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Oriente Médio e PIB do Brasil elevam otimismo dos mercados nesta sexta-feira
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O mercado financeiro internacional iniciou esta sexta-feira em clima mais positivo diante da possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar as tensões no Oriente Médio. O alívio nas preocupações geopolíticas reduz a aversão ao risco nos mercados globais e tende a favorecer também os ativos brasileiros ao longo do dia.
No cenário doméstico, as atenções dos investidores se concentram principalmente na divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil referente ao primeiro trimestre, prevista para as 9h pelo IBGE. A expectativa do mercado é de crescimento de cerca de 1% em relação ao trimestre anterior e alta de aproximadamente 1,85% na comparação anual.
Negociações entre EUA e Irã avançam
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou na quinta-feira que Washington e Teerã estão próximos de um entendimento para encerrar o conflito na região. Segundo ele, os dois países vêm trocando propostas nas últimas semanas, aumentando a expectativa por uma solução diplomática.
Apesar do avanço das negociações, a decisão final ainda depende da aprovação do presidente Donald Trump. De acordo com integrantes da Casa Branca, os Estados Unidos buscam um acordo que contemple exigências consideradas estratégicas para a segurança internacional.
Entre os pontos centrais das negociações estão o compromisso do Irã em eliminar estoques de urânio altamente enriquecido, desistir do desenvolvimento de armas nucleares e reabrir totalmente o Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o comércio global de petróleo.
Segundo informações divulgadas pela agência Dow Jones, autoridades americanas também trabalham em um possível acordo temporário de 60 dias, que incluiria a retirada gradual de bloqueios no estreito ao longo do primeiro mês de implementação.
PIB brasileiro entra no radar do mercado
Além do cenário externo, os investidores acompanham com atenção os indicadores econômicos brasileiros. A divulgação do PIB pode trazer sinais mais claros sobre o ritmo da atividade econômica em 2026, especialmente após meses de incertezas envolvendo juros elevados, crédito restrito e desaceleração global.
Economistas avaliam que um resultado acima das expectativas pode fortalecer a percepção de resiliência da economia brasileira, enquanto números mais fracos podem aumentar a cautela do mercado em relação ao crescimento do país no restante do ano.
Risco fiscal e cenário político seguem no foco
Apesar do ambiente externo mais favorável nesta sexta-feira, analistas destacam que o cenário político e fiscal continua no radar dos investidores. O aumento da percepção de risco Brasil, associado às discussões fiscais e à instabilidade política, ainda limita movimentos mais consistentes de valorização nos ativos domésticos.
O comportamento do dólar, da bolsa brasileira e dos juros futuros ao longo do dia deverá refletir tanto a leitura dos dados econômicos quanto os desdobramentos das negociações no Oriente Médio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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