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Mercados globais operam em recuperação com tensões no Oriente Médio, enquanto Ibovespa recua pressionado por commodities e câmbio

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Os mercados financeiros globais iniciam esta terça-feira (5) em leve recuperação, após sessões recentes de perdas, mas ainda sob influência direta das tensões geopolíticas no Oriente Médio e de indicadores corporativos relevantes. O ambiente segue marcado pela cautela, com investidores atentos aos riscos externos e aos desdobramentos econômicos.

Bolsas globais buscam recuperação

Em Nova York, os índices futuros operam em alta no pré-mercado, indicando tentativa de recomposição:

  • Dow Jones Futuro: +0,25%
  • S&P 500 Futuro: +0,33%
  • Nasdaq Futuro: +0,58%

Na Europa, o movimento também é positivo após a maior queda em um mês registrada na véspera:

  • STOXX 600: +0,4%
  • CAC 40 (Paris): +0,64%
  • DAX (Frankfurt): +1,34%
  • FTSE 100 (Londres): -1,25%

Apesar da recuperação, o cenário segue sensível às tensões envolvendo Irã e Estados Unidos, especialmente em torno do Estreito de Ormuz, região estratégica para o fluxo global de petróleo.

Ásia tem baixa liquidez e queda em Hong Kong

Na Ásia, os principais mercados permaneceram fechados devido a feriados na China, Japão e Coreia do Sul, reduzindo a liquidez global.

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Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,76%, pressionado pelas ações do HSBC, que reportou prejuízo inesperado de cerca de US$ 400 milhões em operações de crédito privado no Reino Unido.

Mesmo com o ambiente mais cauteloso, o mercado asiático segue ativo em ofertas públicas. A Star Sports Medicine estreou com valorização próxima de 120%, evidenciando forte demanda por novas listagens.

Outros mercados da região apresentaram desempenho misto:

  • Taiwan (TAIEX): +0,16%
  • Singapura (Straits Times): -0,16%
  • Austrália (S&P/ASX 200): -0,19%
Ibovespa recua após máximas históricas

No Brasil, o Ibovespa abriu em queda de 0,92%, aos 185.600 pontos, refletindo um movimento de realização de lucros após o índice ter se aproximado dos 199 mil pontos em abril.

O desempenho é influenciado por:

  • Queda nas ações da Vale
  • Oscilações nos papéis da Petrobras
  • Pressão sobre o setor bancário
  • Ambiente externo mais avesso ao risco
Dólar volátil e política monetária no radar

O dólar opera com volatilidade, próximo de R$ 4,96, acompanhando o cenário internacional e ajustes nas expectativas de juros.

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Os investidores monitoram:

  • Política monetária nos Estados Unidos e Europa
  • Sinais do Banco Central do Brasil sobre a Selic
  • Impactos cambiais sobre custos e exportações
Reflexos para o agronegócio

O atual cenário global traz implicações diretas para o setor agropecuário:

  • Câmbio mais volátil pode favorecer exportações
  • Custos de insumos tendem a subir com dólar mais forte
  • Tensões geopolíticas afetam energia e fertilizantes
  • Oscilações financeiras impactam crédito e investimentos
Perspectiva

O mercado segue em ritmo de ajuste, com recuperação pontual, mas ainda condicionado a fatores de risco relevantes. A combinação entre cenário geopolítico, política monetária e desempenho corporativo deve continuar direcionando os mercados.

Para o agronegócio, o momento exige estratégia, gestão de risco e atenção às oportunidades em meio à volatilidade dos preços e do câmbio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vacinação contra Salmonella reduz mortalidade de suínos em mais de 50% e gera ROI de até 796%

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Desafio sanitário cresce na suinocultura brasileira

A suinocultura nacional tem enfrentado um cenário de maior pressão sanitária com o avanço da Salmonella enterica sorovar Choleraesuis. Além dos impactos na produtividade e no bem-estar animal, a presença da bactéria também representa risco para a saúde pública e pode afetar a competitividade do Brasil no mercado exportador.

No campo produtivo, os prejuízos estão associados principalmente à redução do ganho de peso e ao aumento da mortalidade nas fases iniciais de criação.

Vacinação reduz mortalidade em mais de 54% na fase de creche

Um levantamento realizado pela MSD Saúde Animal em uma granja comercial em Minas Gerais apontou resultados expressivos com a adoção de estratégia vacinal preventiva.

A taxa de mortalidade na fase de creche caiu de 6,51% para 2,97%, o que representa uma redução de 54,38% nas perdas de animais.

O desempenho reforça o papel da imunização como ferramenta central no controle da enfermidade dentro dos sistemas produtivos.

Retorno econômico chega a quase R$ 8 para cada R$ 1 investido

Além dos ganhos sanitários, o estudo também evidenciou forte impacto financeiro positivo.

A redução da mortalidade foi associada a um incremento estimado de mais de R$ 163 mil por ano no resultado da granja analisada. O Retorno sobre o Investimento (ROI) atingiu 796%.

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Na prática, isso significa que cada R$ 1,00 aplicado na vacinação gerou aproximadamente R$ 7,96 de retorno líquido ao produtor.

Segundo Juliana Fernandes, coordenadora técnica de Suinocultura da MSD Saúde Animal, o resultado reforça o papel estratégico da prevenção sanitária dentro da atividade.

Tecnologia vacinal e eficiência operacional na granja

O estudo avaliou o uso da vacina viva atenuada Porcilis® Argus SC/ST, destacando não apenas sua eficácia, mas também a praticidade de aplicação no manejo diário.

Entre os diferenciais observados estão:

  • Aplicação via água de bebida, eliminando o uso de agulhas
  • Dose única, simplificando o protocolo sanitário
  • Redução de mão de obra e custos operacionais

O protocolo é direcionado a leitões desmamados entre 21 e 25 dias de idade, período considerado crítico para a proteção imunológica na fase de creche.

Alternativas de aplicação ampliam flexibilidade no manejo

A vacina também demonstrou viabilidade de aplicação oral direta com uso de dosador tipo pistola (pig doser), mantendo eficácia e segurança clínica e microbiológica.

Nesse modelo, a administração ocorre em dose única de 1 mL ou 2 mL em leitões desmamados.

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Segundo especialistas, a possibilidade de diferentes formas de aplicação contribui para adaptar o protocolo às rotinas de cada sistema produtivo, sem perda de desempenho sanitário.

Resistência antimicrobiana reforça papel da imunização

O avanço da resistência a antimicrobianos tem ampliado a preocupação do setor com estratégias preventivas.

Entre 2017 e 2022, a S. Choleraesuis foi o segundo sorovar mais identificado em suínos no Brasil, representando cerca de 33% dos casos, atrás apenas da S. Typhimurium, com 43%.

Esse cenário reforça a vacinação como uma das principais ferramentas para reduzir o uso de antibióticos, melhorar a sanidade dos rebanhos e garantir maior sustentabilidade econômica da produção.

Perspectiva para o setor

Os resultados observados indicam que programas de imunização bem estruturados podem gerar impacto direto na redução de perdas produtivas e na melhoria da rentabilidade das granjas.

A tendência é que estratégias preventivas ganhem ainda mais relevância diante do aumento dos desafios sanitários e da busca por sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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