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Manejo nos primeiros dias garante bezerros mais saudáveis e produtividade no rebanho
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Primeiras horas de vida são decisivas para o desempenho do bezerro
As primeiras horas de vida de um bezerro são cruciais para definir seu futuro produtivo. É nesse curto intervalo que o manejo adequado pode determinar se o animal terá um desenvolvimento saudável ou enfrentará maior risco de doenças e baixo desempenho ao longo da vida.
Colostro: a única fonte de imunidade passiva
Diferente de outras espécies, os bovinos não transferem anticorpos pela placenta. Por isso, o fornecimento de colostro — rico em imunoglobulinas, especialmente IgG (90%) — é essencial para garantir a imunidade passiva do recém-nascido. As imunoglobulinas IgA e IgM também estão presentes e atuam na proteção da mucosa intestinal, prevenindo infecções nos primeiros dias.
O ideal é que a administração do colostro ocorra nas duas primeiras horas após o nascimento, sendo o limite de seis horas, quando o intestino ainda é altamente eficiente na absorção dos anticorpos.
Congelamento de colostro: praticidade e preservação da qualidade
Em propriedades com alta frequência de partos, o congelamento do colostro é uma alternativa prática e eficaz. Sacolas de alumínio são recomendadas por sua resistência, higiene e facilidade de manuseio. Elas possibilitam um descongelamento rápido e uniforme, mantendo as propriedades imunológicas do colostro e facilitando a rastreabilidade, com identificação do animal doador e data de coleta.
Aleitamento eficiente depende de utensílios adequados
Após a colostragem, o aleitamento contínuo deve ser realizado com equipamentos que garantam segurança e estimulem o desenvolvimento dos bezerros. Baldes com válvulas de sucção, por exemplo, favorecem a musculatura oral e estimulam o reflexo natural da mamada, melhorando a digestão e reduzindo riscos como aspiração e diarreias.
Higienização rigorosa evita diarreias neonatais
A má higienização de baldes e mamadeiras é uma das principais causas de diarreias em bezerros. Agentes como E. coli, Salmonella e Clostridium perfringens se proliferam facilmente em utensílios mal lavados, provocando quadros graves. Por isso, a limpeza correta dos materiais deve ser uma prioridade no manejo diário.
Ambiente limpo e monitoramento contínuo são fundamentais
O local onde os bezerros são mantidos deve ser seco, limpo e livre de correntes de ar. A cura adequada do umbigo com iodo, o acompanhamento das fezes e do ganho de peso são medidas simples que fazem grande diferença.
A partir do sétimo dia de vida, recomenda-se a introdução de concentrado inicial e água limpa, favorecendo o desenvolvimento do rúmen e preparando o bezerro para as próximas fases da vida.
Reflexos do bom manejo vão além da fase de cria
Bezerros bem cuidados nos primeiros dias tendem a apresentar maior ganho de peso, mais resistência a doenças e melhor desempenho produtivo ao longo da vida. O investimento em ferramentas simples, como sacolas de alumínio para colostro e utensílios adequados para aleitamento, gera retorno garantido.
O cuidado inicial é um investimento no futuro do rebanho
Cada detalhe no manejo neonatal — desde o fornecimento do colostro até a limpeza dos utensílios — impacta diretamente na saúde e produtividade do animal. Como reforça Giana Hirose:
“Na lida do campo, cada bezerro bem cuidado hoje é um animal produtivo amanhã. O que parece detalhe nos primeiros dias, como um colostro bem fornecido, um balde limpo ou uma mamadeira com bico adequado que simula a teta da vaca, faz toda a diferença no futuro do rebanho. Quem planta manejo, colhe resultado.”
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do suíno vivo segue pressionado pela oferta elevada e preocupa produtores
O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com preços estáveis a mais baixos tanto para o animal vivo quanto para os principais cortes comercializados no atacado. O cenário continua desafiador para os produtores, que enfrentam margens cada vez mais apertadas diante da combinação entre oferta elevada e demanda ainda insuficiente para sustentar uma recuperação consistente das cotações.
Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o setor segue pressionado pelo excedente de oferta disponível no mercado interno e pelo comportamento cauteloso da indústria frigorífica, que mantém postura conservadora nas compras.
De acordo com o analista Allan Maia, a comercialização permanece lenta, refletindo diretamente na formação dos preços do suíno vivo. Os frigoríficos acompanham o desempenho da carne suína no atacado, que continua apresentando pouca movimentação e sem sinais concretos de valorização no curto prazo.
Expectativa de melhora no consumo nas próximas semanas
Apesar das dificuldades atuais, agentes do mercado mantêm perspectivas mais favoráveis para o consumo nas próximas semanas. Entre os fatores que podem estimular a demanda estão a entrada de salários na economia, a maior competitividade da carne suína frente à carne bovina, as temperaturas mais amenas registradas em diversas regiões do país e a aproximação da Copa do Mundo.
A carne suína tem ganhado espaço nas escolhas dos consumidores devido à diferença de preços em relação à proteína bovina, o que pode contribuir para um aumento das vendas no varejo e no atacado.
Ainda assim, a preocupação entre os suinocultores permanece elevada. O enfraquecimento das cotações tem impactado diretamente a rentabilidade da atividade, aumentando a pressão sobre os custos de produção e reduzindo as margens do setor.
Média nacional do suíno vivo recua
Levantamento realizado pela Safras & Mercado aponta que a média nacional do quilo do suíno vivo caiu de R$ 5,38 para R$ 5,36 ao longo da semana.
No mercado atacadista, a média dos cortes de carcaça permaneceu em R$ 8,83 por quilo, enquanto o pernil registrou preço médio de R$ 11,40 por quilo.
Entre os principais estados produtores, as cotações apresentaram comportamento predominantemente estável, com algumas quedas pontuais.
Cotações regionais do suíno vivo
- São Paulo: arroba recuou de R$ 102,00 para R$ 101,00;
- Rio Grande do Sul: integração estável em R$ 5,70/kg; mercado independente caiu de R$ 5,20 para R$ 5,10/kg;
- Santa Catarina: integração mantida em R$ 5,70/kg; mercado independente passou de R$ 5,05 para R$ 5,00/kg;
- Paraná: estabilidade em R$ 5,00/kg no mercado livre e R$ 5,75/kg na integração;
- Mato Grosso do Sul: queda de R$ 5,15 para R$ 5,10/kg em Campo Grande; integração mantida em R$ 5,65/kg;
- Goiás: recuo de R$ 5,35 para R$ 5,25/kg;
- Minas Gerais: estabilidade em R$ 5,60/kg no interior e R$ 5,80/kg no mercado independente;
- Mato Grosso: estabilidade em R$ 5,50/kg em Rondonópolis e R$ 5,70/kg na integração.
Exportações de carne suína mantêm crescimento em volume
Apesar da desaceleração observada em maio na comparação com meses anteriores, as exportações brasileiras de carne suína continuam apresentando resultados positivos.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que os embarques de carne suína in natura geraram receita de US$ 278,27 milhões durante os 20 dias úteis de maio. A média diária foi de US$ 13,91 milhões.
O volume exportado alcançou 111,16 mil toneladas no período, com média diária de 5,56 mil toneladas. Já o preço médio da carne embarcada ficou em US$ 2.503,30 por tonelada.
Na comparação com maio de 2025, houve:
- Crescimento de 1,4% na receita média diária;
- Aumento de 4,9% no volume médio diário exportado;
- Redução de 3,3% no preço médio por tonelada.
Mercado segue atento ao equilíbrio entre oferta e demanda
O desempenho das exportações continua sendo um importante fator de sustentação para a suinocultura brasileira. No entanto, especialistas avaliam que uma recuperação mais consistente dos preços dependerá principalmente de um melhor equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico.
Enquanto isso, produtores acompanham com atenção o comportamento do consumo interno e a evolução dos embarques internacionais, na expectativa de que esses fatores contribuam para reduzir a pressão sobre as cotações do suíno vivo nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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