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Projeto regional impulsiona cadeia de ovinos e caprinos no Extremo Oeste de SC

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Parceria entre Sebrae, Faesc/Senar e Governo de SC marca lançamento do projeto

O lançamento do Projeto Ovinocaprinocultura Regional Extremo Oeste reuniu produtores rurais e lideranças regionais na última terça-feira (27), na Fazenda Dois Irmãos, em Dionísio Cerqueira. A iniciativa é uma parceria entre o Sebrae/SC, o Sistema Faesc/Senar/Sindicatos e conta com o apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de SC, com o objetivo de promover a organização, qualificação e expansão da ovinocaprinocultura catarinense.

O evento contou com a presença de autoridades e representantes do setor agropecuário, incluindo o vice-presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/SC, Antônio Marcos Pagani de Souza; o diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi; o secretário adjunto da Agricultura de SC, Ademir Dalla Corte; e gestores regionais do Sebrae/SC e Senar/SC. Também participaram prefeitos, representantes de associações regionais e consultores técnicos ligados à cadeia produtiva de ovinos e caprinos.

Eixos de atuação do projeto visam qualificação e fortalecimento da cadeia

Durante o lançamento, foram apresentados os objetivos e eixos de atuação do projeto, que incluem:

  • Qualificação técnica dos produtores
  • Melhoria da gestão das propriedades
  • Fortalecimento do melhoramento genético e da sanidade animal
  • Aumento da produtividade e acesso ao mercado
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O projeto considera as demandas específicas do Extremo Oeste de SC, respeitando o potencial produtivo e as particularidades locais, e integra ações do Governo do Estado com foco na organização da cadeia produtiva.

Segundo o consultor técnico Paulo Gregianin, o projeto já atende diretamente municípios como Dionísio Cerqueira, Guarujá do Sul, São José do Cedro, Anchieta, Guaraciaba e Princesa, beneficiando cerca de 90 produtores. Aliado às ações de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Sistema Faesc/Senar, o projeto promove boas práticas de produção, gestão, sanidade e melhoramento genético, gerando impactos positivos em toda a região.

Avanços para o agro catarinense

Para Antônio Marcos Pagani de Souza, vice-presidente do Sebrae/SC e da Faesc, o lançamento representa um avanço estratégico para o agro catarinense. “A parceria entre Sebrae/SC, Senar e demais entidades amplia oportunidades de renda no campo, fortalecendo a produção de ovinos com assistência técnica, organização e visão de mercado”, destacou.

Importância da organização e integração entre produtores

O produtor rural anfitrião, Luiz Antônio Dal Magro, com quase 30 anos de experiência na pecuária, enfatizou a importância do projeto para estruturar a cadeia produtiva. Segundo ele, apesar do interesse histórico pela criação de ovinos, faltava organização e integração entre os elos da cadeia, algo que a parceria Sebrae/SC, Senar e ATeG agora busca consolidar.

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José Zeferino Pedrozo, presidente do Sistema Faesc/Senar, reforçou que a iniciativa está alinhada ao compromisso com o desenvolvimento sustentável do meio rural. “A ovinocaprinocultura representa uma alternativa de diversificação e geração de renda para os produtores do Extremo Oeste. Queremos garantir assistência técnica, gestão eficiente e organização da cadeia produtiva”, afirmou.

Pedrozo ainda ressaltou que Santa Catarina já é referência em genética de ovinos e caprinos e há expectativa de que o Estado se consolide como um polo nacional na criação dessas espécies nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de abobrinha no Paraná movimenta R$ 101 milhões e consolida Estado como 4º maior produtor do Brasil

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Abobrinha se destaca no agronegócio do Paraná com forte presença e geração de renda

O cultivo de abobrinha no Paraná segue como uma das atividades hortícolas mais relevantes do Estado, movimentando R$ 101,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2024.

De acordo com o boletim do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), a cultura está presente em 358 municípios, com produção total de 50,5 mil toneladas em uma área de 2,9 mil hectares.

Com esse desempenho, o Paraná se consolida como o 4º maior produtor nacional, respondendo por 9,3% da produção brasileira.

Região de Curitiba concentra mais da metade da produção estadual

A produção paranaense de abobrinha apresenta forte concentração regional. O Núcleo Regional de Curitiba responde por 56,2% do total produzido, equivalente a 28,4 mil toneladas.

Entre os principais municípios produtores, destacam-se:

  • Cerro Azul
  • São José dos Pinhais
  • Colombo

Em Cerro Azul, por exemplo, o cultivo ocupa cerca de 250 hectares, com produção de 4,8 mil toneladas e geração de R$ 9,5 milhões em VBP, reforçando a importância da cultura para a economia local.

Outros polos relevantes incluem:

  • Londrina (6,9% da produção estadual)
  • Maringá (6,2%)
Clima impacta oferta e eleva preços da abobrinha no mercado

O mercado da abobrinha tem sido impactado por fatores climáticos, especialmente pela estiagem recente, que reduziu a oferta e pressionou os preços.

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Segundo dados das Centrais de Abastecimento (Ceasa), a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA atingiu R$ 80,00, alta de 33,3% em relação às semanas anteriores, quando era comercializada a R$ 60,00.

De acordo com especialistas do Deral, a tendência de preços elevados pode se manter no curto prazo, caso não haja regularização das chuvas.

Produção contínua garante estabilidade ao longo do ano

Apesar das oscilações de mercado, a cultura da abobrinha apresenta produção contínua ao longo do ano, o que contribui para sua resiliência.

Historicamente, os picos de preços ocorrem entre o final de maio e o início de julho, período de inverno, quando há menor oferta.

A expectativa é que, com a normalização das condições climáticas e o avanço das lavouras, os preços recuem gradualmente ao longo do segundo semestre.

Soja mantém protagonismo nas exportações do Paraná

No segmento de grãos, a soja continua liderando a pauta exportadora do Estado.

No primeiro trimestre de 2026, o Paraná exportou:

  • 3,41 milhões de toneladas
  • US$ 1,47 bilhão em receita

O resultado representa crescimento de 2% no faturamento, apesar de uma leve queda de 4% no volume embarcado.

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A China segue como principal destino, absorvendo 58% das exportações.

Trigo volta-se ao mercado interno e reduz exportações

Diferentemente da soja, o trigo paranaense tem sido direcionado quase exclusivamente ao mercado interno.

Na safra 2025, o Estado produziu 2,87 milhões de toneladas, mas exportou apenas 4 toneladas, destinadas ao Equador.

A tendência deve se manter em 2026, impulsionada pela forte demanda da indústria nacional e pela redução da área cultivada.

Carne bovina acompanha valorização e amplia receita com exportações

O setor de carne bovina também registrou desempenho positivo. Em março, o Paraná exportou 3,6 mil toneladas, gerando US$ 20,3 milhões em receita.

O preço médio da carne apresentou valorização, passando de US$ 4,76/kg em 2025 para US$ 5,54/kg em 2026.

Assim como na soja, a China permanece como principal destino, respondendo por 38,5% das compras.

Diversificação produtiva reforça força do agro paranaense

Os dados reforçam a diversidade e a força do agronegócio do Paraná, que combina culturas hortícolas, grãos e proteínas animais em um sistema produtivo dinâmico.

A abobrinha, nesse contexto, se destaca como uma cultura resiliente, com geração consistente de renda, forte presença territorial e capacidade de adaptação às variações de mercado e clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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