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FPA alerta para ajustes na tabela de frete diante da alta do diesel

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou nota oficial destacando a necessidade de revisão da tabela de frete, diante da alta do diesel, que pressiona diretamente os custos logísticos do setor agropecuário.

Tabela de frete atual não reflete a realidade do transporte

Segundo a FPA, o modelo adotado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não considera fatores essenciais, como:

  • Diferenças regionais;
  • Frete de retorno;
  • Diversidade de cargas;
  • Perfil da frota nacional.

Essas lacunas geram distorsões relevantes e custos logísticos artificiais, impactando especialmente setores de grande volume e margens estreitas.

Transparência e fiscalização são essenciais

A FPA defende maior clareza nos critérios da tabela de frete, especialmente nos sistemas eletrônicos atualmente utilizados, e reforça a necessidade de fiscalização constante, garantindo que os parâmetros estejam alinhados às condições reais de mercado.

Diesel e cenário internacional aumentam pressão sobre transporte

O custo do diesel, que representa uma das maiores parcelas do frete, sofre oscilações influenciadas pelo cenário internacional, especialmente no Oriente Médio. A FPA destaca a importância de uma política de transição energética mais previsível, capaz de reduzir a volatilidade e trazer estabilidade à cadeia logística.

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Revisão do percentual obrigatório de biodiesel é medida urgente

Como forma de equilibrar o custo logístico, a FPA defende medidas imediatas para revisão do percentual obrigatório de biodiesel (B17), garantindo maior previsibilidade e equilíbrio no custo do transporte rodoviário brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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