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Magistradas participam de ações pelo enfrentamento à violência contra a mulher

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Durante o mês de agosto, o Poder Judiciário do Estado do Acre também intensificou as ações de enfrentamento à violência doméstica e familiar

A semana começou com a participação de magistradas do Poder Judiciário do Acre em diferentes ações promovidas por instituições parceiras em alusão aos 20 anos da Lei Maria da Penha. Convidadas para contribuir com os debates e atividades, as representantes do Judiciário reforçaram a importância da informação, da prevenção e da atuação integrada no enfrentamento à violência doméstica e familiar. As iniciativas também evidenciam o papel do Judiciário acreano como integrante da rede de proteção às mulheres, fortalecendo o diálogo e a articulação com outros órgãos e instituições que atuam na garantia de direitos e na construção de caminhos para romper o ciclo da violência.

Em Cruzeiro do Sul, essa atuação conjunta ganhou destaque durante a programação do Agosto Lilás, campanha de conscientização e mobilização pelo fim da violência contra as mulheres. A titular da Vara de Proteção à Mulher e de Execuções Penais da Comarca de Cruzeiro do Sul, juíza de Direito Marilene Zhu, participou de atividade promovida pelo ente municipal, contribuindo para ampliar o debate sobre prevenção, proteção e enfrentamento à violência doméstica e familiar.

Ela apresentou um panorama das duas décadas da Lei Maria da Penha e destacou a importância da informação para prevenir a violência e garantir que as vítimas tenham acesso à proteção. Durante a palestra, a magistrada ressaltou que a legislação trouxe avanços importantes ao reconhecer diferentes formas de violência contra a mulher, como a psicológica, moral e patrimonial, além da violência física.

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“Ao dialogar diretamente com a comunidade, esclarecemos direitos, orientamos sobre os caminhos para mulheres buscarem proteção e destacamos que o enfrentamento à violência começa também pela prevenção e pela conscientização. A atuação da Vara de Proteção à Mulher envolve não apenas a análise e decisão de processos, mas também iniciativas que aproximam o Judiciário da população e fortalecem a prevenção da violência”, enfatizou.

Outras ações

Durante o mês de agosto, o Poder Judiciário do Estado do Acre também intensificou as ações de enfrentamento à violência doméstica e familiar por meio da 33ª Semana da Justiça pela Paz em Casa e de iniciativas relacionadas ao Agosto Lilás. As atividades fazem parte do planejamento institucional da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv), que prevê ações de prevenção, educação e articulação da rede de proteção.

Em Rio Branco, por exemplo, a vice-coordenadora Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (COSIV), Evelin Bueno, participou do lançamento da ferramenta SIMULHER, realizado na Secretaria de Estado da Mulher. A ferramenta representa uma importante iniciativa para o fortalecimento das políticas de proteção e enfrentamento à violência contra a mulher, contribuindo para o aprimoramento do atendimento, da articulação da rede e do acesso às informações e aos serviços destinados às mulheres em situação de violência.

“Para o Poder Judiciário, combater a violência doméstica significa atuar em diferentes frentes: garantir o acesso à Justiça, assegurar medidas de proteção, responsabilizar agressores e, principalmente, contribuir para que a sociedade reconheça os diferentes tipos de violência e saiba como agir diante deles. O trabalho integrado entre os órgãos do Sistema de Justiça é fundamental para toda uma assistência eficaz”, ressaltou.

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A diretora do Foro da Comarca de Rio Branco, juíza de Direito Luana Campos, também foi outra representante do Poder Judiciário do Acre nas ações referentes ao Agosto Lilás nos órgãos representativos da Rede de Proteção à Mulher. Na Defensoria Pública do Acre, nesta segunda-feira, ela acompanhou a inauguração da Sala Lilás, que permite que o primeiro contato com a Defensoria aconteça em um ambiente reservado. A proposta é que a mulher encontre, em um só espaço, orientação jurídica e atendimento especializado, com o suporte de uma equipe preparada para acolher diferentes necessidades.

“A participação do Poder Judiciário acreano em ações promovidas pelos demais órgãos demonstra ainda a importância do trabalho integrado entre Judiciário, Executivo, Ministério Público, Defensoria Pública, órgãos de segurança e demais integrantes da rede de proteção. Estamos unidos na prevenção da violência, na proteção das mulheres e na construção de uma sociedade em que o respeito e a dignidade sejam princípios presentes dentro e fora de casa”, concluiu.

