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Mercado de Fertilizantes: Preços Recuam, Mas Permanecem em Patamares Elevados
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O mercado de fertilizantes terminou agosto com movimentos de correção de preços, mas ainda em níveis historicamente elevados. No segmento de nitrogenados, a ureia nos portos brasileiros foi cotada a USD 455 por tonelada, apresentando queda de 7,1% em relação ao pico do mês.
Os fertilizantes fosfatados também registraram retração: o MAP (fosfato monoamônico) caiu 5,2% em agosto, sendo cotado a USD 725/t. Já os potássicos, representados pelo KCl, recuaram 3,4% e fecharam o mês a USD 350/t.
Segundo especialistas, o mercado pode seguir uma tendência de correção após a forte valorização observada ao longo do ano.
Oferta de nitrogenados ainda impactada por conflitos internacionais
A produção de nitrogenados enfrenta interrupções desde o ano passado, especialmente na ureia, devido a conflitos internacionais. Essa situação gerou atrasos nas compras globais, incluindo Brasil e Índia.
No último mês, o governo indiano realizou o maior leilão de importação de fertilizantes de sua história, adquirindo 5,6 milhões de toneladas de ureia. Além do volume recorde, os preços negociados caíram em relação ao leilão anterior, indicando possível alívio na oferta do produto.
Demanda brasileira migra para fontes alternativas de nitrogênio
No Brasil, a demanda por nitrogenados está se deslocando para fontes alternativas, como o sulfato de amônio (SAM). Em 2025, as importações de SAM já superam as de ureia, impulsionadas pelo preço mais competitivo: o SAM (19% N) é cotado a USD 170/t, enquanto a ureia (46% N) está a USD 455/t.
Ao analisar o custo por 1% de nitrogênio, o SAM sai a USD 8,59, enquanto a ureia chega a USD 9,78 — um descolamento incomum, já que esses valores geralmente são próximos.
Mudança de padrão também atinge fertilizantes fosfatados
O consumo de fosfatados no Brasil também passa por mudanças. O MAP, com maior concentração de fósforo, tem cedido espaço ao Superfosfato Simples (SSP), produto de menor concentração de K.
Apesar da recente queda de preços do MAP, a demanda não apresentou reação significativa, o que indica espaço para novas quedas no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.
Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.
“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.
Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.
As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.
Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.
As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.
Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.
A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.
No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.
A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.
Fonte: Pensar Agro
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