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Preços do Etanol Caem Mais de 3% em São Paulo com Demanda Enfraquecida, Aponta Cepea

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Mercado do etanol encerra fevereiro em baixa

Os preços do etanol no mercado spot paulista registraram queda superior a 3% na última semana de fevereiro, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A desvalorização atinge tanto o etanol hidratado quanto o anidro e reflete a combinação de demanda enfraquecida e ritmo reduzido de negociações entre distribuidores e usinas.

Mesmo com leve recuperação na procura nos últimos dias do período, os valores seguiram em retração diária, sem força suficiente para reverter a tendência negativa observada ao longo da semana.

Demanda lenta e participação restrita das usinas

Pesquisadores do Cepea apontam que as vendas permaneceram limitadas, com baixa presença das usinas no mercado. O cenário foi marcado pela cautela dos agentes e pelo baixo volume de negócios. Segundo o centro de estudos, o setor mantém postura de observação, aguardando o início do novo ciclo produtivo, que deve trazer um mix mais alcooleiro, com maior direcionamento da cana-de-açúcar para a fabricação de etanol.

Indicadores do Cepea confirmam retração nos preços

Entre os dias 23 e 27 de fevereiro, o Indicador CEPEA/ESALQ para o etanol hidratado em São Paulo foi de R$ 2,8462 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), representando queda de 3,33% em relação à semana anterior.

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No caso do etanol anidro, utilizado na mistura com a gasolina, a cotação média foi de R$ 3,2256 por litro (valor líquido de impostos, sem PIS/Cofins), o que representa recuo de 3,84% no mesmo comparativo.

Expectativas para a nova safra e impactos no setor

O mercado do etanol entra em março em compasso de espera, com atenção voltada à retomada da moagem de cana-de-açúcar e ao comportamento da demanda nos próximos meses. A expectativa é de que o aumento da oferta na nova safra possa influenciar a formação de preços e o nível de competitividade do biocombustível frente à gasolina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de milho para silagem recua no Rio Grande do Sul após impactos climáticos na safra 2025/26

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A safra de milho destinada à produção de silagem no Rio Grande do Sul encerra o ciclo 2025/26 com redução na produtividade e no volume colhido. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a colheita já ultrapassa 99% da área cultivada no estado, consolidando um cenário marcado pelos impactos das adversidades climáticas ao longo da temporada.

De acordo com a entidade, as geadas registradas durante o ciclo produtivo comprometeram parte das lavouras implantadas mais tardiamente. Muitas dessas áreas, inicialmente planejadas para a produção de grãos, foram redirecionadas para a ensilagem diante da perda de potencial produtivo e da inviabilidade de completar adequadamente o ciclo para colheita de grãos.

Geadas alteraram o destino das lavouras

A mudança de estratégia permitiu aos produtores aproveitar a biomassa disponível e reduzir parte dos prejuízos causados pelas baixas temperaturas.

Segundo a Emater/RS-Ascar, o redirecionamento das áreas para a produção de silagem foi uma alternativa para preservar valor econômico das lavouras afetadas, garantindo o abastecimento de alimento para os rebanhos e minimizando perdas na atividade pecuária.

Produtividade fica abaixo da estimativa inicial

A produtividade média estadual foi revisada para 36.878 quilos por hectare, resultado que representa queda de 3,8% em relação à projeção inicial de 38.338 quilos por hectare, divulgada no período de plantio.

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O desempenho reflete os efeitos das condições climáticas adversas registradas ao longo da safra, que impactaram diretamente o desenvolvimento das plantas e o potencial produtivo das lavouras.

Área cultivada também apresenta redução

A área efetivamente cultivada com milho para silagem no Rio Grande do Sul totalizou 349.085 hectares, segundo dados do IBGE.

O número representa retração de 2% em comparação à safra 2024/25, quando foram cultivados 356.300 hectares.

A redução da área, somada à menor produtividade observada durante o ciclo, contribuiu para a diminuição do volume final produzido no estado.

Produção estadual recua em relação à safra anterior

Com os ajustes realizados ao longo do acompanhamento da safra, a produção gaúcha de milho para silagem foi estimada em 12,87 milhões de toneladas.

O resultado é 0,7% inferior ao registrado na temporada anterior, quando a colheita alcançou 12,96 milhões de toneladas.

Na comparação com a previsão inicial para a safra 2025/26, que indicava potencial de 14,03 milhões de toneladas, a redução chega a 8,3%.

Clima foi principal fator de impacto

A revisão das estimativas confirma que os eventos climáticos tiveram influência decisiva sobre o desempenho da cultura no estado. Além das geadas, as oscilações climáticas observadas ao longo do ciclo limitaram o rendimento das lavouras e reduziram o potencial produtivo inicialmente projetado.

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Mesmo diante dos desafios, a rápida adaptação dos produtores permitiu o aproveitamento de parte das áreas afetadas, garantindo oferta de silagem para a pecuária gaúcha e reduzindo os impactos econômicos da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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