RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Mercado do milho brasileiro segue com baixa liquidez, mas nova safra apresenta bom avanço

Publicados

AGRONEGÓCIO

O mercado de milho no Brasil mantém ritmo lento e baixa liquidez, segundo levantamento da TF Agroeconômica. No Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 59,00 e R$ 72,00 por saca, com a média estadual ligeiramente em alta, de R$ 62,31 para R$ 62,52, refletindo um ajuste de apenas 0,34%. Apesar disso, a demanda segue fraca e o mercado físico continua travado. No porto, o contrato futuro para fevereiro de 2026 se mantém estável em R$ 69,00/saca.

Em Santa Catarina, com o plantio quase concluído, os preços pedidos pelos produtores se mantêm em torno de R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas giram em torno de R$ 70,00/saca, impedindo qualquer aproximação e deixando o mercado spot praticamente estagnado. No Planalto Norte, os negócios são pontuais, entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, sem avanços significativos.

No Paraná, a nova safra apresenta bom avanço e potencial produtivo, mas a diferença entre preços pedidos (R$ 75,00/saca) e ofertas (R$ 70,00 CIF) continua sendo o principal obstáculo para a retomada das negociações no mercado físico.

Leia Também:  Entenda como o glifosato age nas plantas daninhas e por que seu uso requer conhecimento técnico

Em Mato Grosso do Sul, a demanda industrial ajuda a amortecer a pressão de baixa. As referências permanecem estáveis, entre R$ 51,00 e R$ 54,00/saca, com Maracaju mantendo as maiores cotações e Chapadão do Sul registrando altas pontuais durante a semana. A demanda externa ainda é fraca, mantendo o ritmo das negociações moderado.

Mercado futuro acompanha tendência internacional e registra leves recuos

Na B3, os contratos futuros do milho também refletem baixa liquidez e movimentação reduzida. Segundo a TF Agroeconômica, os ajustes diários foram discretos, influenciados pela estabilidade do mercado em Chicago e pelo recuo do dólar.

Os principais vencimentos fecharam da seguinte forma:

  • Janeiro/2026: R$ 71,27, recuo de R$ 0,19 no dia, mas alta acumulada na semana.
  • Março/2026: R$ 72,37, baixa diária de R$ 0,12, com leve alta semanal.
  • Maio/2026: R$ 71,75, praticamente estável no dia e avanço marginal na semana.

O Cepea reforça que a liquidez reduzida no mercado físico, com vendedores afastados e compradores operando em volumes pequenos, limita o avanço das negociações.

Panorama internacional e fatores que influenciam os preços

No exterior, o milho em Chicago apresentou comportamento misto, após ajustes técnicos na sequência de alta do pregão anterior. O contrato de dezembro subiu 0,46%, para 436,75 cents por bushel, enquanto março avançou 0,33%, para 449,50 cents por bushel.

Leia Também:  Ibovespa sobe após dados de emprego dos EUA fortalecerem expectativa de corte de juros pelo Fed

O mercado permanece atento à oferta volumosa da safra recorde nos EUA, equilibrada por uma demanda firme. A venda recente de 70 mil toneladas para a Coreia do Sul e a redução das importações da União Europeia são fatores que podem influenciar o humor das próximas sessões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

Publicados

em

Por

A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

Leia Também:  ITR: atraso na declaração gera multa e juros para produtores rurais

“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

Leia Também:  Produção de cana-de-açúcar em MS cresce e deve superar 52 mil toneladas na safra 2025/26

O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA