AGRONEGÓCIO
Mercado de milho no Brasil mostra recuperação lenta com preços futuros em queda
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O mercado de milho no Brasil apresenta sinais de recuperação gradual neste segundo semestre, apesar da valorização lenta e da pressão de fatores internacionais sobre os preços. Produtores e investidores acompanham atentamente a evolução das cotações domésticas e futuras, que refletem tanto oportunidades de exportação quanto desafios de competitividade.
Preços domésticos começam a subir, mas cautela ainda é necessária
Segundo a TF Agroeconômica, o Brasil vem registrando aumento gradual nos preços internos do milho, beneficiando-se parcialmente de restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos a outros países durante a administração Trump. O país consegue exportar principalmente para mercados que enfrentam barreiras comerciais com os americanos.
O volume robusto de exportações também sustenta a cotação. Nos EUA, o USDA reportou embarques semanais de 1,92 milhão de toneladas, acima da média necessária para alcançar as metas da safra. No Brasil, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) elevou a projeção de vendas externas para setembro, de 7,12 milhões para 7,61 milhões de toneladas, superando os números de agosto e do mesmo período de 2024.
Por outro lado, fatores de baixa ainda limitam a valorização. A Ucrânia mantém exportações reduzidas, enquanto a Argentina se aproveita da isenção temporária de tarifas e vendeu mais de 2 milhões de toneladas em apenas uma semana, pressionando os preços internacionais. Além disso, o ritmo acelerado da colheita nos EUA, impulsionado por clima seco, e a perda de competitividade brasileira em licitações recentes, como na Coreia do Sul, também impactam o mercado.
Diante desse cenário, a TF Agroeconômica recomenda cautela aos produtores: os preços devem continuar subindo lentamente, mas custos pós-colheita podem reduzir a lucratividade. Vendas abaixo dos valores de setembro e outubro deveriam ter sido realizadas anteriormente, evitando perdas.
Preços futuros do milho operam em queda na B3 e na CBOT
Na manhã desta segunda-feira (29), os contratos futuros de milho abriram em baixa na Bolsa Brasileira (B3). Por volta das 09h56, as principais cotações estavam entre R$ 66,11 e R$ 71,72. O vencimento novembro/25 valia R$ 66,11 (-0,14%), janeiro/26 estava a R$ 68,98 (-0,17%), março/26 a R$ 71,72 (-0,18%) e maio/26 a R$ 70,49 (-0,07%).
No mercado internacional, a Bolsa de Chicago (CBOT) também registrou queda nas cotações futuras. Às 09h44 (horário de Brasília), o milho dezembro/25 era cotado a US$ 4,19 (-2,25 pontos), março/25 a US$ 4,36 (-2,25 pontos), maio/26 a US$ 4,46 (-2 pontos) e julho/26 a US$ 4,52 (-2 pontos).
Segundo a Farm Futures, a pressão sobre os contratos futuros decorre da expectativa de condições quentes e secas no Centro-Oeste dos EUA até o início de outubro, acelerando a colheita que pode resultar em safra recorde. Por outro lado, relatos de resultados decepcionantes de colheitas antecipadas e possíveis revisões para baixo na produtividade média do milho nos EUA — atualmente estimada em 186,7 bushels por acre — sustentam parte das cotações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês
As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.
Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.
Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas
O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.
Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.
O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.
Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.
Carnes ampliam participação no mercado internacional
O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.
A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.
A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.
Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.
Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador
Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.
As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.
O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.
No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.
Milho, algodão e suco de laranja registram avanços
Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.
Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.
O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.
O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.
Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio
Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.
No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.
Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.
Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.
As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.
Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026
No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.
Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.
Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.
Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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