AGRONEGÓCIO
Preço da arroba do boi reage no início de 2026, enquanto exportações batem recorde histórico em 2025
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O mercado físico do boi gordo começou 2026 com preços firmes e leves altas em importantes praças pecuárias do Brasil. Segundo análise de Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, frigoríficos de menor porte intensificaram a compra de gado devido às escalas de abate mais curtas, o que pressionou os valores para cima em algumas regiões.
A limitação da oferta e o cenário externo mais incerto — após as novas regras impostas pela China, principal destino da carne bovina brasileira — também contribuíram para a reação dos preços.
China impõe cotas e tarifas, e frigoríficos avaliam reduzir abates
O mercado segue se ajustando à nova política comercial chinesa, que determinou um limite de 1,1 milhão de toneladas anuais para importação de carne bovina brasileira. Exportações que ultrapassarem esse volume estão sujeitas a tarifas extras.
Iglesias explica que há especulações sobre 350 mil toneladas de carne que ainda estão em trânsito para a China, referentes a contratos firmados em 2025. “Diante dessa decisão, alguns frigoríficos já avaliam reduzir a capacidade de abate em suas plantas”, afirma o analista.
Cotações da arroba do boi em diferentes estados
Confira as médias registradas no dia 8 de janeiro de 2026 (valores a prazo):
- São Paulo (Capital): R$ 323,00/@ — alta de 0,94% frente aos R$ 320,00 da semana anterior;
- Goiás (Goiânia): R$ 315,00/@ — aumento de 0,64% em relação à última semana;
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 315,00/@ — estável;
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 315,00/@ — sem variação;
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300,00/@ — sem mudanças;
- Rondônia (Vilhena): R$ 280,00/@ — inalterado.
Atacado mantém preços estáveis após as festas
No mercado atacadista, os preços permaneceram estáveis. Conforme explica Iglesias, o período pós-festas costuma registrar uma redução na demanda por cortes nobres, como os do traseiro bovino, devido à busca do consumidor por opções mais acessíveis, como dianteiro bovino, frango, ovos e embutidos.
- Traseiro bovino: R$ 25,40/kg — estável;
- Dianteiro bovino: R$ 17,85/kg — sem alteração.
Exportações de carne bovina batem recorde histórico em 2025
Mesmo diante de desafios logísticos e diplomáticos, 2025 se consolidou como o melhor ano da história para as exportações de carne bovina brasileira. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o país embarcou 3,5 milhões de toneladas, um avanço de 20,9% sobre 2024.
A receita total alcançou US$ 18,03 bilhões, alta de 40,1% em relação ao ano anterior. A carne bovina in natura foi o destaque, com 3,09 milhões de toneladas exportadas e faturamento de US$ 16,61 bilhões.
Os produtos brasileiros chegaram a mais de 170 países, ampliando a presença global do setor e diversificando os destinos, consolidando o Brasil como líder mundial nas exportações de carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Porto de Itaqui fortalece o Arco Norte e amplia competitividade das exportações do agronegócio brasileiro
O Porto de Itaqui, localizado em São Luís (MA), consolida sua posição como principal hub logístico do Arco Norte e uma das mais importantes portas de entrada e saída do comércio exterior brasileiro. Responsável por conectar a produção agrícola do Centro-Oeste e do MATOPIBA aos mercados globais, o complexo desempenha papel estratégico tanto na importação de fertilizantes quanto na exportação de soja, milho e outras commodities.
Considerado o quarto maior porto público do Brasil, Itaqui é hoje o principal corredor logístico do Arco Norte, região que já responde por aproximadamente 38% das exportações da safra nacional e vem ganhando protagonismo na logística do agronegócio brasileiro.
Localização estratégica reduz distâncias e custos para exportação
A posição geográfica privilegiada do porto maranhense permite encurtar significativamente as rotas marítimas entre o Brasil e importantes mercados consumidores da Europa, América do Norte e Ásia.
