AGRONEGÓCIO
Mato Grosso encerra 2025 com 31,6 milhões de bovinos e mantém liderança nacional, aponta Indea
AGRONEGÓCIO
Mato Grosso fechou o ano de 2025 com 31,6 milhões de cabeças de gado, distribuídas em 106 mil propriedades rurais, segundo dados da campanha de atualização do rebanho realizada pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea). As informações foram coletadas entre novembro e o início de dezembro e consolidam o estado como o líder nacional na pecuária bovina, superando com folga o Pará, que aparece em segundo lugar com 25,5 milhões de animais.
Cáceres, Vila Bela e Juara lideram em número de bovinos
Os municípios de Cáceres, Vila Bela da Santíssima Trindade e Juara concentram o maior número de bovinos do estado, somando juntos mais de 3,3 milhões de cabeças. Logo atrás aparecem Colniza, Juína, Alta Floresta, Pontes e Lacerda, Nova Bandeirantes, Porto Esperidião e Aripuanã, reforçando a predominância da pecuária em diversas regiões mato-grossenses.
Leve redução no rebanho é atribuída ao aumento nos abates
Em comparação com a primeira etapa da campanha, realizada em maio de 2025 — quando o estado contabilizava 32,1 milhões de cabeças —, houve redução de cerca de 500 mil animais.
Segundo João Marcelo Brandini Néspoli, coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea, essa queda está relacionada principalmente ao aumento do número de abates, com destaque para o crescimento do abate de fêmeas.
Campanha garante segurança sanitária e competitividade
O Indea realiza a campanha de atualização do rebanho duas vezes por ano, em maio e novembro. A ação substituiu a antiga campanha de vacinação contra a febre aftosa e tem papel fundamental na manutenção da certificação sanitária do rebanho mato-grossense.
Essas informações orientam o planejamento das políticas de defesa sanitária animal, assegurando que o estado continue competitivo nos mercados nacionais e internacionais de carne bovina.
Suinocultura cresce em Mato Grosso com 1,4 milhão de animais
Além do gado, a atualização do Indea mostrou que o estado conta com 1,4 milhão de suínos em criações tecnificadas, distribuídos em 101 estabelecimentos rurais localizados em 22 municípios.
Os principais polos da suinocultura mato-grossense são Tapurah, Nova Mutum, Vera, Sorriso e Lucas do Rio Verde, que concentram o maior número de criações comerciais.
Avicultura soma mais de 37 milhões de aves no estado
Na avicultura comercial, Mato Grosso atingiu a marca de 37,1 milhões de aves em 2025. A maior parte das criações é voltada para produção de ovos e frango de corte, com destaque menor para a criação de codornas, que totalizam 334 mil aves.
Essas atividades estão presentes em 342 propriedades rurais espalhadas por 61 municípios, sendo Nova Mutum, Primavera do Leste, Campo Verde, Sorriso e Lucas do Rio Verde os principais centros produtores.
Acesso aos dados completos
Os resultados detalhados da campanha estadual de atualização do rebanho podem ser consultados no site oficial do Indea Mato Grosso.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações brasileiras para a China avançam 9,5% em maio e reforçam liderança do país como principal parceiro comercial
A China consolidou sua posição como principal destino das exportações brasileiras em maio de 2026, ampliando sua relevância para a balança comercial do país. Os embarques para o mercado chinês cresceram 9,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto as vendas para Argentina e Estados Unidos registraram retração.
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e mostram mudanças importantes no fluxo comercial brasileiro com seus principais parceiros internacionais.
China impulsiona superávit e amplia corrente de comércio
As exportações brasileiras para a China somaram US$ 10,50 bilhões em maio, crescimento de 9,5% em relação ao mesmo mês de 2025.
As importações de produtos chineses também avançaram, registrando alta de 24,2% e alcançando US$ 6,80 bilhões.
Com isso, o Brasil encerrou o mês com superávit comercial de US$ 3,70 bilhões na relação bilateral. A corrente de comércio entre os dois países atingiu US$ 17,30 bilhões, avanço de 14,8% na comparação anual.
