AGRONEGÓCIO
Plataforma de Leilão Facilita Compra e Venda de Créditos de Carbono Direto de Quem Preserva Florestas Nativas
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Leilão de Créditos de Carbono: Compra Direta de Quem Preserva Florestas Nativas
A RDG Eco Finance, uma green tech focada em soluções para os setores de extrativismo e agronegócios, lançou uma plataforma inovadora que permite a compra e venda de créditos de carbono diretamente de quem preserva áreas de florestas nativas no Brasil. A nova plataforma, que funciona com leilões de créditos de carbono, possibilita que empresas ou indivíduos façam lances e adquiram CPRverde, um tipo de crédito de carbono, para compensar suas emissões de carbono.
A compra de créditos de carbono pode ser feita de forma simples, com pagamentos realizados através de eco token ou Pix, garantindo uma transação rápida e segura.
Objetivo da Plataforma: Fortalecer a Conservação Ambiental
A proposta da RDG Eco Finance é facilitar o acesso a recursos para quem preserva o meio ambiente, como os produtores rurais que cuidam de áreas nativas, mas não recebiam compensação por essa preservação. Ivan Pinheiro, diretor Comercial da empresa, explica: “Nosso trabalho é facilitar a compensação das emissões de carbono de forma direta, conectando aqueles que preservam o meio ambiente com quem precisa compensar suas emissões.”
Segundo Pinheiro, as novas tecnologias tornam esse processo mais transparente e acessível, permitindo que as informações sobre os créditos de carbono e as áreas preservadas estejam disponíveis para todos os interessados.
O Papel dos Produtores Rurais na Preservação Ambiental
No Brasil, os produtores rurais têm a responsabilidade legal de preservar áreas de vegetação nativa em suas propriedades. No caso da Amazônia Legal, o Código Florestal exige que até 80% da área seja destinada à reserva legal, sem uso produtivo.
Este cenário destaca a importância do mercado voluntário de créditos de carbono como uma alternativa de financiamento para a preservação. A plataforma da RDG Eco Finance permite que esses produtores se beneficiem financeiramente pela preservação ambiental, ao mesmo tempo em que contribuem para a compensação das emissões de carbono.
A Transição para um Mercado de Carbono Acessível
Pinheiro destaca que, embora o mercado de carbono ainda seja recente para muitos produtores, ele oferece uma grande oportunidade de transformar uma obrigação legal em um impacto ambiental positivo. “Com a orientação adequada, produtores que já preservam podem se beneficiar dessa jornada e compensar as emissões de carbono de forma eficiente e vantajosa”, afirma.
Essa abordagem reforça a agenda ambiental do país, destacando a importância dos produtores rurais como agentes de mudança no processo de transição para um modelo econômico mais sustentável e ecológico.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Valor pode chegar a R$ 550 bilhões, mas desafio será fazer o dinheiro chegar ao produtor
O governo federal trabalha com a perspectiva de anunciar um Plano Safra de aproximadamente R$ 550 bilhões para a temporada 2026/27, valor que representaria um novo recorde para o crédito rural brasileiro. A expectativa é que o programa seja lançado no início de julho, mantendo a estratégia adotada nos últimos anos de ampliar o volume total de recursos disponibilizados ao setor agropecuário.
O aumento em relação aos R$ 516,2 bilhões anunciados para a agricultura empresarial na safra atual reforça a intenção do governo de apresentar um plano mais robusto. Nos bastidores, porém, representantes do setor financeiro e lideranças do agro avaliam que a principal discussão não está no tamanho do anúncio, mas na capacidade de transformar os números em crédito efetivamente contratado pelos produtores.
Os dados mais recentes mostram que o ritmo de liberação dos financiamentos desacelerou na atual temporada. Entre julho de 2025 e maio de 2026, foram contratados cerca de R$ 307,6 bilhões em operações de crédito rural, volume inferior aos R$ 346,3 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. A redução ocorre em um momento de aumento do endividamento no campo e maior cautela das instituições financeiras na concessão de novos empréstimos.
A avaliação de especialistas é que o problema atual não está necessariamente na falta de recursos disponíveis no sistema, mas no aumento do risco das operações. Com mais renegociações, prorrogações de dívidas e dificuldades enfrentadas por parte dos produtores em razão das perdas climáticas registradas nos últimos anos, os bancos passaram a adotar critérios mais rigorosos para liberar crédito.
Nesse cenário, parte relevante do crescimento previsto para o próximo Plano Safra deverá ocorrer por meio das Cédulas de Produto Rural (CPRs) e dos recursos livres das instituições financeiras, reduzindo a dependência do crédito subsidiado tradicional. As CPRs vêm ganhando espaço como instrumento de financiamento do agronegócio e já movimentam mais de R$ 100 bilhões por safra.
Outro ponto central da discussão envolve as taxas de juros. A intenção do governo é oferecer linhas com juros abaixo de 10% ao ano, principalmente para investimentos considerados estratégicos. A medida é vista como uma tentativa de estimular novos financiamentos em um ambiente marcado por custos elevados e margens mais apertadas para diversas atividades agropecuárias.
Uma das novidades previstas é a ampliação da linha especial destinada à modernização do parque de máquinas agrícolas. O volume de recursos deverá subir de R$ 10 bilhões para R$ 14 bilhões, com condições diferenciadas de financiamento. A iniciativa busca incentivar a renovação de equipamentos e aumentar a eficiência das propriedades rurais em um momento em que muitas decisões de investimento vêm sendo adiadas.
Os resultados das principais feiras agrícolas realizadas neste ano refletem esse ambiente de cautela. O volume de intenções de negócios registrado nos eventos ficou abaixo do observado em temporadas anteriores, sinalizando que produtores continuam adotando uma postura mais conservadora diante das incertezas econômicas e climáticas.
Além do crédito, o fortalecimento do seguro rural aparece entre as prioridades defendidas pelo setor para o próximo ciclo. A crescente frequência de secas, geadas, enchentes e outros eventos climáticos extremos tem aumentado a percepção de risco das operações agrícolas. Com maior cobertura securitária, a expectativa é que os produtores consigam acessar financiamentos em condições mais favoráveis e com menor exigência de garantias.
Entidades do agronegócio também defendem que a discussão do próximo Plano Safra vá além do volume anunciado. A preocupação é garantir que os recursos estejam disponíveis ao longo de toda a temporada, evitando interrupções em linhas de financiamento e assegurando que produtores de diferentes portes consigam acessar o crédito quando necessário.
A expectativa é que os detalhes finais do programa sejam definidos nas próximas semanas. Até lá, o setor acompanha as negociações entre a equipe econômica e os ministérios envolvidos, atento não apenas ao valor total do plano, mas principalmente às condições de financiamento, à disponibilidade efetiva dos recursos e às medidas que possam ampliar o acesso ao crédito em um momento considerado desafiador para a produção agropecuária.
Fonte: Pensar Agro
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