Essa vantagem logística reduz o tempo de transporte, otimiza custos operacionais e aumenta a competitividade dos produtos brasileiros no cenário internacional, especialmente das commodities agrícolas produzidas no Centro-Oeste e na região do MATOPIBA, formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a consolidação do Arco Norte representa uma transformação estrutural na logística nacional.
“O Arco Norte deixou de ser uma promessa para se tornar um eixo fundamental da competitividade brasileira. O Porto de Itaqui oferece eficiência operacional, reduz gargalos logísticos e amplia as alternativas de escoamento da produção nacional”, destacou.
Arco Norte ganha protagonismo no escoamento da safra brasileira
O Arco Norte reúne os estados do Maranhão, Pará, Amazonas, Amapá e Rondônia, formando uma das mais importantes fronteiras logísticas do país.
Nos últimos anos, a região tornou-se estratégica para o transporte da produção agrícola brasileira, especialmente diante do crescimento da safra de grãos no Centro-Oeste e da necessidade de diversificação das rotas de exportação.
Dentro desse cenário, o Porto de Itaqui se diferencia por suas condições naturais favoráveis. O complexo conta com profundidades que variam entre 12 e 26 metros, permitindo a atracação de embarcações de grande porte e aumentando a eficiência das operações de carga e descarga.
Além das características naturais, investimentos constantes em tecnologia, infraestrutura e sustentabilidade têm fortalecido a capacidade operacional do terminal.
Integração ferroviária amplia eficiência logística
Um dos principais diferenciais do Porto de Itaqui é sua integração multimodal, que conecta diferentes modais de transporte e garante maior previsibilidade ao fluxo de mercadorias.
O complexo está ligado diretamente a importantes corredores ferroviários do país, entre eles:
- Ferrovia Transnordestina (FTL), com mais de 4,2 mil quilômetros de extensão;
- Estrada de Ferro Carajás (EFC), fundamental para o transporte de minérios e celulose;
- Ferrovia Norte-Sul, considerada uma das principais conexões logísticas entre as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Norte do Brasil.
Essa estrutura permite maior eficiência no escoamento de grãos, minérios, celulose e outros produtos destinados ao mercado externo, além de facilitar a chegada de fertilizantes, combustíveis e insumos essenciais para o agronegócio.
Investimentos de R$ 1,3 bilhão garantem expansão até 2051
Para sustentar o crescimento das operações, o Ministério de Portos e Aeroportos e o Governo do Maranhão renovaram antecipadamente a concessão da gestão portuária pela Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP) até 2051.
A medida assegura um plano de investimentos de R$ 1,3 bilhão destinado à ampliação da infraestrutura e ao aumento da capacidade operacional do complexo.
Além disso, investimentos privados continuam sendo direcionados ao porto. Um dos destaques é o aporte de R$ 221,5 milhões previsto pela Vale para modernização do terminal de cobre até 2030, fortalecendo ainda mais a estrutura logística da região.
Porto movimenta economia e gera milhares de empregos
Além da relevância para a balança comercial brasileira, o Porto de Itaqui exerce papel fundamental no desenvolvimento econômico regional.
Sua cadeia produtiva envolve operadores logísticos, importadores, exportadores, transportadoras, fornecedores de insumos e distribuidoras de combustíveis, formando um amplo ecossistema de negócios.
A atividade portuária gera milhares de empregos diretos e indiretos, beneficiando trabalhadores portuários, prestadores de serviços e diversos segmentos da economia local.
As operações são acompanhadas por órgãos reguladores e fiscalizadores como Antaq, Receita Federal, Polícia Federal, Anvisa e Vigiagro, garantindo segurança, conformidade e eficiência ao fluxo de mercadorias.
Com localização estratégica, integração multimodal e um robusto plano de investimentos, o Porto de Itaqui se consolida como um dos principais pilares logísticos do agronegócio brasileiro e peça-chave para a expansão das exportações nacionais nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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