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Preço do suíno cai até 20% em janeiro e carne brasileira se destaca como a mais competitiva do mundo

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Mercado de suínos segue em queda pelo terceiro mês consecutivo

O setor suinícola brasileiro enfrenta um cenário de forte recuo nos preços desde o início do ano. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), as cotações do suíno vivo no mercado independente acumularam queda de até 20% nas últimas quatro semanas.

Pesquisadores apontam que a desvalorização tem pressionado produtores independentes, que agora vendem os animais a preços muito próximos — ou até inferiores — aos da produção integrada, modelo geralmente mais estável. Historicamente, os valores pagos no mercado independente costumam ser superiores, devido aos custos adicionais de produção arcados diretamente pelos criadores.

Competitividade internacional favorece a carne suína brasileira

Mesmo com o recuo interno, o Brasil vem se destacando no cenário global. Dados da UN Comtrade, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), analisados pelo Cepea, apontam que a carne suína brasileira foi a mais competitiva do mundo em 2025.

O preço médio das exportações brasileiras ficou em US$ 2,57 por quilo, valor inferior ao dos principais concorrentes globais. Os Estados Unidos e a União Europeia, que ocupam o primeiro e o segundo lugar entre os maiores exportadores, registraram preço médio de US$ 3,18/kg cada.

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Brasil consolida posição entre os maiores exportadores

Atualmente, o país ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de exportações de carne suína, atrás apenas dos EUA e da UE. A competitividade brasileira é impulsionada pelo custo de produção mais baixo, aliado à alta qualidade do produto, fatores que fortalecem o desempenho do setor no comércio exterior.

Com o cenário atual, especialistas destacam que, apesar da queda nas cotações internas, a competitividade externa pode sustentar o ritmo das exportações e amenizar os impactos negativos sobre o produtor nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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