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Nutrição estratégica com creep feeding melhora desempenho e reduz estresse de bezerros na pecuária de corte

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O período de desmame é um dos momentos mais críticos na pecuária de corte, podendo impactar diretamente o desempenho dos bezerros. Estratégias que combinam manejo adequado e nutrição estratégica, como o uso do creep feeding no pré-desmame, ajudam a reduzir o estresse, favorecer a adaptação alimentar e garantir maior ganho de peso já nas primeiras etapas da recria.

Desafios do desmame e manejo do estresse

Segundo Mariana Lisboa, gerente nacional de Nutrição da Supremax, o desmame envolve mudanças bruscas na rotina dos animais, incluindo separação da mãe, alteração na dieta e adaptação a um novo ambiente. “Quando o manejo não é conduzido corretamente, é comum observar redução no consumo de alimento, queda no ganho de peso e maior predisposição a problemas sanitários, atrasando o desenvolvimento dos animais”, explica.

Diferentes métodos de desmame podem reduzir esses impactos, como:

  • Desmame tradicional ou abrupto – separação imediata, gerando maior estresse.
  • Desmame lado a lado – vaca e bezerro permanecem próximos, separados por cerca ou estrutura física, mantendo contato visual e auditivo.
  • Desmame gradual – redução progressiva do contato ou da amamentação, proporcionando transição mais suave.

Independentemente da estratégia, o manejo nutricional é decisivo para facilitar a transição alimentar.

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Creep feeding: alimentação estratégica no pré-desmame

O creep feeding consiste em fornecer suplemento concentrado em cocho exclusivo para os bezerros, garantindo acesso restrito às vacas. Essa prática permite que os animais iniciem o consumo de alimento sólido antes do desmame, estimulando o desenvolvimento do rúmen e preparando-os para a transição alimentar.

“Essa estratégia melhora a adaptação à dieta sólida, reduz impactos negativos do desmame e aumenta a eficiência alimentar”, afirma Mariana Lisboa.

O consumo precoce de concentrado também estimula o crescimento das papilas ruminais, aumentando a absorção de nutrientes da fermentação no rúmen e contribuindo para maior ganho de peso e uniformidade do lote.

Benefícios produtivos do creep feeding

Quando implementado corretamente, o creep feeding proporciona:

  • Maior peso ao desmame
  • Continuidade no ganho de peso na recria
  • Redução do ‘vale de desempenho’ pós-desmame
  • Maior uniformidade do lote
Cuidados e recomendações para o manejo nutricional

Alguns erros podem comprometer os resultados do creep feeding, como:

  • Início tardio da suplementação
  • Uso de suplementos inadequados para a idade
  • Falhas no manejo do cocho
  • Falta de adaptação gradual à dieta
  • Qualidade insuficiente da pastagem
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O suplemento ideal deve ter alta digestibilidade, equilíbrio de energia, proteína, minerais e vitaminas, além de palatabilidade adequada para estimular o consumo dos bezerros. A formulação deve ser específica para animais em fase de desenvolvimento e compatível com o sistema de produção da fazenda.

Impacto da nutrição estratégica no ciclo produtivo

Mariana Lisboa ressalta que investir em nutrição desde o pré-desmame impacta todo o ciclo produtivo da pecuária de corte. “O sucesso no desmame depende da integração entre manejo, nutrição e planejamento produtivo. Bezerros bem nutridos no início da vida apresentam recria mais eficiente, maior produtividade e até melhor qualidade de carcaça”, conclui.

Para apoiar os pecuaristas, a Supremax oferece suplementos específicos para creep feeding, como Supremax Pós-Desmama, Supremax Top Creep Bezerro, Supremax Creep Feeding e Supremax Núcleo Bezerro Creep 5%, capazes de gerar até 30 kg adicionais no peso à desmama. Os produtos estão disponíveis nas lojas Nossa Lavoura, nos estados de Rondônia, Acre e Amazonas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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