejamento, os prejuízos podem ser significativos, incluindo queda de desempenho e aumento de custos operacionais.
Boas práticas ajudam a atravessar o período crítico
Entre as recomendações práticas para o produtor estão:
- Monitoramento semanal da altura do pasto
- Planejamento da lotação futura
- Adubação nitrogenada em áreas prioritárias
- Implantação de pastejo rotacionado
Essas medidas ajudam a preservar tanto a quantidade quanto a qualidade da pastagem.
Falta de manejo pode gerar perdas de até R$ 500 por hectare
A ausência de planejamento pode resultar em perdas econômicas expressivas, incluindo:
- Redução do ganho de peso
- Maior necessidade de suplementação
- Aumento da mortalidade
- Queda na produtividade do abate
“Sem planejamento, os prejuízos podem chegar a R$ 500 por hectare”, destaca o especialista.
Soluções para manejo eficiente das pastagens
A Nossa Lavoura oferece insumos e soluções voltadas ao manejo estratégico, incluindo:
- Adubos NPK balanceados
- Sementes de pastagens mais resistentes
- Corretivos de solo
Segundo Dantas, o uso combinado dessas ferramentas permite ampliar a reserva de forragem e reduzir custos.
“Com planejamento e tecnologia, o produtor atravessa a seca com mais segurança e produtividade”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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