RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Programa Soja Legal reforça conformidade no campo e capacitação de produtores em Mato Grosso

Publicados

AGRONEGÓCIO

Aprosoja MT amplia ações do Soja Legal para garantir conformidade e sustentabilidade

O programa Soja Legal, desenvolvido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, tem se consolidado como uma das principais iniciativas de apoio à produção rural responsável e legalmente adequada no estado. O projeto oferece suporte técnico aos produtores em áreas como meio ambiente, gestão, relações de trabalho, regularização fundiária e boas práticas agrícolas, com foco em orientar e estruturar as propriedades para o cumprimento das normas exigidas por lei.

Além de promover boas práticas de gestão, o Soja Legal tem papel essencial na orientação sobre os treinamentos obrigatórios previstos nas Normas Regulamentadoras (NRs). O programa detalha quais capacitações são exigidas para cada atividade, quem pode ministrá-las e como manter a documentação em dia — medidas que garantem mais segurança aos trabalhadores e tranquilidade jurídica aos produtores.

Treinamentos obrigatórios fortalecem segurança e organização nas propriedades

A capacitação profissional no campo é um dos pilares do Soja Legal. Por meio da orientação técnica da Aprosoja MT, o programa ajuda os produtores a entender quais treinamentos são obrigatórios conforme o tipo de atividade desenvolvida. Além disso, fornece ferramentas para organizar a gestão documental e planejar o cumprimento das exigências legais, evitando autuações e riscos operacionais.

Para a produtora rural Ediane de Miranda Castro Dalcin, do Núcleo de Nova Xavantina, o programa tem papel fundamental na melhoria contínua da gestão. “O Soja Legal nos ajuda a revisar práticas, atualizar informações e compreender mudanças nas legislações que, muitas vezes, passam despercebidas no dia a dia do campo”, afirma.

Segundo ela, o programa também resume e prioriza as principais obrigações do produtor, oferecendo direcionamento claro para evitar penalidades. “Com esse suporte, conseguimos focar no que é essencial e manter a propriedade sempre dentro das normas”, completa.

Produtores destacam ganhos em organização e segurança no trabalho

O produtor Nélio Piva, do Núcleo de Marcelândia, também reforça a importância da clareza oferecida pelo programa. “Com as orientações do Soja Legal, fica mais fácil se organizar e planejar os treinamentos obrigatórios, garantindo que tudo esteja dentro do prazo e conforme a lei. Isso traz mais segurança para todos na fazenda”, ressalta.

Ele complementa que o programa simplifica o entendimento das exigências legais, mostrando de forma prática o que precisa ser cumprido e mantido atualizado. “Essa transparência facilita muito o trabalho e ajuda a conduzir a fazenda de forma mais organizada e segura”, afirma o produtor.

Conformidade fortalece imagem do produtor e agrega valor à produção

De acordo com o Vice-Presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, o Soja Legal também tem um impacto direto na imagem e valorização do produtor rural. “A fazenda é uma empresa e precisa ser tratada como tal. Quando o produtor cumpre todas as normas, ele está dentro da legalidade, produz com sustentabilidade e agrega valor ao seu produto”, explica.

Leia Também:  Tecnologia da Elicit Plant Aumenta em 9,4% a Produtividade do Milho no Brasil Sem Alterar o Manejo

Gilson destaca ainda que a adequação legal reflete diretamente no valor de mercado da produção, uma vez que os compradores e indústrias buscam fornecedores que adotam práticas sustentáveis e transparentes. “Cumprir a legislação é produzir com responsabilidade e abrir portas para novos mercados”, reforça.

Aprosoja MT projeta expansão e aprimoramento do programa em 2026

Para o ano de 2026, a Aprosoja MT planeja ampliar o alcance e o conteúdo técnico do Soja Legal, fortalecendo as orientações sobre gestão, conformidade e boas práticas dentro das propriedades. O objetivo é tornar o programa ainda mais completo e acessível, oferecendo apoio contínuo para que os produtores mantenham suas atividades alinhadas às normas vigentes.

“O foco é aprimorar o suporte prestado, trazendo ainda mais clareza e organização para o produtor rural. Assim, as fazendas poderão ajustar cada aspecto necessário para alcançar uma operação mais correta e sustentável”, explica Gilson Antunes de Melo.

Treinamento como investimento: segurança e sustentabilidade no campo

No Soja Legal, o treinamento é visto como um investimento essencial, e não como custo. Ele garante segurança aos trabalhadores, estabilidade ao produtor e sustentabilidade à produção. A Aprosoja MT reforça que capacitar as equipes é uma estratégia indispensável para evitar riscos e fortalecer a gestão da propriedade rural.

Leia Também:  Uso reduzido de sementes certificadas ameaça qualidade do trigo gaúcho, alertam especialistas

Os produtores interessados em participar do programa podem entrar em contato com o Canal do Produtor, pelo telefone (65) 3027-8100, e receber orientações sobre como integrar suas fazendas à iniciativa.

Com isso, a Aprosoja MT segue firme no propósito de consolidar uma produção rural sustentável, transparente e alinhada às demandas do mercado nacional e internacional, promovendo um agronegócio cada vez mais responsável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

Publicados

em

Por

A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

Leia Também:  Plantio da safra 2025/26 de soja avança em Goiatuba (GO), mas ritmo segue lento devido às chuvas

A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

Leia Também:  Custos de produção de suínos sobem em agosto; frango de corte mantém trajetória de queda

Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA