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Porto de Santos atinge recorde histórico com mais de 17 milhões de toneladas movimentadas em julho

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O Porto de Santos alcançou um marco inédito em julho de 2025, ao movimentar, pela primeira vez na história, mais de 17 milhões de toneladas de cargas em seus terminais. O volume representa o maior já registrado em um único mês no maior porto da América Latina.

Exportações ganham força após tarifa dos EUA

O aumento no volume exportado ocorre após o anúncio das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o que pode ter impulsionado a antecipação de embarques. Nas últimas semanas, observou-se uma movimentação intensa de navios com destino à Europa e aos EUA.

Destaques da movimentação em julho

Os principais segmentos de carga que contribuíram para o recorde foram:

  • Granéis sólidos (como grãos): crescimento de 10%, com movimentação de 900 mil toneladas
  • Contêineres: alta de 4%, com 200 mil toneladas movimentadas
  • Carga solta: avanço de 9%, somando 85 mil toneladas
  • Granéis líquidos (combustíveis e solventes): expectativa de crescimento de 10%, ainda em fase de apuração
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Porto confirma tendência já observada

De acordo com Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), os dados preliminares confirmam o que já vinha sendo observado desde o início do mês.

“Este dado confirma o que já tínhamos afirmado na primeira quinzena do mês, de que havia um aumento expressivo dos embarques no Porto”, declarou Pomini.

Dados oficiais em apuração

Como o Porto de Santos conta com mais de 50 terminais, as informações finais ainda estão sendo consolidadas, uma vez que cada terminal tem um prazo específico para envio dos dados à APS.

No entanto, o monitoramento da operação portuária já assegura o recorde, que reflete a eficiência e resiliência do porto.

“É um recorde absoluto que atesta a resiliência e a eficiência do Porto de Santos. Mesmo com crises externas e fechamento do canal devido a condições climáticas, houve crescimento sem gerar qualquer ocorrência nas vias de acesso ao longo de todo o mês de julho”, completou o presidente da APS.

Porto de Santos reforça protagonismo na logística nacional

Este novo recorde reforça o papel estratégico do Porto de Santos para o comércio exterior brasileiro, especialmente em períodos de desafios logísticos e instabilidades internacionais. O desempenho em julho destaca a capacidade de adaptação do complexo portuário, que segue como um dos pilares da economia nacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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