RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Mercado de arroz enfrenta excesso de oferta, baixa liquidez e pressão nos preços após colheita no RS

Publicados

AGRONEGÓCIO

O mercado brasileiro de arroz segue pressionado neste pós-colheita, em um cenário marcado por excesso de oferta, liquidez reduzida e forte cautela por parte da indústria e dos compradores. Com a colheita praticamente encerrada no Rio Grande do Sul — principal estado produtor do país —, o setor convive agora com ampla disponibilidade física e ritmo lento de consumo interno, fator que mantém as cotações fragilizadas em diversas regiões produtoras.

De acordo com análise da consultoria Safras & Mercado, o ambiente atual é considerado um dos mais delicados dos últimos meses para a cadeia orizícola. A combinação entre demanda retraída, margens industriais apertadas e dificuldade de escoamento tem limitado significativamente os negócios no mercado físico.

Segundo o analista Evandro Oliveira, a liquidez permanece em níveis mínimos, refletindo a postura defensiva dos agentes compradores diante da elevada oferta disponível. Apesar disso, produtores mais capitalizados seguem segurando parte dos volumes armazenados, evitando uma pressão ainda mais intensa sobre os preços, especialmente nos lotes de melhor qualidade industrial.

Safra gaúcha teve alta produtividade e boa qualidade industrial

No campo, a safra gaúcha apresentou desempenho considerado positivo em produtividade e qualidade. As condições climáticas favoráveis, principalmente a boa disponibilidade hídrica durante o desenvolvimento das lavouras, contribuíram para elevados rendimentos em grande parte das áreas produtoras.

Leia Também:  Getap bate recorde com mais de 900 inscrições e reforça cenário positivo para o milho no Brasil

Além disso, a baixa incidência de defeitos industriais favoreceu o rendimento de engenho, ampliando a oferta de arroz com padrão de qualidade valorizado pelo setor beneficiador.

Mesmo com os desafios financeiros enfrentados pelos produtores ao longo do ciclo, o resultado produtivo consolidou um cenário de forte disponibilidade interna, fator que hoje pesa diretamente sobre os preços.

Dólar próximo de R$ 5 reduz competitividade das exportações

Outro ponto que segue no radar do mercado é o comportamento do câmbio. O dólar oscilando ao redor de R$ 5,00 permanece como variável central para a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional.

Nos momentos de valorização do real, o produto nacional perde competitividade frente a outros exportadores globais, reduzindo o ritmo das vendas externas justamente em um período em que o setor depende das exportações para aliviar o excedente doméstico.

A desaceleração da demanda internacional acaba ampliando a pressão interna, reforçando o ambiente defensivo observado atualmente entre produtores, indústrias e tradings.

Mercado começa a enxergar fundamentos mais positivos no médio prazo

Apesar do cenário ainda negativo no curto prazo, parte dos agentes do mercado começa a observar fundamentos internacionais considerados mais construtivos para os próximos meses.

Leia Também:  UPL lança Fastmite 600 WG e amplia soluções para manejo de ácaros em diversas culturas

Entre os fatores monitorados estão:

  • redução de área plantada nos Estados Unidos;
  • estoques globais ligeiramente menores;
  • riscos climáticos em importantes regiões produtoras da Ásia;
  • possíveis mudanças na competitividade internacional.

Esses elementos podem contribuir para uma recuperação gradual do mercado no médio prazo, especialmente caso o fluxo exportador volte a ganhar força.

Preço do arroz acumula forte desvalorização em 2025

No Rio Grande do Sul, referência nacional para o mercado orizícola, a saca de arroz de 50 quilos (58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,57.

O valor representa:

  • queda de 1,12% na comparação semanal;
  • recuo de 7,30% frente ao mesmo período do mês anterior;
  • desvalorização acumulada de 21,64% em relação aos preços registrados no início de 2025.

O cenário reforça a dificuldade enfrentada pelo setor neste momento de ampla oferta e baixa capacidade de absorção da produção pelo mercado doméstico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

Publicados

em

Por

O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

Leia Também:  Açúcar avança nas bolsas internacionais e consolida recuperação; mercado interno segue pressionado no Brasil

As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

Leia Também:  Getap bate recorde com mais de 900 inscrições e reforça cenário positivo para o milho no Brasil

Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA