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Mercado de arroz reage após quedas e enfrenta desafios na competitividade, aponta relatório do Itaú BBA

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Segundo o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, o mercado de arroz no Rio Grande do Sul registrou alta de 2% em julho, interrompendo uma sequência de quedas iniciada em fevereiro. O preço médio do saco de 50 kg chegou a R$ 68,11, seguido de nova valorização nos primeiros dias de agosto, quando a média alcançou R$ 69,42. Apesar da recuperação pontual, a queda acumulada no ano já supera 30%.

A valorização foi impulsionada por uma demanda mais firme, sobretudo devido à reposição de estoques pelas indústrias e ao avanço das exportações. Ainda assim, a comercialização continua lenta, com certa resistência dos vendedores no mercado.

Exportações de arroz crescem, mas importações também aumentam e preocupam o setor

As exportações brasileiras de arroz totalizaram 151 mil toneladas em julho, alta de 19% em relação a junho, com a Venezuela representando 38% do volume de arroz em casca embarcado. Houve apreensão quanto a uma possível taxação venezuelana, que acabou não se concretizando, mas segue como ponto de atenção.

Por outro lado, as importações subiram 36% no mês, o que gera preocupação para o setor, já que o produto estrangeiro pode ganhar espaço no mercado interno, ameaçando a competitividade nacional.

Incentivo fiscal para o arroz gaúcho busca fortalecer a competitividade

Em 28 de julho, foi publicado o Decreto 58.296/2025, que concede crédito presumido de ICMS para operações com arroz polido a partir de 1º de agosto. A medida reduz a carga tributária sobre o arroz produzido no Rio Grande do Sul e deve estimular a competitividade e o escoamento para o mercado nacional.

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O benefício é válido para saídas interestaduais de arroz beneficiado em embalagens de até 5 kg e é proporcional à aquisição de arroz em casca produzido no estado nos últimos 12 meses.

USDA revisa produção global de arroz para baixo, mas oferta e demanda permanecem equilibradas

O relatório aponta que o USDA revisou para baixo a projeção da produção mundial de arroz, agora estimada em 541 milhões de toneladas, principalmente devido à redução da safra nos Estados Unidos. Apesar disso, o volume ainda é próximo ao registrado na safra 2024/25, que cresceu 18 milhões de toneladas em relação a 2023/24.

O crescimento do consumo contribui para um balanço confortável entre oferta e demanda, o que tende a manter os preços com tendência de baixa.

Safra dos EUA pode impactar exportações brasileiras e competitividade no mercado internacional

A colheita da safra americana iniciou em agosto, com 6% da área já colhida até o dia 3. Os dados mostram condições favoráveis, com apenas 2% das lavouras em situação ruim. A entrada do arroz dos EUA no mercado pode afetar a competitividade brasileira, especialmente nos países da América Central.

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Para o Brasil, é fundamental manter um ritmo consistente de embarques em agosto, já que a demanda externa pode diminuir nos próximos meses.

Câmbio e consumo interno são fatores decisivos para o mercado brasileiro

O relatório alerta que oscilações cambiais, principalmente a desvalorização do dólar, podem facilitar a entrada de arroz importado no Brasil, reduzindo a competitividade da produção nacional.

No mercado interno, a expectativa é de aumento no consumo em agosto, impulsionado pelo fim do recesso escolar. No entanto, a elevada oferta interna e a pressão do mercado externo ainda dificultam a valorização dos preços, o que prejudica investimentos na próxima safra 2025/26.

Custos elevados pressionam produtores de arroz

Desde março, os custos de insumos importantes para a produção, como MAP, cloreto de potássio (KCl) e ureia, têm subido, ficando próximos dos níveis de 2022. Essa alta nos custos, combinada com um cenário de preços pressionados, torna desfavorável a relação de troca para os produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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