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Produtividade da soja cresce e Brasil se prepara para safra histórica em 2025/26

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Com a aproximação da semeadura da safra 2025/26, produtores de soja em todo o Brasil intensificam os preparativos para um ciclo que promete superar marcas históricas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção recorde de 169,49 milhões de toneladas para a temporada 2024/25, um crescimento de 14,7% em relação à safra anterior.

Avanço expressivo na produtividade

A produtividade média nacional deve atingir 59,3 sacas por hectare, com destaque para Goiás, que pode chegar a 68,7 sacas/ha. Comparado aos anos 2000, quando a média estava entre 40 e 45 sacas/ha, o aumento evidencia o impacto de pesquisa, inovação tecnológica e manejo aprimorado.

Felipe Pozzan, líder de marketing da Agrichem, destaca:

“O avanço foi resultado do esforço coletivo da cadeia produtiva. Instituições de pesquisa, empresas e produtores investiram em assistência técnica e tecnologia de campo, entendendo que produtividade, sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas.”

Desde o início dos anos 2000, a Agrichem acompanha o setor, oferecendo mais de 40 tecnologias nutricionais de alto desempenho, incluindo a linha Booster (Booster Pro e Booster Infinity), que proporcionou ganhos médios superiores a 3,2 sacas/ha em mais de 230 áreas nas safras 23/24 e 24/25, resultando em retorno sobre o investimento acima de R$ 280 por hectare.

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Tecnologia e assistência técnica personalizada

Além de produtos inovadores, a assistência técnica individualizada tem sido decisiva para elevar a produtividade. A plataforma PAMnutri, da Agrichem, analisa solo e folhas das lavouras, compara com as exigências nutricionais da soja e oferece recomendações precisas sobre nutrientes e dosagens.

Arthur Torres, diretor Comercial da empresa, explica:

“Com o PAMnutri, o produtor recebe uma nutrição sob medida: o que usar, quando usar e quanto usar, aumentando a eficiência e reduzindo o desperdício de insumos.”

Inovações que transformam a sojicultura brasileira

Nos últimos 25 anos, o setor ampliou áreas de cultivo, especialmente no Centro-Oeste e MATOPIBA, e aumentou a eficiência em lavouras já existentes, reduzindo pressão sobre novas áreas. Tecnologias como plantio direto, rotação de culturas, biotecnologia e adubação equilibrada contribuíram para ganhos quantitativos e qualitativos.

Torres ressalta:

“O setor ainda enfrenta desafios, como logística e variabilidade climática, mas as ferramentas atuais deixam os produtores mais preparados, com foco em produtividade sustentável.”

O executivo reforça que o passado recente da sojicultura brasileira mostra que é possível combinar produtividade, competitividade e responsabilidade ambiental, preparando o país para liderar a produção global de alimentos com inteligência, inovação e alta performance no campo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

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As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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