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Preço do tomate cai em Caxias do Sul, mas estufas garantem colheita até o inverno

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Tomate registra queda de preço na região de Caxias do Sul

O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar apontou redução no preço do tomate na região administrativa de Caxias do Sul. Segundo o levantamento, o valor do quilo na Ceasa/Serra passou de R$ 5,00 para R$ 4,80, refletindo uma leve desvalorização do produto nas últimas semanas.

De acordo com a Emater, o recuo está relacionado tanto à maior oferta do produto — impulsionada pela colheita em áreas de menor altitude — quanto às condições climáticas que afetam o manejo agrícola.

Chuvas prejudicam manejo e tratamentos fitossanitários

O relatório destacou que as chuvas frequentes na região têm dificultado a aplicação de defensivos e tratamentos fitossanitários, essenciais para o controle de pragas e doenças. Essa limitação vem afetando o desenvolvimento das lavouras e exigindo maior atenção dos produtores com o calendário de colheita.

Segundo o documento, a colheita já está em andamento em áreas mais baixas, como Vila Cristina, distrito de Caxias do Sul, onde as condições de relevo favorecem o amadurecimento antecipado dos frutos.

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Plantio segue concentrado entre outubro e novembro

A Emater informa que a maior parte das áreas de tomate deve ser transplantada entre outubro e novembro, com colheita prevista para o início de 2026. O cronograma segue o padrão da produção regional, que busca ajustar o ciclo da cultura às variações climáticas típicas da Serra Gaúcha.

Estufas garantem produção prolongada até o inverno

Um dos pontos positivos destacados pela Emater é o uso crescente de estufas, que tem permitido aos agricultores estender o ciclo produtivo do tomate. Segundo o informativo, muitos produtores têm realizado o plantio em janeiro para manter a colheita até o início do inverno, garantindo o abastecimento contínuo do mercado e melhor aproveitamento das estruturas de cultivo protegido.

O sistema de estufas tem se mostrado uma alternativa eficiente para reduzir perdas causadas pelo clima, além de possibilitar melhor controle das condições de crescimento e maior estabilidade na oferta do produto durante o ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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