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MBRF garante o “maior Natal do mundo” com operação que abastece 98% das cidades brasileiras

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Planejamento logístico começa no início do ano

Para a MBRF, o Natal é sinônimo de planejamento que atravessa todos os meses do calendário. A operação responsável por levar produtos tradicionais das ceias, como Chester Perdigão e Peru Sadia, começa a ser estruturada no primeiro dia do ano e envolve um trabalho contínuo de planejamento, produção e distribuição.

Presente em oito de cada dez lares brasileiros, a companhia adota uma estratégia que mobiliza equipes técnicas, frota ampliada e múltiplos modais logísticos, garantindo que os produtos de fim de ano cheguem a 98% das cidades do Brasil.

De acordo com Loriano Rigo, diretor de Logística da MBRF, o processo de preparação começa já no primeiro trimestre.

“O planejamento é baseado em metas comerciais e na demanda prevista para os kits e proteínas comemorativas. Reforçamos nossa estrutura com 50% a mais de veículos, ampliamos em 20% a capacidade de armazenagem e contratamos mão de obra especializada”, explica.

Inteligência de dados otimiza o abastecimento

A partir de abril, o setor de planejamento de distribuição passa a utilizar sistemas internos que analisam as necessidades de abastecimento e definem o ritmo das entregas entre fábricas e centros de distribuição. Essa etapa é decisiva para prever picos de demanda e evitar gargalos logísticos.

Segundo Rigo, o Distribution Resourcing Planning (DRP) coordena o abastecimento nacional com base em dados projetados para cada região.

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“Essa metodologia nos permite planejar os fluxos de transporte e atender o país inteiro com eficiência”, destaca o executivo.

Soluções logísticas personalizadas por região

Com dimensões continentais, o Brasil exige estratégias logísticas adaptadas às particularidades de cada localidade. A MBRF desenvolve operações específicas tanto para grandes centros urbanos quanto para áreas remotas.

“Nas comunidades ribeirinhas da Amazônia, utilizamos barcos para realizar as entregas, enquanto nos grandes centros operamos no formato porta a porta, especialmente para os kits natalinos distribuídos por empresas aos seus colaboradores”, explica Rigo.

Frota refrigerada e monitoramento inteligente garantem qualidade

A integridade dos produtos perecíveis é assegurada por uma frota refrigerada equipada com sensores de temperatura e sistemas de monitoramento em tempo real. Uma torre de controle com inteligência artificial rastreia as rotas e antecipa qualquer variação no trajeto.

“A tecnologia de roteirização e o uso de IA fortalecem nossa capacidade de resposta e asseguram a qualidade das entregas”, afirma o diretor.

Produção começa ainda no ano anterior

O trabalho logístico é apenas uma parte da operação. No campo, o alojamento dos animais destinados às linhas de produtos sazonais é iniciado em dezembro do ano anterior, e a produção específica tem início em março.

Já entre novembro e dezembro, o relacionamento com o varejo se intensifica, com atendimento 24 horas por dia e sete dias por semana, inclusive em finais de semana e feriados, para garantir o cumprimento dos prazos de entrega.

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Indicadores e tecnologia mantêm eficiência operacional

A MBRF utiliza ferramentas que antecipam flutuações de oferta e demanda, levando em conta restrições de produção, validade dos produtos e estoques de segurança. Entre os principais indicadores estão o OTIF (On-Time In-Full), que mede a entrega no prazo e volume corretos, e o NPS (Net Promoter Score), que avalia a satisfação e fidelidade dos clientes.

“Essas métricas ajudam a garantir consistência e permitem ajustes rápidos diante de qualquer desvio operacional”, reforça Rigo.

O “maior Natal do mundo”

Com toda essa estrutura, o resultado aparece de forma expressiva nas festas de fim de ano.

“A MBRF faz o maior Natal do mundo. Chester Perdigão e Peru Sadia chegam a quase 20 milhões de consumidores, além de abastecer mais de 300 mil clientes em todo o Brasil”, comemora o executivo.

Para Rigo, a integração entre todos os elos da cadeia produtiva é o que sustenta a excelência da operação.

“Estar conectado desde o início da cadeia até a entrega final é o que garante a qualidade e a experiência que o consumidor espera neste período tão especial.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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