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Mini Fazenda ampliada vira aposta da 10ª Farm Show MT de Primavera

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A 10ª edição da FARM SHOW MT, marcada para os dias 10 a 13 de março, em Primavera do Leste (distante 235 km da capital, Cuiabá), em Mato Grosso, terá como um dos destaques a ampliação da Mini Fazenda, espaço voltado à integração entre o agronegócio e as famílias da região. Após registrar forte visitação no ano passado, a atração retorna maior, com estrutura expandida e número de animais triplicado.

A proposta é simples: permitir que crianças, jovens e adultos tenham contato direto com espécies que fazem parte da rotina das propriedades rurais. O espaço reunirá bovinos, cavalos, ovinos e um aquário com peixes, entre outros animais, em um ambiente organizado para visitação guiada e atividades educativas.

Segundo a organização, a ampliação atende a uma demanda identificada na edição anterior, quando o público familiar passou a frequentar a feira não apenas em busca de negócios e tecnologia, mas também de experiências educativas. A avaliação foi de que havia espaço para consolidar um ambiente permanente de aproximação entre produtores e consumidores urbanos.

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O presidente do Sindicato Rural, Marcos Bravin, afirma que o desempenho da primeira edição da Mini Fazenda superou as expectativas e motivou o investimento na expansão. “O retorno do público foi muito positivo. Este ano ampliamos tanto a área física quanto o número de animais para oferecer uma experiência mais completa às famílias”, afirmou.

A estrutura funcionará das 8h às 20h durante todos os dias do evento. A organização reforça que o objetivo é criar um ambiente didático, capaz de apresentar de forma acessível aspectos do manejo animal, da produção de alimentos e da importância econômica do setor para o município e a região.

Para o presidente da feira, José Nardes, a ampliação da Mini Fazenda reforça o caráter inclusivo do evento. “Queremos que a comunidade participe. A feira é um espaço de negócios, mas também de convivência e aprendizado”, declarou.

Ao completar uma década, a FARM SHOW MT busca equilibrar tecnologia e proximidade com o público. Tradicionalmente voltada à exposição de máquinas, insumos e soluções para o campo, a feira passa a investir de forma mais estruturada em experiências que dialoguem com a realidade urbana, ampliando seu alcance social.

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A expectativa dos organizadores é de que a Mini Fazenda figure novamente entre as atrações mais visitadas da programação, consolidando-se como espaço permanente nas próximas edições.

Fonte: Pensar Agro

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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