*Fotos cedidas e fotos da DPE/AC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Presidente do TJAC defende uso responsável da inteligência artificial no Poder Judiciário em congresso jurídico

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Desembargador-presidente destacou a necessidade de preservar a atuação humana e manter o jurisdicionado no centro das decisões

O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, afirmou que é necessário ter cautela no uso da inteligência artificial (IA), especialmente no Poder Judiciário. A declaração ocorreu nesta terça-feira, 6, durante o painel “Os próximos passos da Justiça 20 anos após a Lei 11.419: o legado do Processo Eletrônico e a chegada da Inteligência Artificial”, no 10º Congresso de Tecnologia, Inovação e Direito para o Ecossistema da Justiça (Expojud), em Brasília.

“Não podemos deixar sempre que as agentes de IA façam tudo. É preciso termos algumas barreiras, para que o humano prevaleça”, declarou. O chefe do Judiciário acreano defendeu que a introdução de tecnologias na rotina judicial seja feita concomitantemente a uma mudança na cultura organizacional dos tribunais, para que “não se perca de vista o jurisdicionado”.

A fala do desembargador-presidente está alinhada aos recentes entendimentos sobre o tema, uma vez que se percebe cada vez mais a presença da IA no dia a dia, principalmente nos ambientes de trabalho, onde ela tem sido empregada em atividades ordinárias. Nesse sentido, o Poder Judiciário não seria indiferente a essa solução, que permite tornar o sistema jurídico mais eficiente.

Ele também falou da necessidade de órgãos públicos e empresas estarem alinhados aos interesses da sociedade. “Falo isso porque quando você, em qualquer organização, seja pública ou privada, começa a decidir os projetos institucionais a partir do seu cliente ou da pessoa que recebe um produto ou serviço, você consegue definir melhor e com mais segurança aquilo que você tem que pregar”, pontuou.

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Para o presidente do TJAC, é necessário que haja uma reflexão sobre o atual fluxo de trabalho no Poder Judiciário. “O que me parece é que muitos procedimentos não são pensados no cliente. A própria lei do processo civil, o processo penal não é pensada nisso. No pretexto de garantir o devido processo legal, mas que conta com inúmeras rotinas ou procedimentos que só serviriam para o tempo do papel e não o atual”, disse.

Segundo o desembargador, esse dilema acerca do uso da IA na rotina judicial lembra muito a época de transição dos processos físicos para os digitais, que foi exitosa. Laudivon considera que o real desafio agora é mudar o modo de agir e pensar sobre essas novas ferramentas, tornando-as instrumentos para que sejam garantidos os direitos de cidadãs e cidadãos.

Superada essa desconfiança com a IA, o presidente do TJAC acredita que será possível “entregar com segurança, dentro dos princípios funcionais, o devido processo legal, as garantias constitucionais, o contraditório, também defesa e a razoável duração do processo”, manifestou. Ele completou que, se bem empregada, essa tecnologia impede que o processo “seja demasiadamente demorado ou pesado”, concluiu.

O painel sobre a chegada da IA ao processo legal contou ainda com a participação do presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Alexandre Miguel, e do presidente eleito do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), Pedro Nelson. A atividade teve a mediação do superintendente de Tecnologia da Informação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), André Praça.

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TJAC é destaque na aplicação de IA

Conforme o pronunciamento do presidente, o TJAC tem avançado na aplicação da IA em sua rotina e conseguido bons resultados. Tudo isso sem deixar de lado a necessária revisão, a segurança jurídica e a proteção de dados sensíveis, conforme estabelecem normativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Lei Geral de Proteção de Dados (nº 13.709/2018).

Exemplo disso é a Assistente Digital Avançada (ADA), inteligência artificial desenvolvida pelo próprio Tribunal para apoiar magistradas e magistrados na prestação do serviço jurisdicional. A tecnologia foi apresentada na última edição da Expojud. Desta vez, está exposta a Humanize IA, solução que permite julgamentos mais qualificados e alinhados a parâmetros internacionais de direitos humanos.

O Judiciário acreano traz ainda o programa de Assistência à Saúde Mental, que concilia tecnologia e bem-estar; o projeto Magistrado Gestor, voltado à formação de juízas e juízes para assumirem cargos de liderança e administração dentro da gestão judiciária; e o Plantando o Futuro, iniciativa que prevê o plantio de 15 mil árvores em áreas degradadas de todo o Acre.

A Expojud ocorre até quinta-feira, 8, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), localizado no Trecho 2, Conjunto 63, Lote 50, Asa Sul, em Brasília. O evento é considerado o maior congresso do sistema jurídico do país e reúne advogados, membros e servidores do Judiciário, além de profissionais das áreas de Tecnologia, Inovação, Comunicação, Gestão e Recursos Humanos.

Fotos: William Azevedo/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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