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Soja mantém estabilidade no Brasil enquanto preços avançam em Chicago com foco no clima dos EUA

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O mercado brasileiro de soja apresentou estabilidade nas principais praças produtoras nesta quinta-feira (17), segundo informações da TF Agroeconômica. No Rio Grande do Sul, os preços se mantiveram praticamente inalterados, com o valor no porto fixado em R$ 135,00/saca para entrega em outubro. No interior do estado, as cotações giraram em torno de R$ 130,00/saca nas praças de Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz.

Em Panambi, o preço caiu para R$ 120,00/saca, refletindo menor ritmo de negócios na região.

Em Santa Catarina, o mercado seguiu sem grandes movimentações, com os preços locais acompanhando o comportamento dos estados vizinhos. No porto de São Francisco do Sul, a saca de soja foi cotada a R$ 138,11, representando uma leve alta de 0,67%.

Estabilidade domina o mercado paranaense

No Paraná, a comercialização da oleaginosa segue marcada pela estabilidade, sustentada por uma confiança estrutural do setor.

De acordo com a TF Agroeconômica, em Paranaguá a saca foi negociada a R$ 139,66 (-0,38%), enquanto em Cascavel o preço ficou em R$ 128,50 (-0,17%) e em Maringá a R$ 128,46 (-0,49%). Já em Ponta Grossa, houve leve alta de 0,79%, com a saca chegando a R$ 130,11. No balcão, o preço local foi de R$ 120,00/saca.

No Mato Grosso do Sul, a estabilidade também prevaleceu, indicando cautela por parte de produtores e compradores. Em Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia, a saca foi cotada em R$ 124,41 (+0,79%), enquanto Chapadão do Sul registrou R$ 120,70 (+0,24%).

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Mato Grosso mostra variação regional e influência do clima

No Mato Grosso, as oscilações regionais refletiram o impacto do clima e o avanço do plantio. Em Campo Verde, Rondonópolis e Primavera do Leste, os preços ficaram em R$ 121,69/saca (+0,11%), enquanto em Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sorriso, houve recuo de 0,77%, com a saca cotada a R$ 119,26.

Segundo analistas, fatores como a velocidade de implantação das lavouras e a demanda de indústrias e tradings têm influenciado o comportamento do mercado, que segue atento à instabilidade hídrica e logística.

Preços da soja sobem em Chicago com preocupações climáticas nos EUA

No cenário internacional, os contratos futuros da soja abriram a sexta-feira (17) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), sustentados por compras técnicas e pela preocupação com o clima seco nas regiões produtoras dos Estados Unidos.

Por volta das 8h23 (horário de Brasília), o contrato janeiro/26 era negociado a US$ 10,31/bushel (+3 pontos), enquanto março/26 valia US$ 10,47 (+3,25 pontos) e maio/26 era cotado a US$ 10,61 (+3 pontos).

De acordo com o site Successful Farming, o tempo seco do mês anterior pode ter reduzido a produtividade esperada em diversos estados do Meio-Oeste americano. Estima-se que 38% da região produtora, que inclui Iowa e Illinois, ainda enfrente condições de seca, conforme o Monitor de Secas dos EUA.

Demanda interna dos EUA impulsiona alta na quinta-feira

Na véspera, quinta-feira (16), os preços da soja encerraram o pregão em alta na Bolsa de Chicago, refletindo a forte demanda doméstica nos Estados Unidos e incertezas sobre as relações comerciais com a China.

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O contrato novembro/25 subiu 0,42%, a US$ 1.010,75/bushel, enquanto o janeiro/26 avançou 0,41%, para US$ 1.028,50/bushel. Entre os derivados, o farelo de soja (dezembro) registrou valorização de 0,36%, a US$ 276,90/ton curta, e o óleo de soja subiu 0,14%, a US$ 50,87/libra-peso.

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado foi impulsionado por dados positivos de moagem e pelo ritmo acelerado de processamento doméstico. Apesar do bom desempenho, investidores ainda observam com cautela as tensões entre Washington e Pequim, após especulações sobre uma possível suspensão da compra de óleo de cozinha chinês pelos EUA.

Especialistas avaliam, contudo, que o impacto dessa medida seria limitado, já que em 2024 as vendas chinesas de óleo de cozinha para os Estados Unidos somaram US$ 1,2 bilhão, enquanto as exportações de soja americana para a China alcançaram US$ 12,6 bilhões, segundo a Bloomberg.

Perspectivas para o curto prazo

A consultoria destaca que importadores chineses podem reduzir o ritmo de compras na América do Sul devido aos altos custos logísticos e portuários, preferindo manter estoques mínimos até a chegada da nova safra brasileira.

Diante desse cenário, o mercado global de soja permanece atento aos desdobramentos climáticos e comerciais que poderão influenciar os preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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