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Mapa identifica venda ilegal de mudas pela internet em São Paulo
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Operação do Mapa flagra comércio irregular online
Uma operação conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em São Paulo revelou a venda irregular de mudas em plataformas digitais. Diversos comerciantes estavam oferecendo produtos pela internet sem possuir o registro obrigatório para comercialização.
A investigação, que se estendeu por mais de um ano, buscou definir um procedimento adequado para lidar com a atuação de plataformas que não vendem diretamente, mas facilitam o acesso de consumidores a vendedores independentes. O processo enfrentou entraves devido à demora das empresas em fornecer informações, em razão das regras de proteção de dados.
Empresas atuavam sem registro obrigatório no Renasem
Segundo o Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Vegetal em São Paulo (Sisv-SP), três equipes de fiscais identificaram empresas que comercializavam mudas sem o Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem), exigido por lei. As fiscalizações ocorreram nos municípios de Herculândia, Limeira e São Paulo.
O Renasem é o registro que autoriza produtores e comerciantes a atuar legalmente com sementes e mudas no Brasil, garantindo qualidade, rastreabilidade e segurança fitossanitária.
Venda para uso doméstico tem regras específicas
O Mapa ressalta que, em alguns casos, o registro pode ser dispensado — como para comerciantes que vendem mudas exclusivamente para uso doméstico. No entanto, essa condição precisa estar especificada nas notas fiscais de compra e venda.
Nos casos fiscalizados, muitas empresas não seguiram essas regras, sendo enquadradas na norma geral que exige o registro no Renasem.
“Percebemos que muitos vendedores não verificavam se seus fornecedores estavam devidamente registrados e não apresentavam a documentação mínima exigida”, afirmou um dos responsáveis pela operação. Essa documentação inclui o termo de conformidade e a nota fiscal detalhando os produtos vendidos, informações essenciais para garantir transparência ao consumidor.
Nove pontos de venda fiscalizados
Ao todo, nove pontos de venda virtual foram inspecionados — oito presencialmente. Um deles apresentou regularidade antes mesmo da visita dos fiscais, e outro conseguiu comprovar atuação legal. As infrações encontradas variaram entre leves e graves.
Riscos à agricultura brasileira
A comercialização de sementes e mudas sem registro no Renasem representa um sério risco à agropecuária nacional. Produtos irregulares podem disseminar pragas e doenças, comprometendo lavouras e a segurança do setor produtivo.
Com os registros legais, o Mapa mantém controle sobre a origem, produção e distribuição dos materiais vegetais, garantindo a segurança da cadeia agrícola.
Próximos passos do processo
As empresas autuadas terão prazo para apresentar defesa administrativa. Após essa fase, os casos serão encaminhados para julgamento em instância superior do Mapa.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare
Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.
O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.
A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.
A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.
Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.
A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.
Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.
Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.
Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.
Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.
O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.
Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.
Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.
Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.
Fonte: Pensar Agro
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