RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Produção de morango tem oscilações no Rio Grande do Sul, aponta Emater/RS-Ascar

Publicados

AGRONEGÓCIO

Produção de morango varia entre as regiões gaúchas

A produção de morango no Rio Grande do Sul apresenta comportamentos distintos entre as regiões produtoras, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (15). As diferenças envolvem variações na produtividade, presença de pragas e valores de comercialização, com destaque para oscilações em Caxias do Sul, Lajeado, Pelotas e Santa Maria.

Caxias do Sul mantém boa produtividade, mas com recuo na colheita

Na região administrativa de Caxias do Sul, especialmente em Nova Petrópolis, o volume colhido recuou em relação à semana anterior, embora permaneça em nível elevado. A redução das temperaturas favoreceu o cultivo, estimulando a floração e a frutificação das plantas, além de proporcionar ótima atividade de insetos polinizadores, como as abelhas.

Em Gramado, houve registro de mosca-das-frutas em algumas lavouras, mas o controle tem sido eficaz por meio de retirada de frutos maduros, uso de armadilhas e manejo químico. Parte dos produtores iniciou reformas e construção de novas estufas, se preparando para o próximo ciclo de plantio.

Leia Também:  Brasil deve importar 7,3 milhões de toneladas de trigo na safra 2025/26, aponta USDA

Os preços pagos aos produtores permanecem estáveis, variando conforme o canal de venda e o tipo de embalagem.

Lajeado encerra colheita com queda no tamanho dos frutos

Na região de Lajeado, especialmente no município de Feliz, a colheita está em fase final. A Emater/RS-Ascar aponta redução no calibre dos frutos, comportamento considerado normal para o período.

Produtores que cultivam em solo estão finalizando as colheitas, enquanto aqueles com sistemas em bancadas elevadas mantêm a produção por mais tempo.

Com as altas temperaturas, a produtividade tem caído gradualmente.

Os preços variam entre R$ 20 e R$ 25 por quilo, conforme o local e a qualidade do produto.

Pelotas enfrenta forte incidência de pragas e queda na produção

Na região de Pelotas, a produção de morango segue em queda, afetada por forte ataque de pragas, principalmente mosca-das-frutas, mosca-da-asa-manchada (Drosophila suzukii) e tripes.

Essas ocorrências têm prejudicado o desempenho das lavouras e reduzido a oferta do produto.

Os preços de comercialização variam entre os municípios, refletindo diferenças de oferta e demanda locais.

Leia Também:  Arco apresenta avanços do Fundovinos em carne, lã e sanidade ovina no RS
Santa Maria mantém níveis produtivos estáveis

Em Santa Maria, a colheita das cultivares de dias neutros continua, com condições climáticas e de manejo favoráveis à manutenção da produtividade.

O boletim ressalta, no entanto, grande variação nos preços praticados em Agudo, influenciada pelo canal de comercialização e pelo ponto de venda.

Os valores mais altos são observados em estabelecimentos próximos à BR-287, onde há maior fluxo de consumidores e escoamento mais rápido da produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

Publicados

em

Por

O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

Leia Também:  Dia dos Namorados impulsiona mercado de flores e deve elevar vendas em até 7% no Brasil

Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

Leia Também:  Percevejo-marrom pode reduzir até 30% da produtividade da soja, alertam especialistas

Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA