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Pragas quarentenárias ameaçam exportações do agronegócio brasileiro e acendem alerta no campo

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As pragas quarentenárias voltaram a preocupar produtores, exportadores e autoridades sanitárias diante do aumento dos casos de cargas agrícolas brasileiras retidas ou devolvidas por países importadores. A questão ganhou destaque após a identificação de sementes de plantas daninhas e vestígios de organismos considerados de risco em embarques de grãos destinados à China.

Recentemente, cerca de 20 navios carregados com produtos agrícolas brasileiros enfrentaram restrições no mercado chinês devido a problemas fitossanitários. Além dos prejuízos logísticos e comerciais, os episódios reforçam a necessidade de ampliar o controle sanitário nas propriedades rurais e ao longo da cadeia de exportação.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as chamadas pragas quarentenárias são organismos que representam elevado risco econômico para a agricultura. Nesse grupo estão insetos, fungos, bactérias, vírus e plantas daninhas capazes de causar danos às lavouras, comprometer a produção e dificultar o acesso a mercados internacionais.

Quais pragas preocupam os importadores?

Entre as pragas classificadas pelo Mapa como de importância quarentenária estão:

  • Ácaro Hindustânico;
  • Broca-do-caroço-da-manga;
  • Cancro Cítrico;
  • Cancro da Videira;
  • Cancro Europeu das Pomáceas;
  • Caruru-palmeri;
  • Caruru-gigante;
  • Greening dos citros;
  • Moko da Bananeira;
  • Mosca-da-carambola;
  • Vassoura-de-bruxa da mandioca.
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A presença desses organismos, mesmo em níveis reduzidos, pode resultar em barreiras comerciais, aumento das exigências de inspeção e até suspensão temporária das importações por parte de países compradores.

Manejo na entressafra é ferramenta estratégica

Especialistas apontam que o manejo preventivo realizado durante a entressafra é uma das medidas mais eficientes para reduzir os riscos de contaminação das cargas agrícolas.

Material técnico elaborado pela Corteva Agriscience e pela Aprosoja Brasil, com apoio do professor Mauro Rizzardi, da Universidade de Passo Fundo, destaca a importância do manejo outonal logo após a colheita das culturas de verão. O objetivo é eliminar plantas daninhas e plantas voluntárias, conhecidas como tigueras, que servem de abrigo para pragas e doenças.

Essa prática contribui para interromper ciclos biológicos, reduzir o banco de sementes de invasoras e minimizar a presença de organismos indesejados nas áreas de produção.

Exportações dependem de rigor fitossanitário

Com o Brasil consolidado entre os maiores exportadores mundiais de soja, milho, algodão, café e outras commodities agrícolas, a manutenção dos padrões fitossanitários tornou-se um fator estratégico para a competitividade do setor.

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A ocorrência de pragas quarentenárias em cargas exportadas pode gerar custos adicionais, atrasos nos embarques, multas contratuais e desgaste da imagem do país perante compradores internacionais. Por isso, o fortalecimento das práticas de monitoramento, controle e prevenção nas propriedades rurais é considerado fundamental para preservar mercados e garantir a continuidade das exportações brasileiras.

Diante de um cenário de crescente rigor sanitário global, o manejo eficiente das áreas agrícolas e o cumprimento dos protocolos fitossanitários passam a ser requisitos essenciais para sustentar o avanço do agronegócio brasileiro no comércio internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo

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A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.

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A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.

Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.

Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.

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A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.

A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.

O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.

Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.

O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).

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Serviço

2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)

Fonte: Pensar Agro

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