AGRONEGÓCIO
Raízen encerra inscrições para mais de 100 vagas de estágio neste domingo; bolsa chega a R$ 2 mil
AGRONEGÓCIO
A Raízen está com inscrições abertas para mais de 100 vagas de estágio em diferentes regiões do Brasil por meio do programa Talentos Raízen 2026. Os interessados têm até o próximo domingo, 21 de junho, para se candidatar às oportunidades, que contemplam estudantes de ensino superior de diversas áreas e oferecem bolsa-auxílio de R$ 2 mil, além de um amplo pacote de benefícios.
O programa tem como objetivo atrair jovens talentos que buscam experiência prática, desenvolvimento profissional e oportunidades de crescimento em uma das maiores empresas do setor de energia, açúcar, etanol e distribuição de combustíveis do país.
Vagas estão distribuídas em diversos estados brasileiros
As oportunidades estão disponíveis em cidades de diferentes regiões do Brasil, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Bahia, Pará, Maranhão, Amazonas, Ceará, Rio Grande do Norte e Tocantins.
Entre os municípios contemplados estão Araçatuba (SP), Barueri (SP), Piracicaba (SP), Ribeirão Preto (SP), Paulínia (SP), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Uberlândia (MG), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Manaus (AM), Belém (PA) e São Luís (MA), entre outros.
Oportunidades em áreas estratégicas da companhia
Os estudantes poderão atuar em diferentes setores da empresa, como:
- Finanças;
- Engenharia;
- Tecnologia da Informação (TI);
- Operações;
- Comercial (Varejo e B2B);
- Marketing;
- Sustentabilidade;
- Trading;
- Logística e Transportes;
- Planejamento;
- Auditoria;
- Suprimentos;
- Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA);
- Operação e Manutenção Industrial.
A proposta do programa é proporcionar uma experiência multidisciplinar, permitindo que os participantes desenvolvam competências técnicas e comportamentais alinhadas às demandas do mercado.
Requisitos para participar
Para concorrer às vagas, os candidatos devem atender aos seguintes critérios:
- Estar matriculado em curso superior de bacharelado, licenciatura ou tecnólogo;
- Ter previsão de conclusão da graduação entre julho de 2027 e julho de 2028;
- Possuir disponibilidade para estagiar seis horas por dia em horário comercial.
- Os aprovados deverão iniciar suas atividades entre julho e agosto de 2026.
Benefícios oferecidos aos estagiários
Além da bolsa-auxílio mensal de R$ 2 mil, a Raízen oferece benefícios que reforçam o desenvolvimento e o bem-estar dos participantes, incluindo:
- Auxílio-transporte de R$ 194 ou transporte fretado, conforme a localidade;
- Plano de saúde;
- Plano odontológico;
- Seguro de vida;
- Acesso ao Wellhub;
- Vale-refeição ou refeitório no local;
- Trilha estruturada de desenvolvimento profissional.
Perfil buscado pela empresa
Segundo Beto Griner, vice-presidente de Gente da Raízen, o programa busca estudantes com capacidade de adaptação, espírito colaborativo e disposição para enfrentar desafios.
“O Talentos Raízen 2026 é voltado para pessoas que gostam de desafios, trabalham bem em equipe e conseguem se adaptar rapidamente às mudanças. Procuramos profissionais resilientes, que simplificam problemas e transformam obstáculos em oportunidades de aprendizado e crescimento”, destaca o executivo.
Formação de talentos para o futuro do agro e da energia
Com atuação integrada nos segmentos de energia renovável, etanol, açúcar, bioenergia e distribuição de combustíveis, a Raízen mantém investimentos contínuos na formação de novos profissionais. O programa de estágio faz parte da estratégia da companhia para desenvolver lideranças e fortalecer a inovação em áreas essenciais para a competitividade do agronegócio e do setor energético brasileiro.
As inscrições para o Talentos Raízen 2026 permanecem abertas até 21 de junho. A expectativa é atrair estudantes interessados em construir carreira em um dos maiores grupos empresariais ligados ao agronegócio e à transição energética do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Brasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia
A integração dos sistemas utilizados para comprovar a origem da soja e da carne bovina pode reduzir custos, evitar auditorias repetidas e fortalecer o acesso dos produtos brasileiros aos mercados da China e da União Europeia. A proposta consta de um estudo divulgado pelo WRI Brasil, que identificou 21 iniciativas públicas e privadas de rastreabilidade e controle ambiental em funcionamento no País, mas com critérios, bancos de dados e formas de verificação diferentes.
O WRI Brasil não é um órgão público nem representa produtores ou empresas do agronegócio. Trata-se de uma associação privada sem fins lucrativos e de pesquisa ambiental, integrante do World Resources Institute, organização internacional fundada nos Estados Unidos em 1982. A instituição atua em mais de 50 países e desenvolve estudos sobre clima, florestas, cidades, alimentos e uso da terra, em parceria com governos, empresas, universidades e organizações da sociedade civil.
Por isso, o protocolo sugerido pelo instituto não tem força de lei, não substitui a fiscalização brasileira e tampouco cria uma certificação obrigatória. A proposta funciona como uma recomendação técnica para aproximar ferramentas que já existem, mas ainda não conversam adequadamente entre si.
