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Regiões de Minas se mobilizam para conter avanço do Greening na citricultura

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Produtores e instituições do agronegócio em Minas Gerais iniciaram uma mobilização para conter o avanço do Greening, considerada a doença mais destrutiva da citricultura mundial. A iniciativa envolve municípios das regiões do Alto Paranaíba, Triângulo Mineiro e Noroeste do estado, com foco na criação de uma barreira sanitária para proteger os pomares de laranja.

Programa Cinturão Antigreening busca proteger citricultura mineira

A ação faz parte do Programa Cinturão Antigreening, que tem como objetivo prevenir a disseminação da doença e fortalecer a cadeia produtiva de citros na região.

A iniciativa conta com a articulação do Sebrae Minas e reúne diversas entidades, como o Sistema Faemg/Senar, associações regionais, sindicatos rurais e cooperativas.

O projeto já foi apresentado em Patos de Minas e terá lançamento oficial em Uberlândia no dia 23 de março, com a participação do poder público.

Estratégia inclui leis municipais e ação conjunta entre entidades

A proposta do programa é incentivar a mobilização dos municípios para a criação de legislações específicas voltadas à prevenção do Greening, além de fortalecer a cooperação entre instituições.

A iniciativa busca replicar modelos já adotados em cidades como Araxá e Sacramento, que aprovaram leis para monitoramento e controle da doença.

Essas normas incluem medidas como:

  • Proibição do plantio, comércio e transporte de murta (jasmim-laranja)
  • Erradicação de plantas hospedeiras já existentes
  • Fiscalização e aplicação de sanções
  • Integração entre órgãos públicos e entidades do setor
  • Eliminação de hospedeiros é essencial no combate à doença
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Segundo o consultor Daniel Amorim, o objetivo do cinturão sanitário é reduzir o risco de disseminação do Greening por meio do controle do inseto transmissor.

“O Cinturão Antigreening visa eliminar hospedeiros do psilídeo e manter vigilância contínua no campo, garantindo resposta rápida a qualquer suspeita e protegendo pomares, empregos e investimentos”, destaca.

Citricultura mineira cresce e atrai novos investimentos

Nos últimos anos, Minas Gerais tem registrado crescimento consistente na produção de laranja. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam aumento de 16% na produção entre 2019 e 2023.

Atualmente, o estado conta com cerca de 40 mil hectares plantados com citros, consolidando-se como uma importante região produtora.

Para Marcos Alves, a possível migração da produção de laranja de São Paulo para Minas Gerais representa uma oportunidade para o agronegócio local.

“O Sebrae atua como articulador junto ao poder público e à iniciativa privada para viabilizar essa expansão e fortalecer a cadeia produtiva no estado”, afirma.

Greening é doença sem cura e de alto impacto econômico

O Greening, também conhecido como Huanglongbing (HLB), é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter e transmitido pelo inseto Diaphorina citri.

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A doença atinge o floema das plantas cítricas, comprometendo a produtividade e a qualidade dos frutos. Atualmente, não há cura, o que torna a prevenção a principal estratégia de controle.

O manejo inclui:

  • Produção de mudas em ambientes protegidos
  • Monitoramento constante das lavouras
  • Controle do inseto vetor
  • Eliminação rápida de plantas contaminadas
Doença já afeta principais polos citrícolas do mundo

O Greening foi identificado pela primeira vez na China, em 1919, e posteriormente se espalhou para países da África e Oceania. No início do século 21, chegou ao continente americano, atingindo grandes produtores como Estados Unidos (Flórida) e Brasil.

No Brasil, a doença foi registrada inicialmente em 2004, no estado de São Paulo, e já se disseminou por mais de 100 municípios produtores.

Mobilização busca preservar produção e evitar prejuízos no setor

Diante do avanço da doença e dos impactos observados em outras regiões, a mobilização em Minas Gerais busca agir de forma preventiva para proteger a citricultura.

A adoção de medidas coordenadas entre municípios, produtores e instituições é considerada fundamental para conter a disseminação do Greening e garantir a sustentabilidade da produção de laranja no estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de trigo do Paraná praticamente zeram em 2025 e produção é absorvida pelo mercado interno

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As exportações de trigo do Paraná praticamente desapareceram em 2025, consolidando um movimento de forte direcionamento da produção ao mercado interno. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o estado colheu 2,87 milhões de toneladas na última safra, mas exportou apenas 4 toneladas — volume residual destinado ao Equador em dezembro.

Desde então, não há registros de novos embarques, e a expectativa é de que não ocorram exportações relevantes até o início da próxima colheita, prevista para agosto.

Mercado interno absorve produção de trigo

O cenário atual reforça a predominância do consumo doméstico como destino do trigo paranaense. Tradicionalmente, o primeiro trimestre do ano concentra os embarques do cereal, o que indica baixa probabilidade de reversão desse quadro no curto prazo.

A retenção da produção contrasta com o comportamento observado entre 2022 e 2024, quando o estado exportou mais de 800 mil toneladas. Já no período entre 2017 e 2021, os volumes embarcados foram inferiores a 10 mil toneladas.

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Qualidade e preços definem fluxo de exportação

De acordo com o Deral, a oscilação nas exportações ao longo dos anos está diretamente relacionada à qualidade do trigo e à competitividade dos preços.

Entre 2022 e 2024, o cereal produzido no Paraná apresentou गुणवत्ता abaixo dos padrões exigidos pelos moinhos nacionais. Aliado a preços mais atrativos no mercado internacional, esse fator impulsionou as exportações.

Por outro lado, entre 2017 e 2021, a combinação de safras menores, maior proporção de trigo de qualidade superior e preços menos competitivos no cenário externo favoreceu a absorção pelo mercado interno.

Safra 2026 deve manter foco no consumo doméstico

Para a safra de 2026, a tendência é de continuidade do atual cenário, com a produção novamente destinada majoritariamente ao consumo interno. A redução da área plantada no estado é um dos fatores que reforçam essa perspectiva.

Segundo o boletim, apenas eventos climáticos adversos, como geadas ou excesso de chuvas durante a colheita — que possam comprometer a qualidade do grão —, poderiam abrir espaço para exportações mais expressivas.

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Demanda industrial sustenta retenção no estado

Outro fator determinante é o avanço da demanda por trigo para processamento industrial, especialmente no próprio Paraná. Esse movimento aumenta a capacidade de absorção da produção local e reduz a necessidade de envio ao mercado externo.

Com isso, o estado consolida um cenário de maior integração entre produção e indústria, fortalecendo a cadeia interna do trigo e reduzindo a dependência das exportações no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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