AGRONEGÓCIO
Mercado de trigo em 2026 deve ser marcado por transição de fundamentos e forte influência do clima e câmbio
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O mercado brasileiro de trigo deve atravessar 2026 em um cenário de transição gradual dos fundamentos, segundo o consultor e analista da Safras & Mercado, Elcio Bento. Ele explica que o primeiro semestre continuará sendo influenciado pelos fatores da safra 2025/26, enquanto o segundo semestre passará a refletir as expectativas e riscos da safra 2026/27, tanto no Brasil quanto no exterior.
Primeiros meses terão oferta confortável e menor urgência de compra
De acordo com Bento, a formação dos preços internos no início do ano será influenciada por um quadro de abastecimento confortável, sustentado pelos estoques industriais elevados, pelas importações da Argentina e pela menor necessidade de compra dos moinhos.
A demanda doméstica deve manter uma postura defensiva, com negociações pontuais e alta sensibilidade à paridade de importação. Nesse contexto, o trigo argentino continuará sendo o principal referencial de custo, especialmente enquanto a safra recorde do país vizinho permanecer disponível e competitiva no mercado internacional.
Clima e intenção de plantio começam a ganhar relevância
Ainda no primeiro semestre, o mercado deve passar a acompanhar mais de perto as condições climáticas e o desenvolvimento das lavouras de inverno no Hemisfério Norte, além das intenções de plantio no Brasil.
Segundo Bento, embora os impactos diretos sobre os preços ainda sejam limitados nesse período, eventos climáticos extremos em regiões produtoras importantes podem aumentar a volatilidade nos mercados futuros.
Colheita no Hemisfério Norte define cenário global a partir de junho
Com o início da colheita nos Estados Unidos, Europa e região do Mar Negro, a partir de junho, os fundamentos globais ganham maior peso na formação dos preços. Esses países passam a ditar o ritmo do mercado internacional, influenciando as referências de exportação e os custos de importação para o Brasil.
As oscilações nas bolsas internacionais tendem a impactar com mais rapidez as paridades de importação e exportação no país.
Safra brasileira avança entre julho e outubro
No mercado interno, a colheita do trigo brasileiro ocorre de forma escalonada: começa em Minas Gerais e Goiás em julho, ganha força no Paraná em setembro e avança para o Rio Grande do Sul em outubro.
Esse cronograma reforça o padrão sazonal de queda de preços durante o pico da colheita, principalmente se as condições climáticas forem favoráveis e garantirem alta produtividade. Por outro lado, eventuais adversidades climáticas podem reduzir a oferta e sustentar prêmios regionais, sobretudo para o trigo de melhor qualidade.
Argentina segue como fator determinante no fim do ano
No último bimestre, com o início da colheita argentina, o mercado volta a considerar mais fortemente as expectativas da nova safra do principal fornecedor externo do Brasil.
Dependendo do volume e da qualidade do trigo argentino, o país pode conter altas de preços no Brasil ou, em caso de quebra de safra, impulsionar os valores internos.
Câmbio e cenário político aumentam volatilidade
Além dos fundamentos produtivos, o câmbio será um fator-chave em 2026, especialmente em um ano de eleições presidenciais no Brasil. A volatilidade do real poderá alterar rapidamente o custo de importação do trigo, funcionando ora como suporte, ora como pressão sobre as cotações domésticas, independentemente do movimento dos preços internacionais.
Ano será de mercado mais reativo e menos previsível
Para Elcio Bento, o ano de 2026 será caracterizado por um mercado de trigo menos direcional e mais reativo, no qual os preços responderão a uma combinação de estoques iniciais confortáveis, transição entre safras, riscos climáticos crescentes e forte sensibilidade ao câmbio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026
A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.
O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.
Produção recorde fortalece oferta brasileira
Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.
Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.
Exportações seguem em ritmo acelerado
As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.
A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.
Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.
Mercado internacional influencia preços
Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.
A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.
Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.
A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.
Esmagamento cresce com margens mais atrativas
Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.
Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.
No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.
Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar
Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.
O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.
Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.
Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.
Perspectivas para o produtor
Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.
A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.
No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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