RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Mercado de arroz segue pressionado por excesso de oferta e exportações insuficientes em junho

Publicados

AGRONEGÓCIO

O mercado brasileiro de arroz iniciou junho ainda enfrentando os mesmos desafios que marcaram o encerramento de maio. A combinação de ampla oferta física, baixo volume de negócios e exportações incapazes de absorver os excedentes continua limitando a recuperação dos preços e mantendo o setor em alerta.

De acordo com análise de Safras & Mercado, o cenário permanece desfavorável para os produtores, mesmo após a conclusão da colheita e a confirmação de elevados índices de produtividade na safra. A abundância de produto disponível no mercado segue pressionando as cotações em praticamente todas as regiões produtoras do país.

Indústria registra um dos meses mais fracos dos últimos anos

Um dos principais fatores que contribuem para a fragilidade do mercado é o desempenho abaixo do esperado da indústria beneficiadora. Segundo informações do setor, maio foi marcado por uma forte desaceleração na demanda, consolidando-se como um dos períodos mais fracos dos últimos anos para o segmento.

Em diversos casos, os volumes efetivamente comercializados ficaram abaixo de 70% das projeções iniciais, refletindo a cautela dos compradores e a menor movimentação ao longo da cadeia produtiva.

Leia Também:  Produção de grãos do Paraná cresce e deve atingir 22,3 milhões de toneladas em 2026, aponta IBGE

A retração das compras por parte do varejo e dos distribuidores reduziu significativamente o ritmo de reposição dos estoques, comprometendo a fluidez dos negócios e limitando novas negociações entre produtores, indústrias e atacadistas.

Estoques do varejo podem estimular retomada das compras

Parte dos agentes de mercado atribui o enfraquecimento da demanda ao volume expressivo de compras realizado em abril, quando muitos varejistas reforçaram seus estoques diante das perspectivas de mercado.

Entretanto, cresce a percepção de que alguns canais de distribuição já operam atualmente com níveis mais ajustados de abastecimento. Caso essa avaliação se confirme, o mercado poderá registrar uma retomada gradual das compras nas próximas semanas, favorecendo uma melhora na liquidez.

Enquanto isso, produtores e indústrias permanecem atentos à formação de um possível piso para os preços, em meio à dificuldade de absorção da oferta disponível.

Exportações ainda não aliviam excedente interno

No cenário externo, as exportações seguem sendo o principal foco de atenção do setor. Os line-ups de embarque apontaram volume próximo de 137,5 mil toneladas em equivalente casca durante o mês de maio.

Leia Também:  ABCCC amplia presença do Cavalo Crioulo no Norte do Brasil

Apesar de representar um fluxo relevante para o mercado brasileiro, esse volume ainda é considerado insuficiente para promover uma redução significativa dos estoques e aliviar a pressão provocada pela ampla disponibilidade de arroz no mercado interno.

Dessa forma, o comportamento das exportações nas próximas semanas será decisivo para definir o ritmo de escoamento da safra e a trajetória dos preços ao longo do segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Publicados

em

Por

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  StoneX eleva projeção e estima produção de 3,73 milhões de toneladas de algodão na safra 2025/26

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Índia estende isenção de tarifa de importação de algodão até dezembro para aliviar setor têxtil

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA