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Moagem de cana cresce no Norte e Nordeste com alta na produção de etanol e queda no açúcar, aponta NovaBio

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Moagem de cana registra alta de 2,5% na safra 2025/26

A moagem de cana-de-açúcar nas regiões Norte e Nordeste atingiu 59 milhões de toneladas até 31 de janeiro da safra 2025/26, o que representa um crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período da temporada anterior, quando o volume processado foi de 57,6 milhões de toneladas.

Os dados, divulgados pela Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio) com base em informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), mostram que o avanço foi impulsionado principalmente pelo bom desempenho do Nordeste, já que no Norte houve leve retração.

Mercado internacional e câmbio redirecionam produção para o etanol

De acordo com Renato Cunha, presidente executivo da NovaBio, fatores como as incertezas do mercado internacional de açúcar, a depreciação do dólar nas exportações e as altas tarifas impostas pelos Estados Unidos influenciaram as estratégias das usinas das duas regiões.

Essas condições levaram a uma mudança no mix de produção, com maior destinação da cana para o etanol. Segundo Cunha, os preços internacionais do açúcar seguem abaixo dos custos de produção, o que reduz a rentabilidade e incentiva o redirecionamento da moagem. “Esses fatores justificam o aumento da produção de etanol em detrimento do açúcar”, destacou o executivo.

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Desempenho regional: alta no Nordeste e leve queda no Norte

Na Região Norte, a moagem recuou 2,6%, passando de 7,3 milhões para 7,1 milhões de toneladas. Já o Nordeste apresentou crescimento de 3,3%, alcançando 51,8 milhões de toneladas, contra 50,2 milhões na safra anterior.

Apesar do aumento na cana processada, a produção de açúcar caiu 10,8%, totalizando 3,323 milhões de toneladas, frente às 3,725 milhões do ciclo passado.

Por outro lado, a produção de etanol somou 2,53 milhões de metros cúbicos, um avanço de 12,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O etanol anidro — utilizado na mistura à gasolina — registrou alta expressiva de 44%, enquanto o etanol hidratado teve recuo de 5,6%.

Qualidade da cana mostra leve variação nos indicadores

O ATR (Açúcar Total Recuperável), principal indicador da qualidade da cana, apresentou crescimento de 1,3% no total dos produtos finais nas regiões Norte e Nordeste. Entretanto, o ATR por tonelada de cana caiu 1,2% no consolidado regional, refletindo as variações climáticas e operacionais entre as usinas.

Até 31 de janeiro, as unidades produtoras das duas regiões já haviam alcançado 81,3% da moagem estimada para a safra 2025/26. O Norte foi o mais adiantado, com 90,1% da previsão realizada, enquanto o Nordeste registrou 80,1%. No caso do etanol, o desempenho também foi positivo, com 97,9% da meta alcançada no Norte e 78,2% no consolidado regional.

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Estoques de etanol recuam quase 15%

Os estoques físicos de etanol apresentaram queda significativa na comparação anual. Até o final de janeiro, o volume armazenado nas duas regiões somou 327,8 mil metros cúbicos, uma redução de 14,7% em relação aos 384,5 mil metros cúbicos registrados em igual período de 2025.

O recuo foi observado tanto no etanol anidro, com queda de 15,85%, quanto no etanol hidratado, que diminuiu 13,33%. O resultado reflete o maior direcionamento do produto ao mercado e o consumo elevado nas regiões produtoras.

Panorama geral: cenário de ajustes e foco na rentabilidade

O desempenho da safra 2025/26 no Norte e Nordeste demonstra um movimento de adaptação do setor sucroenergético às condições do mercado internacional e à volatilidade cambial.

Com o açúcar enfrentando margens apertadas e o etanol apresentando melhor competitividade, as usinas devem manter o foco na eficiência industrial e na otimização do mix produtivo ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo

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A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.

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A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.

Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.

Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.

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A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.

A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.

O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.

Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.

O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).

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Serviço

2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)

Fonte: Pensar Agro

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