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Produção de Carne Suína Cresce e Destaca a Importância da Saúde Intestinal do Plantel

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A produção de carne suína no Brasil projeta um cenário positivo, com estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicando que o volume deve ultrapassar 5,4 milhões de toneladas em 2025. Esse crescimento é impulsionado pela abertura de novos mercados, consolidação de exportações e estabilidade do consumo interno. Estudos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos reforçam a tendência, prevendo um aumento de 2,2% na produção nacional em relação a 2024.

Saúde e Integridade Intestinal: Pilar do Crescimento Sustentável

Thais Vieira, médica-veterinária e gerente de marketing de Monogástricos da Elanco, destaca que a saúde intestinal do plantel é um fator determinante para a rentabilidade e bem-estar dos suínos. “Investir em sanidade e integridade intestinal não é apenas uma prática técnica, mas um diferencial competitivo e essencial para o crescimento sustentável e acesso a mercados de alto valor”, afirma.

Manejo Estratégico e Protocolos Robustos

Para Cristina Ferrari, gerente técnica de Suinocultura da Elanco, um manejo eficiente é construído por protocolos complementares que fortalecem a imunidade e a integridade intestinal, reduzindo riscos de infecções e otimizando a absorção de nutrientes. “Nosso portfólio acompanha todas as etapas da vida do suíno, garantindo ciência, tecnologia e bem-estar desde o nascimento até o final do ciclo produtivo”, explica.

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Novas Soluções da Elanco para Suinocultura

A Elanco expandiu recentemente seu portfólio com dois lançamentos estratégicos:

  • Proteck™: aditivo mineral bioativo que melhora a viabilidade das fêmeas e a performance dos leitões, modulando a microbiota intestinal.
  • SuiShot Circo-ONE™: vacina de vírus inteiro para o controle eficaz do circovírus suíno tipo 2.

Esses produtos se somam a soluções já consolidadas da empresa, como:

  • Baycox™ 5% – líder no controle da coccidiose no Brasil e no mundo.
  • Hemicell™ HT – enzima B-mananse que preserva energia e protege a integridade intestinal.
  • Protexin™ Concentrate – aditivo probiótico que equilibra a microbiota intestinal.
  • Coliprotec™ F4/F18 – vacina inovadora contra a diarreia pós-desmame causada por Escherichia coli enterotoxigênica (ETEC).
Bem-Estar Animal como Diferencial Competitivo

Thais Vieira reforça que a certificação em bem-estar animal pela Fair Food confirma o compromisso da Elanco com processos que respeitam os preceitos universais de cuidado animal. “O bem-estar impacta diretamente a resiliência, produtividade e competitividade do negócio”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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