AGRONEGÓCIO
Outono: como escolher o vinho ideal para dias mais frescos e refeições aconchegantes
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Com a chegada do outono, as temperaturas mais amenas mudam não apenas o clima, mas também os hábitos à mesa. A estação convida a refeições mais aconchegantes e, consequentemente, a escolhas de vinhos diferentes das preferidas no verão.
Se nos dias quentes predominam rótulos leves e refrescantes, o período outonal favorece vinhos mais estruturados e versáteis, capazes de harmonizar com pratos quentes e sabores mais intensos.
Outono favorece vinhos mais estruturados e versáteis
Durante o outono, há espaço para explorar diferentes estilos de vinho. Tintos de médio corpo, brancos mais aromáticos e espumantes ganham destaque por sua capacidade de acompanhar variados momentos do dia e tipos de refeição.
A escolha do rótulo pode variar conforme o prato, mas também deve considerar a ocasião e o estilo de consumo.
Segundo Paulino Costinha, responsável pelo setor de vinhos e espumantes do Supermercados Mundial, essa é uma época propícia para novas experiências. “Com o clima mais ameno, as pessoas buscam combinações mais aconchegantes, seja para uma refeição em família ou um momento de descanso em casa. O vinho entra como um complemento natural dessas experiências”, afirma.
Como escolher o vinho ideal no outono
A estação pede vinhos com mais estrutura, mas que mantenham equilíbrio e versatilidade. Confira algumas sugestões para acertar na escolha:
- Tintos de médio corpo: Variedades como Merlot e Cabernet Sauvignon são indicadas para o período. Possuem estrutura suficiente para acompanhar pratos mais encorpados, sem se tornarem excessivamente pesadas.
- Tintos leves para o dia a dia: O Pinot Noir é uma opção versátil, com taninos suaves e fácil harmonização com refeições mais leves.
- Brancos mais aromáticos: Rótulos como Chardonnay e Sauvignon Blanc combinam bem com pratos quentes, especialmente aqueles com molhos delicados ou à base de manteiga.
- Espumantes também têm espaço: Versáteis, os espumantes harmonizam com entradas, queijos e pratos leves, podendo ser consumidos em diferentes momentos do dia.
Harmonização: combinações ideais para a estação
Com a presença de pratos mais quentes no cardápio, a harmonização adequada valoriza tanto o vinho quanto a comida. Veja algumas combinações recomendadas:
- Queijos: Queijos curados combinam com tintos de médio corpo, enquanto opções mais leves harmonizam melhor com brancos e espumantes.
- Massas: Molhos vermelhos pedem vinhos tintos mais estruturados. Já molhos brancos ou à base de queijo combinam com vinhos brancos ou tintos leves.
- Risotos: Versões com cogumelos ou sabores mais intensos vão bem com tintos suaves. Já risotos de legumes ou com queijos leves harmonizam com brancos.
- Caldos e sopas: Preparações mais encorpadas combinam com tintos de médio corpo. Sopas leves, por sua vez, podem ser acompanhadas por brancos aromáticos.
- Noites mais frias: Para momentos mais descontraídos, vinhos tintos mais macios são ideais, podendo ser apreciados sozinhos ou acompanhados de petiscos simples.
Vinho ganha destaque em momentos de aconchego
O outono é uma estação que convida a desacelerar e valorizar experiências simples do dia a dia. Seja em uma refeição especial ou em um momento de descanso, o vinho se torna um complemento natural para tornar esses momentos mais agradáveis.
Com escolhas equilibradas e boas harmonizações, é possível aproveitar o melhor da estação com conforto e sabor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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