O problema identificado está na fragmentação. Uma plataforma verifica a situação ambiental da propriedade; outra acompanha a movimentação dos animais; uma terceira atende a determinado comprador ou certificação. Também existem diferenças nas datas utilizadas para delimitar o desmatamento, no tratamento dos fornecedores indiretos e nos critérios de bloqueio de propriedades.
Na prática, uma mesma fazenda pode estar regular perante a legislação brasileira e, ainda assim, não atender ao protocolo privado de uma empresa ou à exigência ambiental de determinado mercado. Para o produtor, isso significa fornecer informações semelhantes várias vezes, contratar auditorias diferentes e enfrentar dúvidas sobre qual padrão será aceito no momento da venda.
A proposta ganha relevância pelo tamanho das duas cadeias. O Brasil colheu 180,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26 e poderá exportar 116,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Na pecuária, o País possui o maior rebanho comercial do mundo, produz mais de 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano e ocupa a liderança global nas exportações.
A China está no centro dessa discussão. O país asiático comprou R$ 282 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro em 2025, considerando o câmbio de R$ 5,10, e respondeu por quase um terço de toda a receita externa do setor. O mercado chinês recebe a maior parte da soja exportada pelo Brasil e aproximadamente metade da carne bovina embarcada pelo País.
Embora a China ainda não tenha uma legislação equivalente ao regulamento europeu contra o desmatamento, compradores, instituições financeiras e grandes empresas chinesas vêm ampliando as exigências de origem e conformidade ambiental. O estudo sustenta que Brasil e China poderiam construir um referencial comum antes que diferentes compradores estabeleçam critérios próprios e aumentem a burocracia.
Na União Europeia, a pressão já está formalizada. O Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento, conhecido pela sigla EUDR, determina que soja, gado, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma, além de produtos derivados, somente poderão entrar no bloco quando houver comprovação de que não foram produzidos em áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020.
A regra começará a valer em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas. A maioria das micro e pequenas terá até 30 de junho de 2027. O importador europeu será o responsável legal pela declaração, mas dependerá de informações fornecidas pela cadeia brasileira, como a localização geográfica da propriedade e a documentação necessária para demonstrar a origem do produto.
Esse é um dos pontos de maior atrito com o setor produtivo. O EUDR não considera apenas se o desmatamento foi legal ou ilegal segundo o Código Florestal brasileiro. Mesmo uma supressão de vegetação autorizada pelas autoridades nacionais, se realizada após a data de corte europeia, pode tornar o produto inelegível para aquele mercado.
No caso da soja, a rastreabilidade precisa chegar à propriedade onde o grão foi cultivado. A dificuldade aparece quando cargas de diferentes fazendas são reunidas em armazéns, cooperativas, cerealistas e tradings. A proposta é integrar documentos fiscais, cadastros ambientais, localização das áreas produtoras e registros comerciais, preservando a identificação da origem mesmo depois da mistura física do produto.
Na pecuária, o desafio é maior. Um bovino pode nascer em uma propriedade, passar pela recria em outra e ser terminado em uma terceira antes de chegar ao frigorífico. Atualmente, a indústria consegue fiscalizar com maior facilidade o fornecedor direto, responsável por entregar o animal para abate, mas nem sempre possui visibilidade completa das fazendas anteriores.
A Guia de Trânsito Animal registra a movimentação dos lotes, enquanto o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos permite acompanhar animais individualmente em cadeias que exigem esse controle. A adesão ao sistema individual, entretanto, ainda não alcança todo o rebanho nacional.
O governo iniciou a implantação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, com execução prevista até 2032. A recomendação do estudo é que frigoríficos e compradores avancem desde já no controle dos fornecedores indiretos, sem esperar a identificação obrigatória de todos os animais.
A carne brasileira ainda enfrenta outro impasse com a União Europeia, que não deve ser confundido com o EUDR. Além da origem ambiental, o bloco exige garantias sobre o controle de determinados antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. A Comissão Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer carnes e outros produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, caso não considere suficientes as garantias apresentadas.
O governo brasileiro sustenta que possui um sistema oficial confiável e que somente certificará produtos que cumprirem integralmente as exigências europeias. O ponto de divergência é a cobrança de uma comprovação prévia para medidas implementadas progressivamente ao longo do ciclo produtivo. Na avicultura, esse ciclo pode ser concluído em cerca de 40 dias; na bovinocultura, a formação de animais plenamente elegíveis pode levar dois anos ou mais.
Assim, a carne brasileira enfrenta duas frentes distintas na Europa: a ambiental, relacionada ao desmatamento e à rastreabilidade da propriedade de origem; e a sanitária, ligada ao uso de antimicrobianos durante a vida do animal. A unificação dos sistemas proposta pelo WRI ajudaria principalmente na primeira frente. Para o produtor, o resultado dependerá de como essa integração será implementada, de quem pagará pela adaptação e de sua capacidade de reduzir burocracia, em vez de acrescentar uma nova camada de exigências ao campo.
Fonte: Pensar Agro
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