AGRONEGÓCIO
Oferta restrita de boi gordo eleva preços e pressiona escalas de abate no fim de fevereiro
AGRONEGÓCIO
Mercado físico enfrenta dificuldade na formação de escalas
O mercado físico do boi gordo encerra a última semana de fevereiro com negociações acima da média de referência nacional. A oferta restrita de animais prontos para o abate tem limitado a formação das escalas nos frigoríficos, que permanecem entre cinco e seis dias úteis na média nacional.
Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da Consultoria Safras & Mercado, as chuvas no Centro-Norte do país continuam favorecendo as pastagens, permitindo ao pecuarista segurar a boiada e negociar com mais cautela. “A restrição de oferta ainda torna a composição das escalas de abate bastante complicada”, afirmou Iglesias.
Preços da arroba avançam em diferentes estados
Com o cenário de oferta enxuta, os preços da arroba do boi voltaram a subir nos principais estados produtores. Em São Paulo, o valor chegou à faixa de R$ 354, enquanto em Mato Grosso foram registrados negócios a R$ 332 e, em Minas Gerais, a R$ 339 por arroba.
O movimento reflete a combinação entre a retenção de animais no campo e a forte demanda externa, que segue aquecendo o mercado desde o início de 2026.
Carne bovina mantém firmeza no atacado, mas consumo interno segue lento
No atacado, os preços da carne bovina permaneceram firmes ao longo da semana. No entanto, analistas apontam que o cenário pode mudar nos próximos dias, com reposição mais lenta e consumo doméstico enfraquecido.
De acordo com Iglesias, a carne bovina ainda perde competitividade em relação a outras proteínas, especialmente o frango, que segue mais acessível ao consumidor brasileiro.
Exportações seguem em ritmo acelerado e sustentam o setor
As exportações de carne bovina in natura, congelada ou refrigerada continuam em forte ritmo neste mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), até o dia 13 de fevereiro (13 dias úteis), o Brasil exportou 192,7 mil toneladas, com média diária de 14,8 mil toneladas.
A receita total chegou a US$ 1,081 bilhão, com média diária de US$ 83,2 milhões, e o preço médio da tonelada foi de US$ 5.613,40.
Na comparação com fevereiro de 2025, houve alta de 77,3% no valor médio diário exportado, crescimento de 55,7% na quantidade embarcada e avanço de 13,9% no preço médio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Cargill lança linha de nutrição para bezerras e novilhas leiteiras e reforça foco na eficiência da pecuária leiteira
A Cargill Nutrição e Saúde Animal anunciou o lançamento de uma nova linha de soluções voltada ao gado jovem no Brasil, com foco no desenvolvimento de bezerras e novilhas leiteiras. A iniciativa reforça a atuação da companhia em uma das fases mais estratégicas da pecuária leiteira, considerada determinante para a produtividade futura e longevidade dos animais no rebanho.
A nova linha combina nutrição especializada, suporte técnico e ferramentas digitais de acompanhamento, com o objetivo de apoiar produtores na formação de novilhas de alta performance desde os primeiros dias de vida.
Soluções globais adaptadas à realidade da pecuária brasileira
Desenvolvido em parceria com a equipe técnica global da empresa, o portfólio segue uma abordagem integrada que une escala internacional e aplicação prática local. As formulações e recomendações técnicas são padronizadas em diferentes países, mas adaptadas às condições de produção do Brasil.
Segundo a Cargill, essa combinação busca garantir maior consistência nos resultados, confiabilidade nas recomendações e geração de valor para produtores e técnicos envolvidos na cadeia leiteira.
O lançamento ocorre em um cenário de crescente profissionalização da pecuária leiteira, no qual eficiência produtiva, redução de perdas e melhoria dos índices zootécnicos tornam-se fatores decisivos para a competitividade do setor.
Desenvolvimento do gado jovem é determinante para produtividade futura
A empresa destaca que o manejo adequado nas fases iniciais do animal tem impacto direto no desempenho ao longo de toda a vida produtiva.
De acordo com Hilton Diniz, gerente de Soluções para Bovinos de Leite da Cargill Nutrição e Saúde Animal, a combinação entre nutrição, manejo e sanidade desde o nascimento é determinante para o potencial produtivo do rebanho.
“Quando trabalhamos de forma adequada a nutrição, o manejo e a sanidade desde os primeiros dias de vida, conseguimos produzir novilhas mais saudáveis, com melhor desempenho e maior capacidade produtiva no futuro”, afirma o executivo.
A companhia reforça que o investimento nessa fase contribui para a formação de animais mais eficientes, com menor incidência de problemas sanitários e melhor aproveitamento nutricional.
Tecnologia e dados ampliam gestão na pecuária leiteira
Além das soluções nutricionais, a Cargill também aposta na integração de ferramentas digitais para apoiar o produtor rural e equipes técnicas na tomada de decisão.
Entre as plataformas utilizadas estão Dairy Max, Start ROI e Dairy Enteligen, que permitem o acompanhamento de indicadores zootécnicos, formulação de dietas, monitoramento de ganho de peso e projeções de crescimento dos animais.
As ferramentas também oferecem suporte à análise financeira da atividade, aproximando a gestão técnica da gestão econômica das propriedades leiteiras.
Gestão do gado jovem ganha papel estratégico na produção de leite
A empresa avalia que a criação de bezerras e novilhas deixou de ser uma etapa apenas operacional e passou a integrar o núcleo estratégico da produção leiteira moderna.
Com o avanço da tecnologia e o aumento das exigências de eficiência no campo, o foco na fase inicial dos animais tem se consolidado como um dos principais fatores de melhoria de desempenho dos rebanhos.
Segundo Hilton Diniz, o objetivo da companhia é apoiar o produtor na obtenção de ganhos consistentes em saúde e produtividade, preparando os animais para expressarem seu máximo potencial ao longo da vida produtiva.
Pecuária leiteira avança para modelo mais tecnológico e eficiente
O lançamento da nova linha reforça a tendência de digitalização e intensificação tecnológica na pecuária leiteira brasileira.
Combinando nutrição de precisão, suporte técnico e ferramentas de gestão, o setor avança em direção a modelos mais integrados, capazes de reduzir perdas, melhorar a eficiência alimentar e aumentar a rentabilidade das propriedades.
Nesse contexto, o desenvolvimento adequado do gado jovem se consolida como um dos pilares centrais para o aumento da produtividade e sustentabilidade da atividade leiteira no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásEscola de Educação Ambiental do Horto Florestal promove trilha temática sobre mudanças climáticas durante Semana do Meio Ambiente
-
POLÍTICA NACIONAL7 dias atrásComissão aprova punir uso de “conta laranja” com bloqueio bancário por até cinco anos
-
POLÍTICA NACIONAL7 dias atrásComissão aprova programa de ecoturismo e incentivos para comunidades da Amazônia
-
POLÍTICA NACIONAL7 dias atrásComissão debate reajuste automático anual no Programa Nacional de Alimentação Escolar; participe
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásPamplona Alimentos investe R$ 64 milhões em genética suína própria e inovação produtiva em Santa Catarina
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásBubalinocultura ganha protagonismo na Megaleite 2026 com dinâmica de campo, degustação e 50 argolas para animais
-
AGRONEGÓCIO4 dias atrásTecnologia na classificação de café impulsiona qualidade e fortalece exportações brasileiras
-
AGRONEGÓCIO4 dias atrásFiscalização de bebidas alcoólicas ganha reforço com capacitação do Mapa em São Paulo

