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Produtores de cana da Paraíba enfrentam risco de falta de crédito para custeio da nova safra
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Os produtores de cana-de-açúcar da Paraíba vivem um momento de incerteza quanto ao financiamento da próxima safra, diante da queda nos preços internacionais do açúcar e da perda de competitividade nas exportações para os Estados Unidos.
De acordo com José Inácio de Morais, presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), cerca de 1.500 produtores atuam no Estado, sendo que 90% deles dependem do Pronaf — programa voltado ao financiamento da agricultura familiar.
“Esses produtores estão à beira da falência, já que não vão conseguir custear a safra do ano que vem”, alertou Morais.
Segundo ele, o impacto só não é maior devido ao bônus pago pelas usinas, que varia entre R$ 8 e R$ 15 por tonelada de cana, ajudando parcialmente a compensar as perdas.
Queda nos preços internacionais do açúcar agrava cenário
O dirigente da Asplan destacou que a redução nas cotações internacionais do açúcar e a perda de margem nas exportações para os EUA diminuíram significativamente a rentabilidade do setor canavieiro paraibano.
O segmento, que já vinha enfrentando custos de produção elevados, agora sofre com a dificuldade de acesso a linhas de crédito para custeio — recurso essencial para a compra de insumos, manutenção de lavouras e início do novo ciclo produtivo.
Entidade cobra liberação de recursos do Fundo Constitucional do Nordeste
Entre as medidas defendidas pela Asplan para amenizar a crise está a liberação de recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), operado pelo Banco do Nordeste (BNB).
O fundo financia investimentos de longo prazo, capital de giro e custeio agrícola, beneficiando produtores em mais de 2 mil municípios da região.
No entanto, para que os recursos possam ser liberados, é necessário que o Conselho Monetário Nacional (CMN) defina novos parâmetros operacionais, o que depende de articulação política entre governo e representantes do setor.
Setor defende aprovação de subvenção econômica para o Nordeste
A Asplan e outras entidades do setor canavieiro nordestino também têm pressionado pela aprovação da Medida Provisória 1309, de autoria do senador Efraim Filho (União-PB) e do deputado federal Meira (PL-PE).
A proposta prevê o pagamento de uma subvenção econômica de R$ 12 por tonelada de cana produzida no Nordeste, medida que, segundo os representantes do setor, poderia garantir a continuidade da atividade e preservar milhares de empregos no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico
A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.
A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.
Chicago atinge menor nível desde fevereiro
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.
A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.
Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.
Demanda chinesa ainda decepciona mercado
Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.
A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.
Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar
Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.
O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.
O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.
Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas
No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.
Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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