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Mercados globais fecham em ritmo misto com atenção em resultados da Nvidia e queda do Ibovespa
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Os principais índices dos EUA encerraram em queda nesta quarta-feira (19). O Dow Jones Industrial Average caiu cerca de 0,84%, para 45.752,26 pontos. O S&P 500 recuou 1,56%, ficando em 6.538,76 pontos. Já o Nasdaq Composite registrou queda de 2,15%, fechando em 22.078,05 pontos.
A movimentação sinaliza cautela dos investidores — embora o mercado estivesse aguardando os resultados da Nvidia Corporation, há preocupação com avaliações elevadas de empresas de tecnologia.
Europa e Ásia: contexto e variações regionais
Na Europa, o ambiente ficou misto. O índice STOXX Europe 600 registrou leve queda de 0,03%. Já nas principais praças, Londres recuou em torno de 0,47%, Frankfurt subiu 0,16% e Paris recuou 0,18%.
Em destaque, a inflação no Reino Unido caiu para 3,6% em outubro, reforçando expectativas de cortes de juros pelo Banco da Inglaterra ainda antes do Natal.
Na Ásia, o fechamento também foi misto, com o mercado de Hong Kong registrando queda pelo quarto dia consecutivo, pressionado por tensões diplomáticas entre China e Japão e pelo clima global de cautela.
Brasil: Ibovespa recua com ambiente externo tenso
O Ibovespa, principal índice da B3 S.A., fechou em 155.380,66 pontos, queda de 0,73% na sessão. O movimento reflete o ambiente internacional mais conservador, que contagiou os mercados brasileiros apesar de alguns indicadores domésticos mais positivos.
Fatores que pesaram no dia
- Resultados da Nvidia aguardados: o desempenho da empresa será testamento para a valorização das ações ligadas à inteligência artificial (IA).
- Avaliações elevadas em tecnologia: os mercados questionam se o momento de forte valorização para o setor de IA continuará.
- Inflação europeia e política monetária: a queda da inflação no Reino Unido fortalece a expectativa de alívio monetário, o que gera impacto sobre os fluxos financeiros globais.
- Tensões geopolíticas na Ásia: incertezas na China e Japão geraram aversão a risco, pressionando mercados emergentes e asiáticos.
O que observar adiante
Acompanhar de perto os resultados da Nvidia e demais gigantes de tecnologia, pois poderão influenciar o tom dos mercados para os próximos dias. No Brasil, além do cenário externo, os investidores também ficarão atentos a dados econômicos locais e ao ritmo dos juros, que seguem impactando os mercados de renda variável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Safrinha de milho 2026: colheita começa em Goiás com produtividade abaixo do potencial após estiagem
A colheita da segunda safra de milho 2026 começou no sudoeste de Goiás e já revela os desafios enfrentados pelos produtores ao longo do ciclo. Embora as primeiras áreas apresentem produtividade satisfatória, os impactos da estiagem registrada durante o desenvolvimento das lavouras devem limitar o potencial produtivo da safra no estado.
Na área de atuação da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), cerca de 1% dos 1,1 milhão de hectares cultivados já foram colhidos. Em Rio Verde, principal polo agrícola da região, os trabalhos avançam sobre aproximadamente 3% dos 400 mil hectares plantados com milho safrinha.
Primeiras áreas apresentam bons resultados
Segundo informações do departamento técnico da cooperativa, as áreas consideradas mais favorecidas apresentaram produtividade inicial em torno de 7.200 quilos por hectare, resultado considerado positivo para o início da colheita.
Entretanto, a expectativa é que esse desempenho não represente a realidade da maior parte das lavouras que ainda serão colhidas.
A falta de chuvas em momentos decisivos do ciclo comprometeu o desenvolvimento das plantas em diversas regiões produtoras, reduzindo significativamente o potencial produtivo da safra.
“Os primeiros resultados são de áreas nobres, que receberam melhores condições de desenvolvimento. A tendência é de redução dos rendimentos médios à medida que a colheita avance”, avaliam técnicos da cooperativa.
Chuvas recentes podem atrasar os trabalhos
As precipitações registradas no último fim de semana no sudoeste goiano devem provocar uma desaceleração temporária da colheita.
A expectativa é que o excesso de umidade no campo possa interromper ou reduzir o ritmo das operações por até dez dias em algumas áreas.
Apesar disso, as chuvas chegam tarde para reverter as perdas já consolidadas nas lavouras afetadas pela seca.
Os produtores seguem concentrados na retirada dos grãos do campo e na avaliação dos impactos efetivos sobre a produtividade final da safra.
Estiagem reduz expectativa de rendimento
De acordo com as projeções do setor técnico, a produtividade média da região deve ficar próxima de 4.200 quilos por hectare, número significativamente inferior ao observado nas áreas mais produtivas colhidas neste início de safra.
O resultado reflete principalmente os efeitos da irregularidade climática registrada durante os meses de desenvolvimento das lavouras.
A redução dos rendimentos preocupa produtores e cooperativas, especialmente diante do aumento dos custos de produção observado ao longo do ciclo agrícola.
Produção de Goiás deve cair mais de 3 milhões de toneladas
Levantamento mais recente da Safras & Mercado aponta uma redução expressiva na produção de milho safrinha em Goiás na temporada 2026.
A estimativa é de uma colheita de 12,592 milhões de toneladas, volume inferior às 16,058 milhões de toneladas obtidas em 2025.
A queda representa uma retração superior a 21% na produção estadual.
O cenário chama atenção porque ocorre mesmo com o aumento da área cultivada.
Área cresce, mas produtividade recua
Segundo as projeções, a área destinada ao milho safrinha em Goiás deverá alcançar 2,421 milhões de hectares em 2026, crescimento de 1,2% em relação aos 2,392 milhões de hectares registrados no ciclo anterior.
No entanto, o avanço da área não foi suficiente para compensar as perdas causadas pelo clima adverso.
A produtividade média estadual está estimada em 5.200 quilos por hectare, abaixo dos 6.712 quilos por hectare registrados na safra passada.
Mercado acompanha impacto da quebra produtiva
A redução da produção goiana ocorre em um momento estratégico para o mercado brasileiro de milho. Goiás é um dos principais estados produtores do país e tem papel fundamental no abastecimento interno, na formação dos estoques e nas exportações.
Com a colheita ganhando ritmo nas próximas semanas, o mercado acompanhará de perto os resultados efetivos das lavouras para medir o impacto da quebra produtiva sobre a oferta nacional.
Apesar das perdas registradas em parte das áreas, a expectativa é de que o avanço da colheita traga maior clareza sobre o tamanho da safra e contribua para a definição dos movimentos de preços no segundo semestre.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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