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Remates oficiais da ABHB registram alta histórica de 115% nas fêmeas Hereford em 2025

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Preços médios das raças Hereford e Braford disparam em remates oficiais

As médias consolidadas dos remates oficiais da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) em 2025 apontam forte crescimento nos preços médios praticados, confirmando a valorização das raças Hereford e Braford.

Segundo a ABHB, os remates oficiais seguem sendo uma das principais ferramentas de comercialização, garantindo transparência, critérios técnicos e avaliação genética dos animais.

Hereford apresenta crescimento recorde de 115% nas fêmeas

Entre os destaques, as fêmeas Hereford registraram aumento médio de 115% em comparação com 2024.

A raça Braford também apresentou alta consistente nos preços, mantendo participação relevante nos resultados dos remates oficiais, segundo levantamento da ABHB.

Garantias técnicas e segurança para compradores

O gerente Executivo da ABHB, Felipe Azambuja, reforça a importância dos remates oficiais para o mercado:

“Os animais passam por rigoroso processo de avaliação, com regime genealógico aferido e inspeção técnica que assegura aspectos zootécnicos e raciais, garantindo segurança ao comprador e credibilidade ao mercado.”

Além disso, a divulgação ampla dos remates pela ABHB aumenta o alcance das informações e fortalece o interesse de investidores, segundo Azambuja.

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Fatores que impulsionaram a valorização da raça Hereford

O crescimento expressivo da raça Hereford é atribuído ao trabalho conjunto de criadores e da Comissão da Raça Hereford, incluindo:

  • Maior número de animais em exposições;
  • Participação ampliada das cabanhas;
  • Provas de eficiência;
  • Retomada da gira internacional da raça.

Outro fator relevante foi a atualização do regulamento do regime genealógico, permitindo a confirmação de fêmeas sem a exigência de prenhez, o que tende a aumentar registros e valor comercial dos animais.

Mercado de carne impulsiona interesse e vendas

Para o vice-presidente de Promoção da Raça Hereford, Ricardo Sperotto Terra, o crescimento é impulsionado pelo mercado aquecido da carne:

“O interesse de novos e tradicionais investidores cresce, impulsionado pela menor atratividade de outras atividades do setor primário.”

A demanda por carne de alta qualidade, especialmente para exportação, mantém o ciclo de valorização da Hereford, somado às vantagens produtivas da raça, como melhor conversão alimentar, fertilidade, temperamento e qualidade da carne.

Engajamento de criadores fortalece a ABHB

O aumento expressivo de registros, maior adesão a programas de carne e melhoramento genético, e o crescimento em exposições oficiais refletem o engajamento dos criadores.

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Segundo a ABHB, o cenário é de forte otimismo, com previsão de expansão contínua da representatividade da raça Hereford na próxima década.

Braford mantém posição consolidada no mercado

A raça Braford segue fortemente consolidada, especialmente no Rio Grande do Sul, com expansão em Santa Catarina e Paraná.

Segundo Azambuja, o desempenho da Braford reflete trabalho estruturado da ABHB, com presença em exposições, crescimento no número de criadores e novos associados, além do bom momento da raça no mercado nacional e internacional.

Crescimento das raças reflete fortalecimento da ABHB

Para a associação, os resultados de 2025 confirmam que o crescimento das raças Hereford e Braford está diretamente ligado ao fortalecimento da ABHB.

“Quando a entidade cresce, os setores crescem juntos: técnico, promocional e comercial. Os números dos remates oficiais mostram exatamente isso”, conclui Felipe Azambuja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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