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Produção de tomate avança no RS e mantém preços estáveis, aponta Emater/RS-Ascar

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Tomate mantém bom ritmo de produção no Rio Grande do Sul

A produção de tomate segue em bom desempenho no Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar. O levantamento mostra que o cultivo tem avançado em diversos municípios, com destaque para o equilíbrio entre qualidade dos frutos e estabilidade de preços.

Na região administrativa de Lajeado, especialmente no município de Vale Real, a produção ocorre tanto em estufas quanto a campo. As temperaturas amenas dos últimos meses, no entanto, retardaram o desenvolvimento das plantas e atrasaram o início da colheita. Mesmo assim, as lavouras apresentam boas condições sanitárias, garantindo frutos de qualidade.

Preços seguem estáveis no atacado e no varejo

O informativo da Emater/RS-Ascar destaca que os preços do tomate se mantêm estáveis nas principais praças comerciais do estado.

A caixa de 20 quilos é comercializada entre R$ 40 e R$ 50 na Ceasa, enquanto no comércio local o valor varia entre R$ 25 e R$ 30. Essa estabilidade reflete o bom equilíbrio entre oferta e demanda, favorecido pela qualidade dos frutos colhidos e pelo avanço gradual da colheita.

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Tomate cereja mantém produção contínua e boa aceitação

No município de Feliz, o tomate cereja é produzido durante todo o ano e encontra-se atualmente em fase de frutificação e colheita intensa.

A Emater/RS-Ascar registrou ocorrências pontuais de míldio e podridão apical em períodos de alta umidade, mas destacou que o manejo preventivo e a retirada das folhas basais têm sido eficazes para manter a sanidade vegetal.

A produção apresenta coloração adequada e boa aceitação no mercado, com preços variando entre R$ 6 e R$ 8 por quilo. Até o momento, não foram observadas pragas significativas, embora haja incidência leve de broca e larva-minadora na região.

Condições climáticas exigem atenção, mas cenário segue positivo

Apesar dos desafios climáticos recentes, o panorama geral para o cultivo de tomate no estado é considerado positivo. As boas práticas de manejo e o controle fitossanitário preventivo têm garantido frutos de qualidade, sustentando a confiança dos produtores e a estabilidade no mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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