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Preços do café disparam com temores sobre oferta global e tarifas dos EUA, enquanto produtores brasileiros ampliam poder de compra de fertilizantes

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O mercado global de café mantém a trajetória de alta nesta semana, refletindo a combinação de preocupações com o clima nas principais regiões produtoras e incertezas sobre novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato do café arábica para dezembro de 2025 é negociado a 420,15 cents por libra-peso, com avanço de 1,60%, enquanto o contrato para março de 2026 opera a 397,30 cents, e o de maio de 2026, a 380,50 cents.

Em Londres, o café robusta também apresenta valorização expressiva. O contrato de novembro de 2025 é cotado a US$ 4.693 por tonelada (+1,58%), o de janeiro de 2026 a US$ 4.645 (+1,55%) e o de março de 2026 a US$ 4.580 (+1,57%), segundo dados do mercado internacional.

Tarifas americanas e queda dos estoques reforçam temores no setor

As recentes tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro reduziram significativamente os estoques monitorados pela ICE (Intercontinental Exchange), que atingiram em outubro a mínima de 19 meses, com 467.110 sacas de arábica. O volume de robusta também caiu para o menor nível em três meses, totalizando 6.152 lotes.

A escassez tem levado compradores americanos a cancelar contratos de importação de grãos do Brasil, restringindo a oferta no mercado interno dos EUA, que depende do país para cerca de um terço do café não torrado consumido. A situação pode se agravar com a expectativa de que Donald Trump anuncie novas tarifas sobre a Colômbia, segundo maior produtor mundial de arábica, o que deve gerar ainda mais volatilidade nos preços internacionais.

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Mercado reage à redução da oferta global

Na terça-feira (21), as cotações já haviam registrado fortes altas nas bolsas internacionais. Em Nova Iorque, o contrato de dezembro/25 avançou 750 pontos (+1,81%), encerrando a 413,55 cents/libra. O março/26 subiu 795 pontos (+2,03%), para 391,25 cents/libra, enquanto o maio/26 fechou com valorização de 800 pontos (+2,13%), a 375,60 cents/libra.

Na Bolsa de Londres, o contrato novembro/25 encerrou o pregão em US$ 4.620 por tonelada, com alta de 2,25%, e os vencimentos seguintes acompanharam o movimento, refletindo o temor de escassez de oferta global e a redução dos estoques em um cenário de tensões comerciais crescentes.

Chuvas irregulares no Brasil trazem incertezas para a florada

No cenário doméstico, as chuvas de primavera seguem irregulares nas principais regiões cafeeiras, o que aumenta as preocupações com o pegamento da florada — etapa crucial para a definição da produtividade da próxima safra. A instabilidade climática e a incerteza política internacional têm levado os produtores a adotarem uma postura mais cautelosa nas negociações.

De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a retomada das chuvas é fundamental para garantir o bom desenvolvimento das lavouras e a adubação adequada visando à safra 2025/26.

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Alta nas cotações melhora poder de compra do produtor

Apesar do cenário de incertezas, o poder de compra dos cafeicultores brasileiros melhorou significativamente em 2025. Com o arábica sendo negociado em torno de R$ 2.200 por saca de 60 kg e o robusta acima de R$ 1.350/sc, os produtores têm maior capacidade de investimento na lavoura, especialmente na aquisição de fertilizantes.

O levantamento do Cepea indica que, em outubro, produtores paulistas precisaram de apenas 1,16 saca de arábica tipo 6 para adquirir uma tonelada do adubo formulado 20-00-20. O índice representa uma melhora expressiva frente a 1,44 saca em outubro de 2024 e à média histórica de 2,6 sacas, registrada desde 2011. Esse cenário reforça a rentabilidade da cultura e o potencial de recuperação dos cafezais com o retorno das chuvas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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