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ExpoJUD 2025: TJAC apresenta projetos inovadores no maior congresso do setor jurídico
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Evento reúne autoridades e servidores de tribunais de todo o país e tem como objetivo apresentar soluções tecnológicas aplicáveis ao Judiciário, discutir boas práticas de gestão e promover maior eficiência administrativa
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participa da Congresso Internacional de Tecnologia e Direito para o Ecossistema de Justiça e Órgãos de Controle (Expojud 2025). O evento, que teve início nesta terça-feira, 14, acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília (DF), e segue até quinta-feira, 16.
Durante o congresso, o TJAC expõe quatro serviços de destaques idealizados pela própria Justiça acreana, que refletem o compromisso do Judiciário do Acre com a modernização, a inclusão social e o cuidado com as pessoas.
O juiz auxiliar da Presidência, Giordane Dourado, enfatiza sobre a oportunidade de cada tribunal de mostrar seus serviços inovadores.
“A importância é que cada tribunal tenha a oportunidade de mostrar o que tem de melhor e mais avançado em tecnologia e inovação. Claro, tudo voltado a uma melhor prestação jurisdicional para que o jurisdicionado, o povo, tenha uma boa prestação de serviço. Por isso é muito importante que os tribunais se comuniquem, conversem entre si e compartilhem essas experiências, se ajudando mutuamente”, disse.





Um dos principais destaques é a Assistente Digital Ampliada (ADA), uma inteligência artificial generativa desenvolvida internamente pela equipe do tribunal, que tem transformado a experiência de atendimento ao cidadão e o suporte às atividades internas com tecnologia de ponta e respostas mais ágeis e eficientes.
A equipe do Poder Judiciário acreano apresentou ainda seu Programa de Assistência à Saúde Mental, que tem como uma de suas principais ações o Projeto Equilibra, desenvolvido em parceria com a empresa J.Ex, com foco no bem-estar emocional dos servidores e servidoras, fortalecendo o entendimento de que cuidar das pessoas é essencial para a qualidade da prestação jurisdicional.
Também é destaque na Expojud a Cidade da Justiça, um complexo moderno que concentra todas as unidades judiciárias de Rio Branco, com foco na otimização dos atendimentos, na melhoria das condições de trabalho e na facilitação do acesso da população aos serviços do Judiciário.
Dentro da Cidade da Justiça, o Portal de Acolhimento representa uma inovação fundamental ao ser a porta de entrada para o cidadão, oferecendo acolhimento humanizado e encaminhamento célere, com ferramentas que aproximam ainda mais a Justiça da sociedade.
Participando do evento e apresentando os projetos, o secretário-geral José Carlos Martins ressaltou que, “participar da Expojud 2025 é uma oportunidade de reafirmar o compromisso do Tribunal de Justiça do Acre com a inovação e com o futuro do Judiciário brasileiro. O que apresentamos na Expojud é fruto de um trabalho coletivo, guiado por uma gestão que acredita que modernizar é, acima de tudo, aproximar o cidadão dos serviços públicos, com eficiência, empatia e responsabilidade social”.
Projeto Cidadão do TJAC em realidade virtual
Outro serviço apresentado é o Projeto Cidadão, que assegura o acesso gratuito à documentação básica e a serviços públicos essenciais para a população de baixa renda, de forma descentralizada e inclusiva, reforçando o papel social da Justiça na promoção da cidadania.
A grande novidade este ano é a imersão em realidade virtual. Além de fotos e vídeos, os participantes têm a oportunidade de utilizar óculos de realidade virtual para “entrar” no coração da Amazônia acreana. A experiência simula as ações do Projeto Cidadão em comunidades indígenas, aldeias e regiões ribeirinhas. Com os óculos, é possível sentir-se dentro de uma canoa nos rios do Acre, acompanhar o atendimento a famílias que vivem em locais de difícil acesso e perceber, com mais profundidade, o impacto social do projeto.


Sarah Araújo, da empresa NTT Data, foi uma das visitantes do stand e que conheceu o serviço por meio da tecnologia. Para ela, a sensação de estar virtualmente presente nas comunidades foi marcante. “Foi emocionante. Ver de perto, ainda que virtualmente, a realidade dos ribeirinhos, das aldeias, entender como o Projeto chega até eles. É uma experiência que transforma”, disse.
A programação do Expojud inclui cinco palcos simultâneos, salas temáticas, mais de 25 treinamentos técnicos com certificação, experiências imersivas e ações práticas de aprendizagem.








Para o evento também foi criado um site com informações sobre os projetos. Veja aqui: https://paginas.tjac.jus.br/expojud-tjac/
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Mãe que agrediu filha após flagrá-la em caixa d’água é condenada por maus-tratos
Câmara Criminal entendeu que castigo físico extrapolou os limites do exercício do poder familiar
Mãe que submeteu a filha a castigo físico excessivo após flagrá-la tomando banho dentro de uma caixa d’água foi condenada a dois meses e 20 dias de detenção, em regime inicial aberto, pelo crime de maus-tratos. A decisão é da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). O colegiado entendeu que a mulher abusou dos meios de correção.
Conforme os autos, o caso aconteceu em fevereiro de 2024, no município de Bujari. Foram constatadas diversas marcas de agressão espalhadas pelo corpo da menina. Ela apresentava hematomas na coxa direita, no cotovelo, na região das escápulas e no pé direito, além de escoriações no abdômen.
Em primeira instância, a mãe da vítima foi condenada pelo crime de lesão corporal praticada contra descendente em contexto de violência doméstica. Inconformada, recorreu da sentença. Pediu a absolvição, sob o argumento de que não havia agido com a intenção de ferir a filha, mas de discipliná-la.
Ao analisar o caso, o relator, desembargador Francisco Djalma, concluiu que a conduta da mãe extrapolou os limites admissíveis do exercício do poder familiar. Por esse motivo, negou o pedido de absolvição formulado pela defesa. Entretanto, ele também deduziu que o caso não configurava o crime de lesão corporal praticada contra descendente.
“Embora o emprego de violência física seja absolutamente reprovável e incompatível com o regular exercício do poder familiar, as circunstâncias do caso não evidenciam que a apelante tenha atuado com dolo autônomo de ofender a integridade física da filha, mas sim que abusou dos meios de correção”, afirmou em seu voto.
O entendimento foi acompanhado pelos demais desembargadores. Assim, a Câmara reformou a sentença de primeiro grau para desclassificar a conduta para o crime de maus-tratos e redimensionar a pena da mulher para dois meses e 20 dias de detenção. O acórdão está disponível na edição n.º 8.065 do Diário da Justiça (p. 11), publicada nesta terça-feira, 28 de julho.
Apelação Criminal nº 0700141-70.2025.8.01.0010

Imagem gerada por IA
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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