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, os números reforçam a força do mercado chinês para o comércio exterior brasileiro:
- Exportações: US$ 46,26 bilhões (+21,8%)
- Importações: US$ 30,76 bilhões (+4,1%)
- Superávit comercial: US$ 15,50 bilhões
- Corrente de comércio: US$ 77,02 bilhões (+14,1%)
O desempenho confirma a importância da China para setores estratégicos do agronegócio brasileiro, especialmente soja, carnes, celulose, minério de ferro e outros produtos de base exportadora.
Exportações para a Argentina recuam mais de 20% em maio
A Argentina apresentou o movimento oposto e registrou forte retração nas compras de produtos brasileiros.
As exportações para o país vizinho totalizaram US$ 1,33 bilhão em maio, queda de 21,7% na comparação anual. Já as importações brasileiras provenientes da Argentina cresceram 2,8%, somando US$ 1,19 bilhão.
O saldo comercial permaneceu positivo para o Brasil em US$ 130 milhões.
A corrente de comércio entre os dois países alcançou US$ 2,52 bilhões, representando retração de 11,8%.
No acumulado de janeiro a maio de 2026:
- Exportações brasileiras: US$ 6,03 bilhões (-19,6%)
- Importações: US$ 5,12 bilhões (+0,9%)
- Superávit comercial: US$ 910 milhões
- Corrente de comércio: US$ 11,14 bilhões (-11,3%)
A desaceleração da economia argentina continua impactando o desempenho das exportações brasileiras, especialmente nos setores industrial e automotivo.
Comércio com os Estados Unidos segue em queda
Os Estados Unidos também registraram redução nas operações comerciais com o Brasil durante maio.
As exportações brasileiras para o mercado norte-americano somaram US$ 3,09 bilhões, queda de 14% em relação ao mesmo mês de 2025.
As importações recuaram 11%, totalizando US$ 3,21 bilhões.
O resultado foi um déficit comercial de US$ 120 milhões para o Brasil, enquanto a corrente de comércio ficou em US$ 6,30 bilhões, retração de 12,5%.
Entre janeiro e maio de 2026, o desempenho acumulado aponta:
- Exportações: US$ 14,01 bilhões (-16%)
- Importações: US$ 15,48 bilhões (-12,6%)
- Déficit comercial: US$ 1,47 bilhão
- Corrente de comércio: US$ 29,49 bilhões (-14,3%)
Os números refletem um ambiente de menor dinamismo nas trocas comerciais entre as duas maiores economias do continente.
União Europeia amplia compras de produtos brasileiros
A União Europeia apresentou desempenho positivo e manteve trajetória de crescimento nas relações comerciais com o Brasil.
Em maio, as exportações brasileiras para o bloco europeu atingiram US$ 4,91 bilhões, avanço de 8,8% na comparação anual.
As importações provenientes da Europa recuaram 6,9%, totalizando US$ 4,01 bilhões.
O resultado gerou superávit de US$ 900 milhões para o Brasil, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 8,92 bilhões, crescimento de 1,2%.
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano:
- Exportações: US$ 21,81 bilhões (+6,7%)
- Importações: US$ 19,55 bilhões (-3,4%)
- Superávit comercial: US$ 2,26 bilhões
- Corrente de comércio: US$ 41,37 bilhões (+1,7%)
Agronegócio segue como motor das exportações brasileiras
O desempenho da balança comercial brasileira em 2026 evidencia a crescente dependência dos mercados asiáticos, especialmente da China, para a sustentação das exportações nacionais.
Ao mesmo tempo, os resultados mostram um cenário mais desafiador nas relações comerciais com Argentina e Estados Unidos, enquanto a União Europeia mantém trajetória de crescimento gradual.
Para o agronegócio, que responde por parcela significativa das exportações brasileiras, o fortalecimento da demanda chinesa continua sendo um dos principais fatores de sustentação da geração de divisas e do saldo positivo da balança comercial do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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